PORQUE O CHOCOLATE JÁ NÃO É MAIS O MESMO?

 


Por que o chocolate já não é o mesmo — e talvez nem seja mais chocolate Por André Pugliesi Você certamente já teve a impressão de que não se produzem mais chocolates como antigamente. 


60 O consumidor procura aquele gosto da infância e encontra só decepção. 


A sensação, para muita gente, é a de um produto mais doce, mais oleoso e menos marcante. 


Os chocolates mudaram ou isso é só nostalgia? Essa percepção tem base concreta. 


O chocolate industrial vendido hoje no Brasil é resultado de uma equação que combina pressão de custos, regras permissivas de composição e reformulações pensadas para preservar margem, textura e vida útil do produto nas prateleiras.  


Nos últimos anos, a disparada do cacau no mercado internacional acelerou esse movimento, que já vinha de antes. 


Os chocolates encareceram, as embalagens encolheram, e a indústria passou a recorrer mais a ingredientes alternativos e a fórmulas em que o cacau perde espaço.  


61 O que explica a mudança no chocolate?  As mudanças nos chocolates têm relação direta com a explosão do preço do cacau. 


A disparada foi puxada por uma quebra global de oferta. 


A Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês) estimou um déficit de 462 mil toneladas na safra 2023/24, com estoques no menor nível em 45 anos. 


Depois de anos em um patamar bem mais baixo, a cotação internacional subiu fortemente. 


No auge da crise, em dezembro de 2024, o cacau bateu US$ 12.931 por tonelada em Nova York.  


O Brasil também sentiu a escalada. 


Na Bahia, a arroba do cacau saiu de R$ 200 em janeiro de 2023 para R$ 300 no fim de outubro do mesmo ano. 


Com matéria-prima mais cara e escassa, a 62 indústria ganhou um incentivo extra para encontrar outras estratégias.  


Receitas reformuladas, outro sabor  Diante desse choque, as empresas recorreram a três caminhos: aumentar preços, reduzir gramaturas e mexer na fórmula. 


Parte do setor passou a usar menos cacau e mais ingredientes alternativos, não derivados de cacau. 


As empresas costumam compensar a redução de cacau com açúcar, leite em pó, soro de leite, xaropes e gorduras vegetais. 


Entre as gorduras usadas como alternativas à manteiga de cacau, estão derivados de palma e outros substitutos vegetais.  


É aí que o sabor muda. 


Menos cacau significa menos massa e manteiga de cacau, que concentram boa parte do aroma, do amargor e da 63 percepção sensorial do chocolate. 


Quando a receita ganha mais gordura, leite, açúcar ou substitutos, esse perfil fica mais diluído e genérico.  Marcas tradicionais em mutação  Há exemplos claros desse fenômeno no mercado brasileiro. 


Em 2014, a Nestlé anunciou nova fórmula para os tabletes Classic nas versões Ao Leite, Duo e Diplomata, além de Crunch e Alpino. 


A empresa informou que a composição passou a ter mais leite e ficou mais cremosa, com textura mais fina. 


Outro exemplo é o Serenata de Amor, da Garoto. 


Em 2024, a marca anunciou uma nova receita, inspirada na original, com wafer mais crocante, mais cremosidade e mais castanha de caju.  


64 Em várias linhas de wafers e biscoitos, também apareceram mudanças de rotulagem. 


Em vez de “cobertura de chocolate”, surgiram expressões como “cobertura sabor chocolate” ou “cobertura sabor chocolate ao leite”. 


Isso indica que a cobertura não atende ao padrão legal para ser chamada de chocolate e, em geral, leva menos cacau e mais gordura vegetal.  


O Bis Original ao Leite, por exemplo, aparece em grandes redes como “wafer recheado e com cobertura sabor chocolate ao leite”. 


Produtos da linha Hershey’s Mais e versões wafer de Sonho de Valsa também aparecem no varejo com esse tipo de descrição.  


65 Quais são as regras no Brasil e no exterior na produção de chocolate? No Brasil, a regra atual permite que muitos produtos continuem sendo vendidos como chocolate mesmo quando o consumidor percebe menos sabor de cacau. 


Hoje vale a Resolução Direta Colegiada (RDC) 723/2022, da Anvisa, que define os padrões mínimos para esse tipo de produto.  


Pela norma, um produto pode ser chamado de chocolate se tiver pelo menos 25% de sólidos totais de cacau. 


