O CEMITÉRIO POLITICO ESTÁ CHEIO DE MILITANTES FIÉIS.

 

Publicado em 02 de março de 2026 às 19h29

O cemitério da política está lotado de herdeiros de araque e impérios implodidos por vaidade. 


O que assistimos hoje no campo conservador brasileiro não é apenas um racha eleitoral visando 2026. 


É o clássico, e muitas vezes letal, vácuo da sucessão carismática. 


Com Jair Bolsonaro imobilizado no xadrez jurídico, a direita tupiniquim repete um roteiro que a história já cansou de encenar: a guerra fratricida pelo espólio de um líder tutelar que, ausente das urnas, não consegue mais enquadrar a tropa.


A síndrome não é nova e costuma cobrar um preço altíssimo.


Quando Alexandre, o Grande, morreu em 323 a.C., sem um sucessor óbvio, legou seu império “ao mais forte”. 


O resultado prático? Seus generais — os diádocos — passaram décadas se matando. 


Em vez de consolidarem a hegemonia, retalharam o maior império da antiguidade, servindo-o mastigado para o pragmatismo romano séculos depois. 


Hoje, nossos “generais”, líderes políticos, ativistas e analistas, trocam farpas diárias numa dinâmica fratricida, do purismo estéril à governabilidade fisiológica.


Vale dizer que a argamassa que ainda une essa direita é, essencialmente, o antipetismo. 


Mas a política pune severamente quem se une apenas pelo que odeia. 


Nos Estados Unidos da década de 1850, o gigante Partido Whig implodiu exatamente por isso. 


Seus membros eram unidos pelo ódio visceral ao presidente Andrew Jackson. 


Quando a realidade bateu à porta e exigiu posições programáticas inegociáveis, a legenda esfarelou e desapareceu, sendo engolida pelo nascente Partido Republicano.


Não precisamos sequer cruzar o Equador para ver o mesmo filme. 


A nossa velha UDN nasceu e cresceu nutrida pelo antigetulismo. 


Quando Getúlio saiu de cena em 1954, a legenda perdeu sua bússola. 


A fratura exposta entre o radicalismo moralista da ala de Carlos Lacerda e o pragmatismo dos caciques regionais impediu a UDN de chegar ao poder de forma orgânica, definhando muito antes de ser oficialmente extinta.


Até a vizinha Argentina oferece um espelho indigesto dessa dinâmica de orfandade política. 


O exílio de Juan Domingo Perón nos anos 50 fraturou o movimento de tal forma que a guerra interna se tornou literal. 


A extrema-esquerda e a extrema-direita do peronismo passaram a se assassinar nas ruas para provar quem era o “verdadeiro” herdeiro do líder. 


O caos resultante pavimentou o caminho para a tragédia institucional e ditatorial de 1976.


O movimento sobreviveu, mas mutilado e transformado numa máquina puramente fisiológica que entregou décadas de atraso ao país.


A direita brasileira não corre o risco de desaparecer da noite para o dia, claro. 


O eleitorado conservador nos costumes e com inclinações liberais na economia é uma força estrutural consolidada no país. 


O abismo que se desenha para 2026, no entanto, é o da inviabilidade eleitoral. 


O vício do “anti” e a dependência crônica do caudilhismo não sustentam um projeto de nação ou de Estado. 


Se a ala institucional não conseguir neutralizar a sabotagem da ala histriônica, o conservadorismo brasileiro fará exatamente o que as facções em guerra sempre fazem na história: entregar o poder ao adversário. 


De bandeja, com suas próprias cabeças.

https://claudiodantas.com.br/o-cemiterio-politico-esta-cheio-de-militantes-fieis/?utm_source_platform=mailpoet



TRUMP E AS FORÇAS ARMADAS DOS EUA ESTÃO SALVANDO A HUMANIDADE.

 

Clandestino

3 de março

Trump mobilizou as forças armadas mais poderosas já reunidas para resolver os problemas do mundo e eliminar os verdadeiros inimigos da humanidade.


Trump está essencialmente agindo da maneira como a ONU deveria ter agido. 


