Um objeto aparentemente comum de
campanha eleitoral virou alvo de uma investigação da Polícia Federal.
Durante o primeiro turno das
eleições de 2026, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, policiais encontraram
broches que exibiam o número de um candidato.
Mas havia algo escondido atrás
deles.
Segundo a PF, os acessórios
possuíam pequenas câmeras conectadas a baterias, ocultadas por adesivos na
parte traseira.
A suspeita é que os equipamentos
pudessem ser utilizados para registrar o momento em que eleitores votavam nas
urnas eletrônicas.
O material foi encontrado com um
homem e inicialmente apreendido pela Polícia Civil, que o encaminhou à Polícia
Federal.
O celular do suspeito também foi
recolhido. Ele foi conduzido para prestar esclarecimentos e optou por
permanecer em silêncio.
Agora, os broches e o aparelho
serão submetidos à perícia para verificar seu funcionamento e esclarecer como
poderiam ser utilizados.
Até o momento, não foi
confirmado que os dispositivos tenham efetivamente registrado votos.
A investigação busca esclarecer
a origem, a distribuição e a possível utilização dos equipamentos.
Policia Federal investiga uso de broches com câmera para gravar votos
Publicado em 04/10/2026,
A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar a distribuição e o uso de broches preparados com dispositivo eletrônico no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
A suspeita da polícia
é que os dispositivos seriam usados para gravar o voto dos eleitores na urna
eletrônica.
Segundo a PF, os dispositivos, disfarçados de broches, têm na
parte frontal o número do candidato e na parte traseira um adesivo que oculta a
câmera com bateria.
Balanço
De acordo com o último balanço da PF, até às 15h10 deste domingo (4),
foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos
circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática de crimes
eleitorais.
Até o momento, 129 pessoas foram conduzidas, e foram apreendidos R$ 789,8 mil em bens e valores, sendo R$ 383,6 mil em espécie.
Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral
irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.







