Brasil Maravilha e a estrada de ferro que se arrasta no país real:

31/12/2013
 

A Ferrovia Norte-Sul do Brasil Maravilha e a estrada de ferro que se arrasta no país real: monumento à gastança e à incompetência

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PUBLICADO EM 5 DE JUNHO
BRANCA NUNES
“O setor ferroviário brasileiro está em boa fase”, garante a repórter da TV PAC, no vídeo publicado em abril de 2012. “Entre os projeto de expansão está a Ferrovia Norte-Sul, onde o PAC 2 financiou mais de 3 bilhões de reais no trecho entre Palmas e Anápolis. 98% das obras já estão concluídas”.
Depois de mostrar os avanços da obra ─ “Pensada pela primeira vez em 1927 como uma grande espinha dorsal cruzando o país de norte a sul”, festeja Josias Cavalcanti, diretor de planejamento da Valec, empresa ligada ao Ministério dos Transportes ─, a jornalista entrevista um dos beneficiados pelo projeto: “Quem já está se preparando para a chegada da ferrovia é esse pequeno produtor do estado do Tocantins”, diz a repórter ao apresentar o vaqueiro Ademir dos Santos.
Ademir embarca no otimismo com o olhar do sertanejo que, a cada eleição, acredita na promessa de que aquela será a última das tantas secas que o atormentaram. “É muito bom a chegada da ferrovia aqui na nossa região. Vai valorizar muita coisa, vai ter muita economia”, sonha. “Muitas pessoas deixavam de plantar porque o frete hoje está muito alto. Aqui falta oportunidade de transporte e agora vai ter”.
Quem viu a fantasia da TV PAC deve ter acreditado que a obra estava a um passo da inauguração.
Um ano depois, a reportagem do Fantástico confirmou que o Brasil real continua muito longe do Brasil Maravilha. “Os 700 quilômetros entre Anápolis, em Goiás, e Palmas, no Tocantins, ainda não podem ser chamados de ferrovia”, constatou a jornalista Sônia Bridi  (veja o vídeo abaixo). “O país gastou 5,1 bilhões de reais e, depois de duas décadas, continua esperando pelo trem. Ficaram tantos problemas acumulados que o Brasil ainda vai precisar gastar 400 milhões de reais”.
Os pareceres do Tribunal de Contas da União atestam que, além de superfaturada, o que o Lula do século passado chamava de Ferrovia do Sarney  é um monumento à inépcia. Entre os problemas listados figuram taludes que se desmancham, curvas fechadas demais (que obrigam o trem a reduzir a velocidade para não descarrilar), trilhos que não foram soldados e outras provas incontestáveis de incompetência. A inexistência de pátios de manobra, por exemplo, impossibilita o carregamento ou o descarregamento e impede a passagem de outro trem em sentido contrário. Pior ainda: como o aço dos trilhos comprados na China não tem a dureza necessária, é preciso diminuir a carga transportada.
O ritmo exasperante das obras da Norte-Sul contrasta com a alta velocidade do enriquecimento de José Francisco das Neves, o Juquinha, presidente da Valec até ser preso em julho de 2012. Enquanto comandou a empresa, seu patrimônio saltou de R$ 500 mil para R$ 60 milhões. A anulação das escutas telefônicas que mostram a procissão de ladroagens livrou Juquinha da cadeia. Enquanto o processo judicial se arrasta tão vagarosamente quanto a ferrovia, ele gasta em liberdade o que embolsou.
Na contramão do ex-presidente da Valec, comerciantes como Osmar Albertine, diretor de uma empresa de farelo de grãos nas proximidades da Norte-Sul, não param de desembolsar dinheiro. “Essa promessa era para 2008, mas continua só no leito, nem mesmo os trilhos estão aí”, conta Osmar. “Com a ferrovia, haveria a economia de 4 mil quilômetros de transporte marítimo para exportamos para a Europa. É o custo Brasil”.
O Ministério dos Transportes segue a partitura do coro dos contentes. “A reportagem não aborda os benefícios já gerados pelos trechos em operação da Ferrovia Norte-Sul e omite parte de sua história”, protesta o ministro César Borges, disfarçado de nota da assessoria de imprensa. “Os 10% restantes de obras, entre o trecho entre Palmas e Anápolis, serão realizados até o final de 2013 e o segmento entrará em operação em 2014″ . promete. “A conclusão das obras no trecho Anápolis/Estrela d’Oeste será em julho de 2014″.
Se um dia ficar pronta, a ferrovia em construção desde 1987, no mandato de José Sarney, será uma espécie de memorial do Brasil Maravilha sobre trilhos: demorou o dobro do tempo para sair do papel, custou mais do que o triplo e, inaugurada no século 21, terá a cara de estrada de ferro dos tempos em que os vagões eram puxados pela maria-fumaça.

