CAIO JUNQUEIRA EXPÕE GOLPE QUE ESTÁ MOLDANDO A ELEIÇÃO BRASILEIRA.

 

Caio Junqueira expõe golpe que está moldando a eleição brasileira.

Jornalista da CNN relata que lideranças do Centrão receberam recados, sob ameaça de avanço em investigações caso se aliassem a Flávio Bolsonaro

Segundo Caio Junqueira, jornalista da CNN (que ninguém pode acusar de bolsonarista), houve um fator judicial-policial atuando nos bastidores para que partidos investigados, principalmente no caso Master, não fechassem uma aliança com Flávio Bolsonaro.


A aliança natural seria com Flávio. Mas esses partidos receberam recados.


Ministros e juízes em Brasília teriam avisado lideranças do Centrão que, se fechassem acordo com Flávio, as investigações contra eles avançariam.


É preciso parar aqui, porque isso, em qualquer país minimamente democrático, seria motivo para interromper o debate eleitoral e abrir uma investigação.


Não estamos falando de um partido fazendo cálculo normal de campanha. 


Não estamos falando de tempo de televisão, palanque regional, fundo eleitoral ou conveniência política. 


O que nós estamos falando é de uma liderança partidária ouvindo que, se apoiar determinado candidato, pode ver investigações avançarem contra si.

Durante anos, acusaram a direita de ameaçar a democracia. 


Mas o que está descrito aqui é a verdadeira captura institucional: um grupo político usando as instituições para perseguir adversários e proteger aliados.


Ora, essa é a definição de um regime autoritário: ou você faz o que o sistema manda em termos de aliança partidária, ou pode ser investigado. Pode ser condenado. 


Pode ser destruído.


Que tipo de eleição acontece quando a instituição que deveria arbitrar a disputa já define qual lado pode se aliar, qual lado não pode crescer e qual lado não pode ganhar? 


Porque democracia não é apenas ter urna.


Democracia exige que os candidatos possam formar alianças, falar com o eleitor e disputar poder sem ameaça judicial pairando sobre cada movimento.


Se um partido deixa de apoiar Flávio por medo de investigação, a eleição já foi interferida antes do voto.


Se o Centrão calcula risco de cadeia antes de calcular voto, o processo já está viciado.


Se o árbitro escolhe um lado, a disputa deixa de ser disputa. 


E esse é o verdadeiro golpe. 


Não precisa de tanque na rua., nem de fechamento formal do Congresso.


Não precisa de um grande anúncio na televisão.


Basta capturar as instituições e usá-las para condicionar o comportamento político de quem deveria ser livre para escolher.


A eleição continua acontecendo. As urnas aparecem. 


As pesquisas circulam. 


Os debates vão ao ar. As manchetes falam em normalidade democrática. 


Mas, por trás da fachada, partidos já foram pressionados, alianças já foram inviabilizadas e candidatos já foram isolados.


Então, nesse ambiente, qual é o propósito das eleições?


A não ser simplesmente fazer de conta que ainda existe democracia?


Quando quem deveria arbitrar a disputa usa o poder para moldar o resultado antes do voto, o problema já não está na urna, e sim em tudo que acontece antes dela.


E isso não é democracia. É o inverso dela.

https://leandroruschel.substack.com/p/caio-junqueira-expoe-golpe-que-esta#media-82d3866b-2ec7-466b-b62b-425a52238d73


LAMBORGHINI MIURA: 60 ANOS DO AUTOMÓVEL QUE REDEFINIU O CONCEITO DE SUPERDESPORTIVO.

 Há automóveis que marcam uma época e outros que alteram, de forma definitiva, o rumo da indústria. 

O Lamborghini Miura pertence a este último grupo. Quando foi apresentado ao público, em 1966, ninguém estava preparado para um automóvel que combinava uma estética revolucionária com um motor V12 montado em posição central transversal, uma solução técnica até então reservada, sobretudo, à competição.

