○ ARMINIO FRAGA...


​ 

PARABÉNS MP ◘ PROCURADORES DA REPUBLICA SAIRAM EM DEFESA DE SERGIO MORO.

Procuradores declaram 'total apoio' a juiz Sérgio Moro

Sérgio Moro. Foto: Gil Ferreira/Agência Brasil
Sérgio Moro. Foto: Gil Ferreira/Agência Brasil
Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo
REDAÇÃO 29 Junho 2015  

Força-tarefa da Lava Jato afirma que 'em uma República, não se deve pretender que a Justiça seja cega para os crimes praticados por ricos e poderosos, mas sim cega na diferenciação entre ricos e pobres'

Os procuradores da República que atuam na força-tarefa Lava Jato saíram em defesa aberta do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da operação sobre desvios, corrupção e cartel das maiores empreiteiras do País na Petrobrás. 

Em 'nota à imprensa', os procuradores manifestaram 'total apoio' a Moro, titular da 13.ª Vara Federal de Curitiba (PR), diante de entrevista da criminalista Dora Cavalcanti, publicada dia 27 de junho no jornal O Globo ("Advogada da Odebrecht estuda denunciar juiz da Lava-Jato por 'violação aos direitos humanos").


"A entrevistada parece desconhecer que o sistema judicial brasileiro prevê vários recursos e diversas instâncias recursais, tendo os investigados inúmeras possibilidades de obter a revisão das decisões tomadas pelo Juízo Federal, não sendo razoável, muito menos respeitoso ao sistema republicano, que sejam lançadas, por meio de notas ou entrevistas como aquelas recentes, acusações vagas, desrespeitosas e infundadas à atuação do juiz federal Sérgio Moro", argumentam os procuradores.

Segundo a força-tarefa "a afirmativa (de Dora) de que pretende recorrer a uma Corte Internacional para a garantia do direito de seus clientes sugere, fortemente, que os dez delegados, os nove procuradores, o juiz federal, a Corte de primeira instância, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e os ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal estão mancomunados para violar direitos humanos dos seus clientes, o que é de uma total irresponsabilidade, senão desespero".

"Essa abordagem conspiratória, já refletida em entrevista anterior, negligencia a independência, maturidade e imparcialidade de nossas Cortes, refletindo estratégia que procura reverter, no campo midiático, as inegáveis evidências em desfavor da cúpula da empresa", prossegue o texto divulgado pelo Ministério Público Federal.

"Em uma República, não se deve pretender que a justiça seja cega para os crimes praticados por ricos e poderosos, mas sim cega na diferenciação entre ricos e pobres, pessoas com ou sem influência, fatores que em nada devem afetar o resultado dos processos", assinalam os procuradores.

A força-tarefa atribui 'abordagem superficial e interessada' à entrevista da criminalista. 

Os procuradores observam, por exemplo, a existência de "farta prova material dos crimes praticados" pelos alvos da 14.ª fase da Lava Jato, a Operação Erga Omnes, entre eles o presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Odebrecht.

"Foram, a título de exemplo, apreendidas planilhas com divisão das obras por empresa, nas quais constava a empresa Odebrecht como parte do "clube" de empreiteiras cartelizadas", afirmam os procuradores. 

"Dezenas de milhões de dólares pagos por empresas no exterior aos funcionários da Petrobrás foram bloqueadas e devolvidas. 

Tal é a robustez das provas que várias das empresas não colaboradoras já reconhecem boa parte dos crimes praticados. 

A insistência da Odebrecht, bem como de seus advogados, em negar a realidade, a ausência de apuração dos fatos na empresa e a falta da aplicação pela empresa de qualquer sanção àqueles que praticaram os crimes apenas confirma as demais evidências de que a corrupção era determinada e praticada na cúpula da empresa. 

Não se trata de prejulgar mérito ou investigados, mas de repetir juízo sobre as provas já feito, em caráter provisório, em processo público, em pedidos de medidas cautelares."