MEGA SENA►Quatro apostadores dividem prêmio da Mega da Virada

Loterias

Duas apostas do Paraná, uma de Alagoas e outra da Bahia acertaram as seis dezenas sorteadas no concurso e ganharão 56 milhões de reais cada uma

Mega-Sena
Mega-Sena da Virada pagou prêmio de 224 milhões de reais  (Divulgação)
Quatro apostadores acertaram as seis dezenas sorteadas na Mega-Sena da Virada e levarão para casa 56 milhões de reais cada um. 

Os jogos premiados são das cidades de Curitiba e Palotina, no Paraná, Maceió, em Alagoas, e Teofilândia, na Bahia. 

O sorteio dos números do concurso aconteceu na noite de terça-feira e os números sorteados foram: 30 - 47 - 53 - 38 - 20 - 36. A Mega da Virada pagou no total exatos 224.677.860,07 de reais, superando a estimativa inicial da Caixa Econômica Federal, de 200 milhões de reais.

Apostas - Segundo a Caixa, foram vendidos 104.165.456 bilhetes da Mega da Virada em todo o país. O total arrecadado foi de 758.218.978,00 milhões de reais, sendo 246 milhões somente entre segunda e terça-feira.

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STF mantém corte de salários acima do teto no Senado



Ayr Aliski - O Estado de S. Paulo 

Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União havia entrado com liminar contra a decisão

31 de dezembro de 2013
No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, indeferiu pedido de liminar formulado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) contra decisão que determinou ao Senado Federal a regularização das remunerações que superam o teto constitucional e a devolução de valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos. Essa determinação foi imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e é questionada pelo Sindilegis por meio de Mandado de Segurança.
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 O Sindilegis argumenta que os valores pagos a título de horas extras e de exercício de funções comissionadas estão excluídos do teto constitucional. Ao pedir a suspensão liminar da decisão do TCU, o Sindilegis disse que é verba de natureza alimentar, cuja supressão afrontaria o princípio da irredutibilidade salarial.
Cofres públicos
Ao rejeitar o pedido, o ministro Toffoli afastou a existência de risco de lesão grave e de difícil reparação, critérios que justificariam a concessão da liminar. "A efetivação da medida não implicará supressão do pagamento de remuneração ou pensão, mas, sim, de parcela que exceda o valor do subsídio mensal, em espécie e atualmente em vigor, dos ministros do Supremo Tribunal Federal, ou seja, R$ 28.059.28", afirmou o ministro do STF.
Para Toffoli, a situação revela situação de periculum in mora inverso, "com o comprometimento dos cofres públicos por força de comando judicial precário". Para Toffoli, "é necessário aguardar o trâmite natural da ação para o exame das teses jurídicas ali debatidas", em referência ao que foi decidido pelo ministro Marco Aurélio em pedido semelhante formulado pelo Sindilegis em relação aos salários da Câmara dos Deputados.

Campos: brasileiro quer nação mais justa e humana

'Milhões de brasileiros sonham, há muito tempo, em ver o Brasil voltar a crescer', disse o governador em sua conta no Facebook

31 de dezembro de 2013
RICARDO DELLA COLETTA - Agência Estado
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), publicou nesta terça-feira, 31, uma mensagem de fim de ano em sua conta na rede social Facebook na qual diz que "milhões de brasileiros sonham, há muito tempo, em ver o Brasil voltar a crescer e se tornar uma nação mais justa e humana".
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"E eu tenho certeza de que, em 2014, estes brasileiros darão o primeiro passo para ver este sonho se tornar realidade", acrescentou o governador, que articula sua candidatura ao Planalto no ano que vem e que, em 2013, coordenou o desembarque dos pessebistas do bloco de apoio do governo Dilma Rouseff.
"Eu e vocês vamos ganhar 2014 da mesma forma que vencemos 2013: com muito trabalho, ânimo e fé no futuro. E mantendo nossa cabeça erguida, acima das dificuldades pelas quais o Brasil está passando. Sem tentar tapar o sol com a peneira, sem fingir que problemas não existem", afirmou o governador, que não citou a presidente Dilma em seu texto.
Embora tampouco tenha feito menção à aliança costurada com a ex-ministra Marina Silva, o governador pernambucano já disse que o PSB e a Rede "ganharam 2013" para se referir ao acordo PSB-Rede, firmado em outubro. "Foi o início da construção de um novo projeto de País. Este foi o ano que o Brasil do futuro começou, finalmente, a tomar forma", escreveu há pouco o pessebista.
Pouco antes de a mensagem ser publicada, o perfil de Campos exibiu um texto que classificava a aliança Campos-Marina como "um momento histórico para a política brasileira". "A aliança de Eduardo Campos com Marina Silva representa a vontade popular de fazer uma nova política", afirmava a mensagem, que foi apagada minutos depois e substituída.
Em outubro, após a Justiça barrar a criação da sigla que Marina Silva tentava criar, Campos selou um acordo com a ex-ministra e albergou no PSB militantes da Rede Sustentabilidade. "Dois mil e treze foi um ano muito importante. Juntos, eu e vocês vamos fazer com que 2014 seja um ano histórico", concluiu o governador. 

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