Seis décadas depois, o Miura continua a ser considerado um dos automóveis mais influentes da história, não apenas pela sua beleza intemporal, mas porque estabeleceu o modelo que viria a definir o superdesportivo moderno.

A resposta de Ferruccio Lamborghini


A história do Miura começa poucos anos depois da criação da Lamborghini. Ferruccio Lamborghini fundou a marca em 1963 com um objectivo claro: produzir automóveis de grande turismo capazes de rivalizar com os melhores modelos italianos da época. 


Os primeiros resultados foram promissores, com o 350 GT e, mais tarde, o 400 GT, mas uma parte da equipa técnica pretendia ir mais longe.


Os engenheiros Gian Paolo Dallara, Paolo Stanzani e Bob Wallace desenvolveram, quase de forma independente, um chassis destinado a receber um motor V12 em posição central. A ideia contrariava a visão inicial de Ferruccio Lamborghini, que considerava esse tipo de configuração demasiado radical para um automóvel de estrada.

Apesar das reservas do fundador, o protótipo despertou enorme curiosidade quando foi apresentado no Salão Automóvel de Turim de 1965. Ainda sem carroçaria definitiva, o chassis recebeu um entusiasmo inesperado, levando a Lamborghini a avançar com o projeto. Para vestir o novo chassis, a Bertone confiou a tarefa ao jovem Marcello Gandini. 


O resultado foi uma das carroçarias mais marcantes da história do automóvel.


O perfil extremamente baixo, a dianteira afilada, as superfícies fluidas e os característicos contornos em torno dos faróis criaram uma identidade imediatamente reconhecível. 


O Miura parecia mais próximo de um protótipo de competição do que de um automóvel de produção, transmitindo uma sensação de movimento mesmo quando estava parado.


A influência deste desenho estende-se muito para além da década de 1960. Muitos dos superdesportivos que surgiram nas décadas seguintes herdaram as proporções inauguradas pelo Miura, tornando-o uma referência incontornável do design automóvel.


Um V12 de excepção


No centro do projecto encontrava-se o motor V12 de 3,9 litros concebido por Giotto Bizzarrini, adaptado para utilização em estrada pela equipa técnica da Lamborghini.


Na versão inicial, denominada P400, desenvolvia cerca de 350 cv, permitindo atingir uma velocidade máxima superior a 270 km/h, números impressionantes para a época. A disposição transversal do motor e da caixa de velocidades permitia reduzir o comprimento do conjunto mecânico e melhorar a distribuição de massas, embora também apresentasse desafios em termos de arrefecimento e manutenção.


Ao longo da produção, o modelo evoluiu através de diferentes versões. 


O Miura P400 S, lançado em 1968, introduziu melhorias no motor, maior refinamento e um habitáculo mais luxuoso. Em 1971 surgiu o P400 SV, geralmente considerado a evolução mais conseguida da família, com potência superior, comportamento mais previsível e alterações importantes na lubrificação da transmissão.


Um automóvel tão fascinante quanto exigente


Apesar da reputação lendária, o Miura nunca foi um automóvel isento de limitações. A elevada potência, aliada à tecnologia disponível na década de 1960, tornava-o desafiante de conduzir. 


O peso concentrado na traseira, o reduzido espaço interior, a visibilidade limitada e o aquecimento proveniente do motor eram características que exigiam experiência ao volante.


Ainda assim, essas particularidades fazem parte da personalidade do modelo. 


O Miura representa uma época em que a emoção e a inovação técnica frequentemente se sobrepunham à procura da perfeição absoluta.


Da produção limitada ao estatuto de ícone

Entre 1966 e 1973 foram produzidas apenas 764 unidades, distribuídas pelas versões P400, P400 S e P400 SV. 


Esse número relativamente reduzido, aliado à importância histórica do modelo, transformou o Miura num dos automóveis clássicos mais valorizados do mundo. 


Exemplares com historial conhecido e configuração original alcançam regularmente valores de vários milhões de euros nos principais leilões internacionais.