Os procuradores abordam a delação premiada, mecanismo que tem sido usado em larga escala pela força-tarefa, mas duramente contestado por defensores dos empreiteiros. 

Eles se reportam, ainda, ao Caso Banestado, complexa investigação do Ministério Público Federal que desmontou esquema de evasão de divisas da ordem de US$ 30 bilhões. 

"Ao contrário do que sugere a advogada, os acordos de colaboração premiada são de responsabilidade do Ministério Público Federal, não do juiz. 

O número de colaborações no presente caso decorre de vários fatores, sobretudo da robustez das provas em relação aos investigados, da experiência prévia dos procuradores com essa técnica de investigação e estratégia de defesa, desenvolvida no caso Banestado; mas principalmente do interesse público envolvido em seu emprego, dadas as peculiaridades do crime de corrupção e a sofisticação das técnicas de lavagem empregadas. 

O argumento de que prisões foram usadas para obter colaborações não tem qualquer base na realidade, pois mais de dois terços das colaborações foram feitas com réus soltos, fato que a advogada que atua no feito não deve desconhecer."

A 'nota à imprensa' divulgada pela força-tarefa da Lava Jato finaliza. "Cabe às partes, seja no curso do processo penal ou da investigação criminal, quando insatisfeita com alguma decisão, valer-se dos meios processuais adequados e, no caso da defesa, dos inúmeros recursos previstos. 

Embora todos tenham o direito de expressar sua opinião sobre decisões, não cabe buscar, por meio de acusações absolutamente infundadas na imprensa, e afirmação irresponsável e desconectada da realidade sobre suposto sentimento do juiz, tolher a liberdade da Justiça, que tem o dever de fazer cumprir a lei e a Constituição, com pleno respeito aos direitos e às garantias do cidadão."

A Odebrecht nega taxativamente envolvimento com o cartel das empreiteiras na Petrobrás e afirma que nunca pagou propinas.

​ 

◘ SENHA "TULIPA"? CONTRASENHA: CANECO!


Lula durante campanha para reeleição em 2006 na cidade de São Bernardo do Campo (SP)

 Senha: tulipa? Contrassenha: caneco!

A campanha de Lula à reeleição recebeu dinheiro sujo das empreiteiras envolvidas no petróleo  Por: Robson Bonin 28/06/2015

Lula durante campanha para reeleição em 2006 na cidade de
São Bernardo do Campo (SP)(Leslie Mazoch/AP)

Em 2006, Lula conquistou um novo mandato ao derrotar, em segundo turno, o tucano Geraldo Alckmin. Com a vitória, ele adotou como prática zombar dos efeitos eleitorais do mensalão, descoberto um ano antes e até então o maior esquema de corrupção política da história do país. As denúncias de compra de apoio parlamentar, dizia o líder petista, não haviam sido capazes de conter o projeto de poder do partido. 

 Também pudera. Sem que ninguém soubesse, na campanha à reeleição, Lula contou com a ajuda do petrolão e recebeu uma bolada desviada dos cofres da Petrobras. 

 Segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, a UTC contribuiu com 2,4 milhões de reais em dinheiro vivo para a campanha à reeleição de Lula, numa operação combinada diretamente com José de Filippi Júnior, que era o tesoureiro da campanha e hoje trabalha como secretário de Saúde da cidade de São Paulo. 

Para viabilizar a entrega do dinheiro e manter a ilegalidade em segredo, o empreiteiro amigo de Lula e o tesoureiro do presidente-can­didato montaram uma operação clandestina digna dos enredos rocambolescos de filmes sobre a máfia.

Pessoa contou aos procuradores que ele, o executivo da UTC Walmir Pinheiro e um emissário da confiança de ambos levavam pessoalmente os pacotes de dinheiro ao comitê da campanha presidencial de Lula. Para não chamar a atenção de outros petistas que trabalhavam no local, a entrega da encomenda era precedida de uma troca de senhas entre o pagador e o beneficiário. 

Ao chegar com a grana, Pessoa dizia "tulipa". Se ele ouvia como resposta a palavra "caneco", seguia até a sala de Fi­lip­pi Júnior. A escolha da senha e da contrassenha foi feita por Pessoa com emissários do tesoureiro da campanha de Lula numa choperia da Zona Sul de São Paulo. 

Antes de chegar ao comitê eleitoral, a verba desviada da Petrobras percorria um longo caminho. 

Os valores saíam de uma conta na Suíça do consórcio Quip, formado pelas empresas UTC, Iesa, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que mantém contratos milionários com a Petrobras para a construção das plataformas P-53, P-55 e P-63. 

Em nome do consórcio, a empresa suíça Quadrix enviava o dinheiro ao Brasil. A Quadrix também transferiu milhares de dólares para contas de operadores ligados ao PT.

Pessoa entregou aos investigadores as planilhas com todas as movimentações realizadas na Suíça. Os pagamentos via caixa dois são a primeira prova de que o ex-presidente Lula foi beneficiado diretamente pelo petrolão. 

 Até agora, as autoridades tinham informações sobre as relações lucrativas do petista com grandes empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato, mas nada comparável ao testemunho e aos dados apresentados pelo dono da UTC. Depois de deixar o governo, Lula foi contratado como palestrante por grandes empresas brasileiras. 

Documentos obtidos pela Polícia Federal mostram que ele recebeu cerca de 3,5 milhões de reais da Camargo Corrêa. Parte desse dinheiro foi contabilizada pela construtora como "doações" e "bônus eleitorais" pagos ao Instituto Lula. 

Conforme revelado por VEJA, a OAS também fez uma série de favores pessoais ao ex-presidente, incluindo a reforma e a construção de imóveis usados pela família dele. UTC, Camargo Corrêa e OAS estão juntas nessa parceria. 

De diferente entre elas, só as variações dos apelidos, das senhas e das contrassenhas. "Brahma", "tulipa" e "caneco", porém, convergem para um mesmo ponto.

Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no tablet, noiPhone ou nas bancas. Tenha acesso a todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.

◘ PRIMEIRA DAMA DE MINAS É CENTRAL Á TRAMA QUE LEVANTOU SUSPEITA SOBRE O GOVERNADOR PIMENTEL.!!!

Folha de São Paulo DANIELA LIMA*

*BELA MEGALE* DE SÃO PAULO 27/06/2015  

A Polícia Federal ainda tenta entender como foi que a vida da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, sofreu tamanha reviravolta em cinco anos. 


Até 2009, dizem os investigadores, ela atuava como assessora de imprensa em uma empresa de comunicação e seu maior salário registrado nos bancos de dados foi de R$ 4,6 mil.

 
Já em 2012, como dona da própria empresa, fechou um contrato que lhe rendia R$ 75 mil por mês. Hoje, é personagem central da trama que pôs sob suspeita o governador Fernando Pimentel (PT).

 
Até maio deste ano, Carolina só costumava aparecer nos jornais em colunas sociais, marcando presença em eventos de lojas de luxo, ou acompanhando o marido e representando o governo em cerimônias oficiais.

 
Brasiliense, a primeira-dama cresceu em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal.


Começou a carreira como repórter de um jornal em Brasília.

Em 2005 deixou as redações para atuar nos bastidores, contratada pela FSB, uma das maiores empresas de assessoria de imprensa do país.

Ficou no grupo por cerca de cinco anos e se desligou após discordar de uma avaliação interna feita sobre os resultados de seu trabalho.

 
Em 2011, volta à cena nomeada assessora do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), Luciano Coutinho.


A instituição é vinculada ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), e Fernando Pimentel era o chefe da pasta.
 
Apesar de aparecer como funcionária do banco, Carolina era reconhecida no mercado como a jornalista que atuava na linha frente da assessoria de Pimentel.

 
Ela e o petista se apaixonaram. Carolina trabalhou com o então ministro por menos de um ano, mas percorreu ao menos dez países nesse período –entre eles França, Inglaterra, Estados Unidos e Moçambique– em missões oficiais ao lado do chefe.