No caso do chocolate branco, o mínimo é de 20% de sólidos totais de manteiga de cacau. 


Isso ajuda a entender por que fórmulas mais diluídas ainda cabem dentro da lei. 


Esse padrão é mais flexível do que o adotado no passado. 


Uma norma brasileira de 1978 exigia ao 66 menos 32% de cacau. 


A redução do piso legal abriu mais espaço para receitas com menor presença do ingrediente que dá identidade ao chocolate.  


Mas há uma tentativa de endurecer essa regra. 


Em 17 de março de 2026, a Câmara aprovou um projeto que eleva o mínimo do chocolate para 35% de sólidos totais de cacau, limita a 5% o uso de outras gorduras vegetais autorizadas e obriga a informar com clareza o teor de cacau no rótulo. 


Como o texto foi alterado pelos deputados, ele ainda precisa passar novamente pelo Senado.  


No exterior, os padrões costumam ser mais rígidos ou mais claros. Na União Europeia, por exemplo, o “chocolate” com alegação de qualidade deve ter ao menos 43% de sólidos 67 totais de cacau, incluindo 26% de manteiga de cacau.  Já nos Estados Unidos, para ser chamado de chocolate, o produto precisa cumprir padrões mínimos de composição,10% de licor de cacau no caso do chocolate ao leite. 


E quando há substituição por gordura vegetal, isso deve ser informado claramente no rótulo.  


Os chocolates antigos eram melhores mesmo?  Para a professora de Tecnologia em Gastronomia, na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos da PUCPR Márcia Rapacci, a percepção de que os chocolates antigos eram mais gostosos não se resume à nostalgia. 


Segundo ela, havia diferenças sensíveis na experiência oferecida por esses produtos. 


“Os chocolates de antigamente eram, em geral, percebidos como mais atraentes ao paladar por apresentarem um perfil sensorial 68 mais equilibrado, com menor dulçor e maior destaque para as notas características do cacau”, afirma Rapacci, que é química, mestre em Ciência de Alimentos pela UEL e doutora em Tecnologia de Alimentos pela Unicamp.  


Márcia destaca ainda que a textura tinha papel central nessa percepção. 


“Produtos com maior proporção de manteiga de cacau tendem a apresentar um derretimento mais homogêneo e agradável, o que contribui para uma liberação mais gradual dos sabores e aromas”, explica.  


Qual o impacto a longo prazo?  O efeito dessas mudanças vai além do paladar. 


Com menos cacau e mais açúcar, o chocolate se aproxima do perfil de um ultraprocessado de pior qualidade nutricional.  


A Organização Mundial da 69 Saúde recomenda limitar o consumo de açúcares livres a menos de 10% das calorias diárias, idealmente abaixo de 5%, por associação com cárie, ganho de peso e outros agravos. 


Uma revisão publicada em 2024 no British Medical Journal também relacionou maior consumo de ultraprocessados a desfechos adversos na saúde.  


Para a engenheira de alimentos Keliani Bordin, a troca de ingredientes tem consequência direta. 


“A substituição progressiva de ingredientes pode levar a um maior consumo de açúcares adicionados. 


E isso está associado a maior risco de ganho de peso e a alterações metabólicas, como resistência à insulina e outras doenças crônicas.” 


O impacto, diz a professora da PUCPR, também atinge a educação alimentar. 


“A exposição contínua a produtos mais doces tende 70 a condicionar o paladar, aumentando a preferência por sabores intensamente doces.”  


Como encontrar chocolate com o “sabor da infância”?  Às vésperas da Páscoa, período em que o consumo de chocolates cresce e muita gente vai às compras, a data pode ser também uma oportunidade para escolher melhor.  


“Para encontrar produtos mais próximos das formulações tradicionais, o consumidor deve observar alguns aspectos. 


Chocolates com maior percentual de cacau tendem a apresentar sabor mais intenso e menos doce. Além disso, uma lista de ingredientes mais curta e simples é um bom indicativo de menor grau de reformulação”, avalia a engenheira de alimentos Keliani Bordin.  


71    A professora Márcia Rapacci segue a mesma linha, mas faz um alerta: “Busque maior porcentagem de cacau e fórmulas simples. 


Mas é importante considerar que o ‘sabor de infância’ também envolve memória afetiva, o que pode influenciar a forma como o consumidor percebe e compara os produtos atuais”.