Você pode não gostar ou não entender, mas é isso que está acontecendo.


Os agentes do Estado Profundo em todo o mundo estão sendo exterminados. 


O Irã e seus aliados, que desestabilizam o Oriente Médio, estão sendo eliminados. 


Os cartéis da América do Sul e Central, que desestabilizam o Hemisfério Ocidental, estão sendo eliminados. 


E, eventualmente, os políticos corruptos que permitiram que tudo isso acontecesse e lucraram com o sofrimento da humanidade também serão eliminados.


Quando Trump deixar o cargo, todos os tentáculos do Estado Profundo global terão sido arrancados e removidos, e o futuro estará garantido para que isso nunca mais aconteça.


Nada pode impedi-lo agora.


COMO A OPERAÇÃO ESCUDO DE JUDÁ ESTÁ MARCANDO UMA RUPTURA NO ORIENTE MÉDIO E ISOLANDO O REGIME IRANIANO.

 

Segunda-Feira | 02.03.26

Os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano marcam um ponto de inflexão no cenário geopolítico recente. 


Não apenas pelo seu alcance militar, mas pelo que revelam sobre a estrutura real das alianças que vinham sendo apresentadas como contraponto ao poder ocidental.


Para compreender o momento atual, é necessário recuar ao acordo nuclear firmado em 2015. 


O JCPOA foi apresentado como solução diplomática para conter o avanço nuclear iraniano. 


Na prática, estabeleceu um mecanismo temporário, com validade limitada, que não eliminava o problema — apenas o postergava.


Ao permitir que o Irã mantivesse capacidade de enriquecimento de urânio com restrições temporárias, e ao liberar acesso a recursos financeiros significativos, o acordo criou condições para o fortalecimento de um regime que já atuava como principal financiador de grupos armados no Oriente Médio.


A consequência foi previsível.


O programa nuclear avançou, o financiamento de milícias se intensificou e a instabilidade regional aumentou. 


A ruptura do acordo por Trump, em 2018, não reverteu esse processo. 


Apenas expôs sua fragilidade. Tentativas posteriores de renegociação fracassaram, enquanto o avanço tecnológico iraniano se aproximava de níveis críticos.


O ponto de ruptura veio com a escalada de conflitos indiretos e, posteriormente, com ataques diretos. 


A operação recente — a maior mobilização militar na região desde 2003 — não surge como evento isolado. 


É o resultado de uma sequência de decisões acumuladas ao longo de anos.


Mas o aspecto mais revelador não está apenas no campo militar.


Está na reação — ou na ausência dela.


Rússia e China, frequentemente descritas como pilares de um eixo geopolítico alternativo, limitaram-se a manifestações diplomáticas. 


Não houve resposta militar. 


Não houve mobilização efetiva. 


Não houve qualquer sinal de disposição para sustentar o Irã em um confronto direto.


Essa ausência expõe a natureza dessas alianças.


Não se trata de um bloco coeso, baseado em compromissos de defesa mútua. 


Trata-se de uma convergência de interesses circunstanciais. 


Uma aliança de conveniência, não de compromisso.


Enquanto a Rússia enfrenta limitações decorrentes de seu envolvimento em outros conflitos, a China mantém uma postura pragmática, priorizando estabilidade econômica e acesso a recursos, evitando envolvimento direto em confrontos de alto risco.


O resultado é o isolamento do Irã.


Internamente, o regime já enfrentava forte pressão. 


Protestos em escala nacional, repressão violenta e deterioração econômica indicavam fragilidade estrutural. 


A ofensiva externa apenas acelera um processo que já estava em curso.


Nesse contexto, a estratégia adotada pelos Estados Unidos também merece atenção. 


Diferentemente das intervenções do início dos anos 2000, não há indicativos de ocupação prolongada ou tentativa de reconstrução institucional direta. 


A abordagem se concentra na degradação da capacidade militar do regime e na transferência do protagonismo político para a população local.


Essa diferença não elimina riscos.


A queda de regimes autoritários frequentemente abre espaço para instabilidade, fragmentação e disputa interna por poder. 