Mais do que um objecto de colecção, o Miura tornou-se um símbolo da criatividade da indústria automóvel italiana durante uma das suas épocas mais férteis.


Sessenta anos de influência


O legado do Miura vai muito além dos números de produção ou das prestações que oferecia na época. A sua verdadeira importância reside na forma como alterou a percepção do que um automóvel desportivo poderia ser.


A arquitetura de motor central tornou-se a solução dominante entre os superdesportivos de referência, enquanto o seu desenho continua a ser estudado como um dos maiores exemplos de equilíbrio entre forma e função.

Seis décadas após a sua estreia, o Lamborghini Miura permanece como uma das obras-primas da história do automóvel. 


Não apenas por representar um momento decisivo para a Lamborghini, mas por ter inaugurado uma nova geração de automóveis de elevado desempenho, cuja influência continua visível nos modelos contemporâneos. 


Poucos clássicos conseguem reivindicar um impacto tão profundo e duradouro na evolução da engenharia e do design automóvel.

Imagens: Lamborghini

https://www.jornaldosclassicos.com/2026/08/10/lamborghini-miura-60-anos-do-automovel-que-redefiniu-o-conceito-de-superdesportivo/

MISSÃO SE DIZ VÍTIMA DE "FRAUDE" EM CASODE FILIAÇÃO DE FLÁVIO BOLSONARO,

 

Por Diógenes Freire Feitosa 13/08/2026

No momento, o senador está impedido de registrar sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL) em razão da sua filiação ao partido de Renan Santos (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O Partido Missão afirmou nesta quinta-feira (13) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi incluído de forma "fraudulenta" no quadro de filiados da legenda. 


A equipe de Flávio descobriu a alteração quando tentou acessar o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formalizar a candidatura.


Em nota, o Missão afirmou que seu sistema identificou a irregularidade e que o partido tentou cancelar a filiação no mesmo dia. 


Segundo a legenda, o pedido acabou rejeitado pelo TSE.


"O partido vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. 


Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE", afirmou o Missão na nota.


O partido disse ainda que comunicou o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre a tentativa de filiação em 2 de agosto. De acordo com a legenda, os e-mails enviados foram abertos, mas não receberam resposta.


O Missão afirmou que adotará providências junto à Polícia Federal e ao TSE para identificar os responsáveis. 


A legenda também disse que entregará às autoridades e à imprensa um relatório com logs, e-mails e endereços de IP relacionados ao caso.


O partido afirmou ainda que não tem interesse em receber Flávio Bolsonaro em seus quadros. 


A legenda citou divergências ideológicas e fez referência a “acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”.


Em live, no YouTube, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) afirmou que "algum funcionário do Flávio Bolsonaro" efetuou a filiação conforme dados enviados pelo partido ao TSE.


Segundo o deputado, a legenda pediu a desfiliação imediatamente ao TSE, mas o tribunal não teria agido para atender ao pedido do partido.


O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, acusou Flávio de "estar inventando essa palhaçada para se fazer de vítima". 


De acordo com Renan, o responsável pela filiação de Flávio ao Missão tinha acesso ao e-mail oficial do senador.


TSE nega hackeamento do sistema

Por meio de nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão "não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações".


De acordo com o comunicado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.


O tribunal também afirmou que o pedido de desfiliação do Missão apresentado pelo PL já está sob análise.


Flávio diz que estão tentando barrar sua candidatura.


Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que estão tentando barrar sua candidatura e atribuiu o episódio ao “sistema”.


“Vocês viram que fraudaram minha filiação partidária. 


O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir, não, porque Deus está no comando. 


Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar. 


O Brasil vai vencer”, afirmou.


O TSE, porém, negou que tenha ocorrido hackeamento do sistema. Segundo a Corte, o episódio envolveu o uso indevido das credenciais de alguém autorizado pelo Missão a realizar filiações.

https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/missao-se-diz-vitima-de-fraude-em-caso-de-filiacao-de-flavio-bolsonaro/


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