TR-3B: ENGENHARIA HUMANA OU TECNOLOGIA ALIENÍGENA POR ENGENHARIA REVERS

 

A ORIGEM NAZI DO “SINO” QUE ZUMBE COMO UMA COLMEIA!**

Em uma colaboração explosiva que está incendiando o universo da ufologia técnica, o historiador Richard Dolan se une à cineasta investigativa Darcy Weir no documentário *Secret Space UFOs: Rise of the TR3B*. 

Juntos, eles dissecam as origens, avistamentos e a ciência suprimida por trás do icônico Triângulo Negro — a nave mais lendária do Programa Espacial Secreto.

Por décadas, esses objetos triangulares silenciosos, com luzes pulsantes nos vértices e um brilho central que desafia a física convencional, assombram céus sobre bases militares e áreas residenciais. Mas o que é o TR-3B afinal? 

Uma obra-prima 100% humana… ou o resultado de engenharia reversa que começou com os nazistas?

A resposta pode estar em um projeto ultra-secreto da Segunda Guerra: o Die Glocke (“O Sino”), uma máquina em forma de sino que usava propulsão por fusão plasmática acelerando mercúrio (ou uma variante radioativa chamada Xerum 525 ou “mercúrio vermelho”).

### A Conexão Técnica Explosiva: Do “Sino Nazista” ao TR-3B

De acordo com relatos e testemunhos (incluindo o do SS-Obergruppenführer Jakob Sporrenberg, julgado por um tribunal polonês de crimes de guerra), o Die Glocke era alimentado por um combustível líquido viscoso, denso e de cor vermelho-cereja ou violeta — descrito como “veludo pegajoso” e identificado por alguns pesquisadores, como Henry Stevens, como mercúrio vermelho altamente radioativo (Xerum 525).

Esse soro era colocado em dois cilindros grandes de contra-rotação que giravam em altíssima velocidade. 

Combinada com um tubo eletrostático altamente carregado, essa rotação criava um campo de antigravidade e efeitos de distorção espaço-temporal. 

O resultado? Propulsão capaz de elevar a nave a alturas e velocidades extraordinárias.

Uma característica marcante — e que liga diretamente ao TR-3B — é o ruído: testemunhas descreviam o Die Glocke emitindo um zumbido baixo e constante, idêntico ao som de uma colmeia de abelhas. Exatamente o mesmo som relatado por centenas de testemunhas de Triângulos Negros e do TR-3B: um leve humming elétrico ou zumbido de plasma, sem o rugido de jatos convencionais.

Após o fim da guerra, Sporrenberg admitiu em depoimento que ordenou o assassinato de cerca de 60 engenheiros, cientistas e técnicos que trabalhavam no projeto — não por crimes contra a humanidade comuns, mas para garantir que os segredos do Sino jamais vazassem. 

O sigilo era absoluto.

### Como Isso se Conecta ao TR-3B?

Muitos pesquisadores defendem que, com a Operação Paperclip, cientistas e tecnologias nazistas foram trazidos para os EUA. 

A propulsão do TR-3B — descrita por Edgar Fouche e outros como um reator que acelera mercúrio sob alta pressão para gerar plasma e reduzir inércia — parece uma evolução direta do sistema de contra-rotação do Die Glocke.

Enquanto o X-37B representa o lado “convencional” (veículo orbital reutilizável da Space Force), o TR-3B e os Black Triangles representam o lado não convencional: tecnologia que “não deveria existir” segundo a física pública, possivelmente híbrida de engenharia reversa — seja de origem nazista aprimorada, seja de fontes ainda mais exóticas.

### Simbologia, Evidências e a Grande Divulgação

Patches oficiais da NASA e missões espaciais frequentemente exibem triângulos ou vetores geométricos — pistas veladas? Enquanto o governo prepara a liberação de arquivos via alien.gov, o contraste é gritante: o F-117 de 40 anos atrás já era “velho” quando revelado. 

O que dirá uma nave que herda a propulsão plasmática por mercúrio do Sino Nazista e opera silenciosamente em todo o sistema solar?

Conclusão técnica e eletrizante: O TR-3B pode ser o descendente direto do Die Glocke — uma tecnologia que os nazistas perseguiram com mercúrio radioativo em cilindros contra-rotativos, gerando antigravidade e aquele inconfundível zumbido de colmeia.

ARQUEÓLOGOS AFIRMAM QUE PERGAMINHO BIBLICO MAIS ANTIGO DA HISTÓRIA PODE TER SIDO DIVIDIDO EM 2 PARTES.

Arqueólogos afirmam que pergaminho bíblico mais antigo da história pode ter sido dividido em duas partes


Uma nova descoberta em relação a um dos pergaminhos bíblicos tem despertado atenção entre estudiosos da arqueologia bíblica. Trata-se do Grande Rolo de Isaías, um dos mais famosos manuscritos entre os que foram encontrados nas cavernas de Qumran, região próxima ao Mar Morto, em Israel.


Esses textos fazem parte do conjunto conhecido como Manuscritos do Mar Morto e contém o livro completo do profeta Isaías. 


É considerado o pergaminho bíblico mais antigo com um texto preservado de forma praticamente integral.


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Onde e quando o manuscrito bíblico encontrado foi produzido?


O manuscrito foi produzido entre os séculos III e II a.C., durante o período do Segundo Templo, antes que o Templo de Jerusalém fosse destruído pelos romanos.


Esse contexto é central para entender a escrita antiga no Templo de Jerusalém e a tradição de cópia das Escrituras Sagradas. 


O rolo em questão foi encontrado em 1947, em uma das cavernas de Qumran, dando início a uma das maiores descobertas de manuscrito da história moderna.


Desde então, o estudo de manuscritos bíblicos antigos tem permitido comparar versões antigas do texto com as Bíblias atuais.

Pergaminho bíblico de Isaías, que arqueólogos disseram ter sido dividido em duas partes. (Foto: Wikimedia Commons )


Como foi descoberto que o pergaminho bíblico mais antigo da história foi dividido em duas partes?


A conclusão de que o pergaminho bíblico era originalmente composto por dois segmentos separados surgiu a partir de pesquisa acadêmica recente.


Segundo análise divulgada pelo jornal The Times of Israelum estudioso identificou diferenças sutis no material, na costura do couro e na caligrafia do manuscrito. Entre os indícios observados estão:


· variações na espessura do pergaminho;

·   diferenças na forma de traçar certas letras;

·  mudanças na organização das colunas.

Esses detalhes foram perceptíveis por meio de análises paleográfica (estudo da forma das letras), exames microscópicos do material, avaliação das costuras e junções do couro e comparação com outros rolos bíblicos do mesmo período.


O pergaminho bíblico de Isaías era originalmente composto por dois segmentos, segundo estudos. (Foto: Wikimedia Commons )

O cruzamento dessas evidências levou os estudiosos a propor que as duas metades foram produzidas separadamente antes de serem unidas.


Por que entender a divisão do manuscrito é relevante?


À primeira vista, pode parecer apenas um detalhe técnico. 


No entanto, para o estudo de manuscritos, essa informação é significativa. 


Ela indica que o processo de produção de textos sagrados envolvia diferentes etapas e possivelmente mais de um escriba.


Para a arqueologia bíblica, isso reforça a ideia de que a escrita sagrada era transmitida com cuidado, mas dentro de uma dinâmica viva de cópia, revisão e organização.


O fato de o pergaminho ter sido dividido e depois reunido mostra que a preservação da Escritura não foi um processo estático. 


Houve intervenções físicas, reorganizações e adaptações ao longo do tempo.


Ainda assim, quando comparado ao texto massorético medieval – base de muitas traduções modernas – o conteúdo do Grande Rolo de Isaías apresenta alto grau de correspondência.


Qual é o impacto para os estudos bíblicos?


A descoberta não altera o conteúdo do texto bíblico, mas amplia o entendimento sobre sua história material. 


Para estudiosos da Bíblia e arqueólogos, o achado reforça a importância de examinar não apenas o texto, mas também o suporte físico – o pergaminho, a tinta, a costura e o formato dos rolos.

De acordo com as pesquisas, processo de produção de textos sagrados envolvia diferentes etapas e possivelmente mais de um escriba. (Foto: Wikimedia Commons )

Além disso, pode influenciar estudos posteriores sobre outros manuscritos bíblicos antigos, incentivando revisões técnicas em rolos já analisados. 


Para quem se interessa por história da Bíblia, arqueologia bíblica e manuscritos antigos, a descoberta amplia a compreensão sobre como os textos sagrados foram preservados ao longo do tempo.

 https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/arqueologos-afirmam-que-pergaminho-biblico-mais-antigo-da-historia-pode-ter-sido-dividido-em-duas-partes/

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