 
O burburinho sobre a divergência entre a nomeação como assessora do BNDES e sua atuação junto a Pimentel fez com que a jornalista deixasse o governo.

 
Ela abriu sua própria empresa de comunicação, a Oli. 


Hoje, a firma é um dos elos entre a primeira-dama, o governador, empresários e as suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Carolina nega qualquer irregularidade nos negócios.

 
*LUXO* Desde que assumiu o romance com Pimentel, a primeira-dama se notabilizava nas rodas sociais pelo requinte de seu guarda-roupas e o bom gosto de suas

jóias.

 
Em julho de 2014, meses antes do início da campanha, acompanhou Pimentel na festa de aniversário de um executivo do ramo de mineração, em Belo Horizonte.

 
Nas fotos, exibe um vestido estampado da grife italiana Emilio Pucci e uma echarpe da maison francesa Louis Vuitton.


Só a primeira peça é avaliada em cerca de R$ 4 mil.

 
O gosto pela alta-costura fez de Carolina cliente reconhecida em lojas de luxo.


Ela chegou a viajar com amigas para acompanhar a inauguração de uma filial da Louis Vuitton em Curitiba.
 
Nos registros do evento, aparece sorridente ao lado de Juliana Sabino.


Gerente da Louis Vuitton em Brasília, Sabino também trocou recentemente o noticiário da alta sociedade pelas páginas de política.


Ela é namorada do empresário Benedito Oliveira, o pivô do escândalo que dragou o governo mineiro.
 
Benedito é amigo de Pimentel. O empresário fez fortuna depois de 2005 em contratos com o governo federal.

 
É dele a gráfica que mais recebeu recursos da campanha do petista ao governo de Minas, em 2014.

 
E foi Benedito também quem deflagrou as investigações da Polícia Federal sobre a campanha de Pimentel, ao ser flagrado em um avião particular com R$ 113 mil em dinheiro vivo, durante a disputa eleitoral.

 
A apuração sobre os negócios de Benedito direcionaram os investigadores para as contas da campanha de Pimentel e os negócios da empresa de Carolina, a Oli.

 
Os investigadores apuram se houve "simulação de contratação da Oli" para o repasse de valores que "em última análise, poderiam ter como destinatário" o hoje governador Fernando Pimentel.

 
Segundo a Polícia Federal, existem registros que indicam que a Oli recebeu pagamentos de empresas que têm negócios com o BNDES.

 
Há ainda a suspeita de que Benedito tenha bancado despesas pessoais do petista e sua mulher.


O empresário pagou, por exemplo, as diárias do casal em um resort de luxo na Bahia.
 
O próprio Benedito testou o conforto das instalações cinco estrelas um ano antes, quando se hospedou no local com Juliana Sabino.

 
Quando Pimentel e Carolina assumiram a relação, Benedito e Juliana passaram a ser companhias frequentes do casal.


As duas mulheres se tornaram íntimas.

Compartilhavam fotos e declarações em redes sociais.


Em muitas delas, Carolina se referia à Juliana como "marida".
 
O escândalo afastou os casais. Pessoas próximas dizem que os petralhas Pimentel e Carolina estão "atordoados" com o caso.

VEJAM O VIDEO ◘ MULTAS DE TRANSITO ► GOVERNO COLOCA RADAR E O POVO SE DEFENDE.

Foto de Fahad Kubba.

É o povo se defendendo... Governos inescrupulosos investem maciçamente em radares a fim de arrecadar nesse momento de crise... 

O povo que não é bobo se defende a sua maneira. 

Quem esta certo... Na minha opinião o consenso entre ambas as partes, e campanhas educativas.... 

Povo organizado é povo não tapeado... essa é uma luta geral do povo em busca de gestões de cidadania e territorialização...

EM DESTAQUE

MK-ULTRA - PROGRAMA DE CONTROLE MENTAL DA 'CIA' EM CRISE APÓS MORTE MISTERIOSA DE CIENTISTA.

Programa de controle mental da CIA em crise após morte misteriosa de cientista ·           Meu pai era um cientista do governo que traba...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS