AUDI TYPE P ► O MODELO COM UM SÓ SOBREVIVENTE.

 

O Audi Type P é um pequeno saloon, introduzido no mercado pela Audi, em 1931, mas descontinuado em 1932.


Jørgen Skafte Rasmussen, fundador da DKW, tinha comprado a Audiwerke AG, em 1928, e estava preocupado com o facto da fábrica da Audi, em Zwickau, estava a ser pouco utilizada, devido a grande parte dos automóveis de luxo produzidos pela Audi não eram vendidos, por causa da contracção da economia, que foi seguida pela crise económica de 1929.

 

Na sua outra empresa, a Zschopauer Motorenwerke, onde estava inserida a DKW, introduziu no mercado o DKW Typ 4=8, com tração traseira, e que utilizava um motor a dois tempos, derivado das suas motas. 


Mas, Rasmussen concluiu que o motor a dois tempos era bastante ruidoso, e isso fazia com que perdesse alguns clientes na Audi, e então a sua solução foi, com base na carroçaria do Typ 4=8 meter um motor a 4 tempos. 


Da mesma maneira, Rasmussen evitou perder tempo, tanto a desenvolver, como a fabricar ferramentas para a produção do novo motor, e decidiu utilizar motores a 4 tempos e de 1122cc da Peugeot. 


No final, o Audi Type P era um DKW 4=8, mas com o motor do Peugeot 201.

 

O motor era de quatro cilindros em linha, com válvulas laterais, montado na frente, que debitava 30cv às 3200rpm. 

 

A potência era enviada para as rodas traseiras, através de uma caixa de três velocidades manual. 


A suspensão utilizava dois eixos rígidos com molas de lâminas transversais. 


A velocidade máxima era de 80km/h. 

 

Os travões de pé eram hidráulicos e actuavam nas quatro rodas. 


Só estava disponível com carroçaria de duas portas e com duas janelas laterais de cada lado. 


O preço do carro na época era de 3385 Marcos.

 

Rasmussen apostou bem, quando decidiu usar a capacidade disponível da sua fábrica de Spandau. 


Quase ao mesmo tempo que começou a produzir o Audi Type P, nessa fábrica, ele deu instruções para se iniciar o desenvolvimento de um automóvel de tração frontal, derivado do inovador DKW Typ P. 


E o resultado foi o DKW F1, desenvolvido e produzido em Zwickau, e que custava aproximadamente 2000 Marcos, apresentado ao público pela primeira vez em Fevereiro de 1931 no Salão Automóvel de Berlin. 

 

Este modelo mais barato da DKW, com motor de 2 tempos e 782/990cc encontrou aproximadamente 4000 compradores, de 1931 a 1932.

 

No mesmo período, menos de 400 unidades do Audi Type P foram vendidas, tendo a Audi posteriormente, dado um número preciso das unidades, que foram 327. 


Isto porque, quando foi lançado “esbarrou” na Grande Depressão. Por isso, o Audi Type P não directamente substituído, pois, a partir de 1932, a Audi não entrou novamente no mercado dos automóveis compactos, restringindo-se o resto da década com automóveis grandes e com motores de 6 cilindros. 

 

No entanto, o DKW F1, que foi produzido para usar a capacidade extra da fábrica, e os seus sucessores, foram tão populares, que os Audi’s passaram a ser produzidos na fábrica da Horch.

 

Quase todos os exemplares desapareceram, até que em 2003, um cidadão da Letónia encontrou o que se pensa ser o único sobrevivente e que está agora no Museu da Audi, tendo sido totalmente restaurado. 

 

Documentos indicam que este automóvel pertencia ao presidente da câmara da região e esteve parado desde 1955.

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https://www.jornaldosclassicos.com/2026/02/04/audi-type-p-o-modelo-com-um-so-sobrevivente/


RETROMOBILE CELEBRA 50 ANOS DE PAIXÃO PELO UNIVERSO CLÁSSICO.

 

Rétromobile celebra 50 anos de paixão pelo universo clássico.


Cinco décadas depois de um grupo de entusiastas ter sonhado criar, no coração de Paris, um encontro dedicado aos veículos de colecção, o Rétromobile preparou-se para celebrar o seu 50.º aniversário como uma das mais importantes referências mundiais do universo automóvel histórico

Entre os dias 28 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2026, a Paris Expo Porte de Versailles voltou a acolher um salão que é, simultaneamente, ponto de encontro, mercado, museu efémero e espaço de transmissão de conhecimento.

A história da Rétromobile começa em 1976, quando Marc Nicolosi, então proprietário de uma oficina e de uma empresa de aluguer de automóveis para cinema, decide acrescentar uma dimensão comercial a um evento inicialmente pensado como montra cultural. 


A ideia revelou-se visionária: comerciantes de peças, antiquários e clubes de marca juntaram-se na Bastilha para aquela que viria a ser a primeira edição do salão. 

Em 1981, a mudança para a Porte de Versailles deu-lhe a escala definitiva, permitindo acompanhar o crescimento do mercado de clássicos e a afirmação de verdadeiras instituições do sector. Nos anos 90, a internacionalização tornou-se inevitável e, em 1993, realizou-se ali o primeiro leilão, consolidando a Rétromobile como epicentro do coleccionismo europeu.


Para assinalar o seu jubileu, a edição de 2026 apresentou uma reorganização espacial significativa. 

O salão abandonou o tradicional Pavilhão 1 e instalou-se no Pavilhão 7, distribuído por três pisos interligados por quatro núcleos com escadas rolantes. 

O Pavilhão 4 acolheu, por sua vez, uma área dedicada à venda de veículos usados até 30.000 euros, bem como o Super Garage, com entrada própria, exposições de supercarros e apresentações especiais.

Entre os grandes destaques da edição comemorativa contaram-se vários construtores históricos. 

A Alfa Romeo regressou à Rétromobile com modelos de estrada e de competição da sua época dourada das décadas de 50 e 60, enquanto a Bugatti foi homenageada através de uma cenografia assinada pelos ateliers Mathieu Lustrerie. 

Em exibição esteve o último autorail Bugatti sobrevivente, preservado na Cité du Train de Mulhouse, acompanhado por nove automóveis do Museu Nacional do Automóvel. 

A Volkswagen assinalou os 50 anos do Golf GTI com uma retrospectiva completa das oito gerações do icónico desportivo compacto.

Os clubes e federações voltaram a desempenhar um papel central, estando presentes clubes de marcas como a Hispano-Suiza, Mercedes-Benz, Austin-Healey, Peugeot, Citroën, Lotus, Alfa Romeo ou Talbot, a par de clubes generalistas e organizadores de ralis e concursos de elegância. 

O Museu dos Blindados apresentou ainda um raro tanque anfíbio LVT A1 e um Stuart para demonstrações, enquanto a FFVE, a FIVA e a FIA reforçaram a dimensão institucional do evento.

A Rétromobile prestou ainda homenagem à Idade de Ouro dos Ralis, com uma exposição dedicada às provas de estrada entre 1960 e 1990. 

Em parceria com a Fundação Gino Macaluso, o salão revisitou o período decisivo do final dos anos 50, quando os ralis deixaram de ser provas de regularidade para se afirmarem como competições de velocidade pura. 

Pilotos, copilotos, preparadores, jornalistas e fotógrafos juntaram-se a uma selecção representativa de automóveis que marcaram essa era.

O programa incluiu igualmente uma forte presença mediática, áreas dedicadas à automobilia, peças e ferramentas, bem como os maiores comerciantes de veículos clássicos da Europa, reunidos no Pavilhão 7.3. 

O universo das duas rodas ganhou vida na Vila das Motocicletas, com marcas como Bimota, Brough Superior, Kawasaki, Midual, Royal Enfield e Triumph.

As casas de leilões marcaram presença em força, com destaque para a grande venda da Gooding Christie’s, realizada no dia 29 de Janeiro, a par da Artcurial, Bonhams, Aguttes e Osenat, confirmando a Rétromobile como um dos principais barómetros do mercado internacional de automóveis de colecção.

Entre os resultados mais significativos do leilão da Gooding Christie’s destacaram-se a venda de um Mercedes-Benz 220 S Cabriolet por 110.000 euros, de um AC Aceca Bristol por 80.000 euros, de um Ferrari 330 GTC de 1967 por 360.000 euros e de um Maserati 5000 GT Coupé de 1962 por 580.000 euros. 

O Ferrari 458 GTE atingiu a marca simbólica do milhão de euros, enquanto o Talbot-Lago T150 C-SS Teardrop Coupé foi o lote mais valorizado do leilão, alcançando os seis milhões de euros. 


Entre os modelos que não encontraram comprador contam-se o Talbot-Lago T26 Record Cabriolet, o Bugatti Type 40 Grand Sport de 1928, proposto até 220.000 euros, e o Ferrari 250 GT LWB California Spider, licitado até 4.800.000 euros.


No domínio artístico, a BMW celebrou os 50 anos dos Art Cars com a presença dos sete exemplares que competiram nas 24 Horas de Le Mans, integrados numa digressão mundial. 


A Galeria dos Artistas, por seu lado, reúniu mais de 40 criadores — pintores, escultores, fotógrafos e ilustradores — reafirmando-se como um dos momentos culturais mais relevantes do salão, e como um espaço que demonstra uma energia própria no seio do evento.


Outra das grandes novidades na presente edição foi o Ultimate Supercar Garage, instalado no Pavilhão 4, dedicado aos modelos mais exclusivos e performantes da produção moderna. 


Entre eles destacou-se a estreia mundial do Bugatti F.K.P. Hommage, já apontado como um futuro marco na história dos hipercarros contemporâneos.


Finalmente, a Rétromobile anunciou a sua primeira edição fora de França. Entre 19 e 22 de Novembro de 2026, o salão atravessará o Atlântico para se instalar em Nova Iorque, no Javits Center, junto ao Empire State Building, levando consigo a fórmula que o consagrou, incluindo uma venda em leilão organizada pela Gooding Christie’s.


Cinco décadas depois, a Rétromobile continua a provar que o universo clássico é muito mais do que nostalgia: é cultura viva, património técnico e paixão partilhada.


Explore agora a galeria completa de Jean Luc Despierre que preparamos para si.

https://www.jornaldosclassicos.com/2026/02/05/retromobile-celebra-50-anos-de-paixao-pelo-universo-classico/


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