A história recente do Oriente Médio oferece exemplos claros desse processo.


Mas há também um risco na inação.


A consolidação de um Irã nuclear, associado a redes de financiamento e operação de grupos armados em múltiplas regiões, representaria uma mudança estrutural no equilíbrio global.


O momento atual, portanto, não deve ser interpretado como um episódio isolado de escalada militar.


Ele representa o ponto de convergência de decisões políticas acumuladas ao longo de décadas, a exposição da fragilidade de alianças geopolíticas e a abertura de um cenário de incerteza quanto aos desdobramentos futuros.


O eixo que se apresentava como alternativa ao poder ocidental revela seus limites.


E o custo dessa revelação está sendo pago em tempo real.


QUEM É TATIANA SAMPAIO, A PESQUISADORA BRASILEIRA QUE TENTA CURAR A PARAPLEGIA.

 

Durante o Carnaval, uma declaração do presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro sobre a influenciadora Virgínia Fonseca recebeu uma curiosa retaliação. 


Enquanto Gabriel David classificou a rainha de bateria da Grande Rio como “talvez a mulher mais midiaticamente relevante do Brasil”, internautas sugeriram outro nome para o posto: o da pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio. 


Tatiana é a cabeça por trás das pesquisas sobre a polilaminina – substância que tem mostrado resultados promissores na recuperação de movimentos após lesões completas na medula –, e não tem perfis em redes sociais. 


Aos 59 anos, a professora de histologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vive uma realidade distante do glamour das telas: sua rotina vem sendo marcada pelo toque incessante de um telefone que não para, trazendo pedidos desesperados de quem busca, nela, a cura para a paralisia. 


Mãe de dois filhos biológicos e de uma “filha agregada” – uma ex-aluna órfã que foi acolhida na família –, a pesquisadora ganhou fama a partir de setembro de 2025, quando foram divulgados os primeiros resultados de sua pesquisa com a substância que vem sendo tratada de modo informal (e de certo ponto até equivocado) como a “cura para a paralisia”. 


Criadora da polilaminina tem ex-aluna como “filha agregada” .


Sampaio sempre foi apaixonada pela ciência, e começou sua carreira acadêmica como estudante no curso de Biologia na UFRJ. 


A escolha se deu porque, segundo a pesquisadora, era o caminho mais rápido para que ela se tornasse cientista. 


O caminho, porém, não foi o mesmo traçado pelos dois filhos. 


Um deles seguiu carreira na economia, enquanto a outra se dedicou ao estudo de Relações Internacionais. 


A “filha agregada”, por ter sido aluna e estagiária de Sampaio, é quem está mais perto de seguir o legado da mãe: hoje ela está estudando os potenciais efeitos da polilaminina na recuperação de pacientes com câncer de mama. 


Ainda não há resultados públicos dessa nova linha de pesquisa. 


Cabeça “de esquerda” teve medo de parceria com empresa privada .


Para desenvolver a pesquisa, Sampaio contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e com a estrutura da UFRJ. 


A parceria com o Laboratório Cristalia, empresa privada que é a única autorizada a produzir a polilaminina, começou com uma certa desconfiança por parte da pesquisadora. 


“Eu tinha medo de entrar em contato. Eu sempre fui uma cabeça de esquerda, então nunca imaginei que ia ter que fazer uma cooperação com uma empresa, porque me parecia uma coisa meio perigosa, a princípio”, disse Sampaio em entrevista no canal TV 247 no YouTube.


Patentes internacionais da polilaminina foram perdidas por falta de pagamento .


A autorização exclusiva de fabricação é fruto da única patente da polilaminina, registrada no Brasil junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)


A substância chegou a ser submetida para patenteamento na Europa, nos Estados Unidos e em um escritório de âmbito mundial. 


Todos os registros, porém, foram perdidos.


O fato foi detalhado pela pesquisadora durante a mesma entrevista. 


Segundo ela, cortes de verbas federais realizados nos anos de 2015 e 2016 fizeram com que a universidade não tivesse mais dinheiro para pagar aos escritórios internacionais e manter as patentes. 


Na entrevista, enquanto dizia que os cortes no orçamento trazem esse tipo de consequências, a pesquisadora foi subitamente interrompida pela entrevistadora Hildegard Angel. 


A colunista social e apoiadora ferrenha de Lula e do PT se apressou em afirmar que tais cortes foram feitos durante a presidência de Michel Temer.  


“Os cortes do governo do Temer, né? 2016. 


Eles queriam mesmo inviabilizar a ciência no Brasil e fizeram isso com sucesso. 


Era um projeto claro de entregar todo o nosso conhecimento científico para utilização estrangeira”, afirmou Angel. 


Tatiana não desmentiu. 


Cortes de verbas que levaram à perda das patentes ocorreram no governo de Dilma Rousseff .


Mas as datas trazidas durante a entrevista não são as mesmas que aparecem nos registros oficiais. 


Apatentejunto ao World Intellectual Property Organization (WIPO), aparece como “cessada por expiração antecipada”, o que poderia ter sido motivado pela falta de pagamento junto ao escritório de registro. 


Esse status é de 5 de março de 2011.


NoUnitedStates Patent and Trademark Office (USPTO), a patente aparece como “abandonada após falha em responder a uma ação do escritório”. 


O abandono foi confirmado após outra potencial falta de pagamento. Esse status é de 5 de agosto de 2014.


Por fim, a patente registrada no European Patent Office (EPO) aparece como “retirada”, o que também poderia ser motivado pela falta de pagamento do registro. Nesse caso, o status data de 11 de dezembro de 2014. 


A reportagem entrou em contato com a UFRJ e com a Faperj questionando sobre essa diferença nas datas citadas na entrevista com aquelas presentes nos registros oficiais – que mostram que os cortes de verbas ocorreram nos governos de Dilma Rousseff –, mas ainda não recebeu resposta. 


O espaço segue aberto para manifestação. 


Pesquisadora é cautelosa quanto à “cura da paralisia” 


A pesquisadora Tatiana Sampaio adota um tom cauteloso ao falar sobre o potencial de curar paraplégicos com a polilaminina. 


Desde a divulgação dos primeiros resultados da pesquisa, ela frisa que o único caso de recuperação total dos movimentos foi alcançado em um paciente que recebeu a substância menos de 24 horas após a lesão medular. 


Até mesmo o laboratório que fabrica a proteína publicou em seu perfil no Instagram um comunicado em que alerta que a eficácia do produto deve diminuir quanto mais distante do momento da lesão for feita a aplicação. 


Casos de lesões com mais de 90 dias estão sendo alvo de estudos experimentais em animais. 


O objetivo é entender se o tratamento poderá ser feito em humanos.


Mesmo com essas ressalvas, Sampaio passou a conviver com pedidos reiterados de familiares de pacientes com lesão medular para serem incluídos na pesquisa. 


Ela disse que não raro é tratada por essas famílias como “um instrumento de Deus” para a cura. 


“Eu ouço muitas coisas, e as pessoas desesperadas pedindo ajuda, dizendo que eu sou um instrumento divino. 


Isso é muito pesado para mim, não tem um dia em que eu não tenha uma crise de choro. 


Se eu for um instrumento de Deus, eu aceito, mas não posso ser responsabilizada por isso. 


Se Deus tomou essa decisão, eu não fui comunicada. 


Então, infelizmente, eu não posso falar em nome de Deus”, completou. 


Sobre o futuro, a pesquisadora espera que outros cientistas ampliem os estudos sobre a polilaminina. 


De sua parte, a vontade real é de se aposentar. 


“Eu queria tirar férias, não consigo me desligar. Eu queria muito parar, queria muito me aposentar”, concluiu. 

 https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/quem-e-tatiana-sampaio-a-pesquisadora-brasileira-que-tenta-curar-a-paraplegia/


EM DESTAQUE

O CEMITÉRIO POLITICO ESTÁ CHEIO DE MILITANTES FIÉIS.

  Publicado em 02 de março de 2026 às 19h29 O cemitério da política está lotado de herdeiros de araque e impérios implodidos por vaidade...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS