O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com jornalistas
na Casa Branca, nesta sexta (27).
Trump afirma que EUA podem
acabar tomando Cuba de forma “amigável”
Por John Lucas27/02/2026 às 17:36
· O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (27) que os EUA podem acabar tomando Cuba de forma “amigável”.
A declaração foi feita a jornalistas
na Casa Branca antes de o presidente embarcar para um comício no Texas.
·
A fala de Trump ocorre em meio à crise energética e econômica que atinge
a ilha comunista e às recentes tensões entre Washington e o regime de Havana.
· “Não têm nada neste momento (sobre acerto em negociações), mas estão falando conosco, e talvez possamos ter uma tomada de controle amigável de Cuba.
Podemos acabar com uma tomada de controle amigável de Cuba depois de muitos, muitos anos”, afirmou Trump.
Segundo ele, a ilha está com “sérios problemas” e
os Estados Unidos poderiam fazer algo “muito positivo” tanto para os cubanos
que vivem no país quanto para os que estão no exílio.
· “Como sabem, (Cuba) não têm dinheiro, não têm petróleo, não têm comida.
Neste momento é uma nação em sérios problemas e querem a nossa ajuda”, disse,
acrescentando que o secretário de Estado, Marco Rubio, “está administrando” o
tema.
· As declarações ocorrem dias após a Casa Branca ter advertido Havana sobre a necessidade de implementar “mudanças drásticas em breve”.
No último dia
18, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a ilha possui “um regime em
colapso” que “está se desintegrando”.
·Recentemente, os EUA endureceram suas políticas de bloqueio contra Cuba.
O governo Trump criou um mecanismo de tarifas adicionais para países que forneçam petróleo ou derivados à ilha, com o objetivo de restringir o fluxo de energia ao país comunista.
Nesta semana, contudo, governo americano
flexibilizou parcialmente o bloqueio, autorizando a reexportação de petróleo
venezuelano a Cuba por meio do setor privado, mas com restrições.
·Nesta sexta-feira, a Comunidade do Caribe (Caricom) manifestou apoio a
Cuba diante da crise que o país enfrenta e declarou, em comunicado, que está
disposta a colaborar com os Estados Unidos em “iniciativas que beneficiem o
povo cubano e preservem a estabilidade regional”.
