PETRALHAS►Boca do cofre

domingo, 1 de julho de 2012      6:04 \ Brasil

Boca do cofre

 Uma turma do PT, liderada por José Dirceu, está trabalhando com empenho máximo para indicar o substituto de Yole Mendonça, a número 2 de Helena Chagas na Secom, que acaba de se aposentar.
É um cargo-chave: seu responsável decide onde alocar as volumosas verbas governamentais de propaganda. Há uma chance, porém para que um nome técnico seja nomeado.
Por Lauro Jardim

'Brasil importa para o futuro das universidades britânicas'


 

Entrevista: Joanna Newman

 A responsável pela assinatura do acordo que prevê envio de 10.000 estudantes brasileiros à Grã-Bretanha fala sobre a posição do Brasil no ensino superior

Nathalia Goulart
Joanna Newman
Vista de Cambridge. No detalhe, Joanna Newman: em busca de percerias com nações em desenvolvimento
Até 2014, o Brasil enviará 10.000 estudantes à Grã-Bretanha para a realização de graduação e pós-graduação, como parte do programa Ciência Sem Fronteiras. O ganho para os estudantes daqui são óbvios, já que várias universidades britânicas estão entre as melhores do mundo. Mas os britânicos também veem benefícios na parceria. "O Brasil, com sua população jovem, avança para a universidade e a pesquisa. É óbvio que daqui a alguns anos o país terá um número considerável de grandes cientistas", diz em entrevista ao site de VEJA Joanna Newman, diretora internacional da Universities UK, organização que representa as universidades britânicas, e responsável pela assinatura do acordo entre a Grã-Bretanha e as autoridades brasileiras, representadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Acreditamos que a parceira com o Brasil é extremamente valiosa para as nossas instituições e para o nosso futuro." Confira os principais trechos da entrevista concedida por Newman após sua recente passagem pelo Brasil.
Como a senhora avalia as parcerias entre Brasil e Grã-Bretanha até o momento? Há seis meses, fizemos uma pesquisa com as nossas universidades pedindo que elas nos apontassem que tipo de parcerias elas mantinham com o Brasil e recebemos muitas respostas interessantes. Existe, sim, colaboração nos campos da pesquisa e da pós-graduação, mas sentimos que o intercâmbio de estudantes ainda é muito pequeno comparado ao que desejamos. E essa foi uma das razões que nos fizeram abraçar o programa Ciência Sem Fronteiras.
No âmbito do programa, o que foi acertado? Nós assinamos um contrato de cooperação diretamente com a Capes e o CNPq. Assim, otimizamos o processo. Em vez de assinar um documento para cada instituição, firmamos um compromisso em nome de todas elas. Na medida em que os estudantes forem sendo selecionados no Brasil, nós trataremos de alocá-los aqui. Esse é o maior programa de mobilidade estudantil do qual a Grã-Bretanha já participou.
O Ciência Sem Fronteiras é um projeto bastante ambicioso. Qual o ponto de vista da senhora a respeito? Sim, ele é audacioso. Admiramos a inciativa porque o Brasil precisa desse empurrão. Um ponto muito positivo dessa empreitada é fazer com que os beneficiados voltem ao Brasil para terminar seus estudos e, com isso, ajudem no desenvolvimento de assuntos centrais nos próximos anos. Ou seja, eles adquirem uma experiência extremamente valiosa no exterior e voltam a trabalhar pelo país.
Quantos alunos do Ciência Sem Fronteiras a Grã-Bretanha pretende receber do Brasil nos próximos anos ? Serão 10.000 no total, sendo que 600 bolsistas cursarão integralmente o pós-doutorado na Grã-Bretanha, 2.500 farão parte desse processo lá e 6.900 são estudantes da graduação, que irão para o país para o chamado "intercâmbio sanduíche".
O acordo não prevê que estudantes britânicos venham ao Brasil. A Grã-Bretanha sai perdendo nesse processo? Pelo contrário. A nossa expectativa é que esses estudantes que forem para a Grã-Bretanha desenvolvam laços com as nossas instituições, professores e alunos. Assim, podem fortalecer nosso processo de internacionalização, fazendo com que os nosso alunato se interesse em estudar e fazer pesquisa no Brasil no longo prazo. 
Quem vai pagar as contas do programa? O governo brasileiro vai custear as passagens, a acomodação e as mensalidades. Mas isso não significa que as universidades britânicas estejam lucrando em cima dos estudantes brasileiros. Em muitos casos, as escolas estão oferecendo bolsas ou descontos para os alunos estrangeiros. Acredito que podemos dizer que, apesar de o Brasil estar bancando a estada dos estudantes no exterior, as universidades britânicas também estão contribuindo para o sucesso do programa.
Recentemente, o jornal britânico The Observer noticiou que a Grã-Bretanha estava interessada em atrair 10.000 estudantes brasileiros para cobrir um rombo no orçamento das suas universidades. O número coincide com a quantidade de alunos prevista no acordo do Ciência Sem Fronteiras. Como a senhora responde a essa acusação? A notícia vinculada no jornal não é verdadeira. O que acontece é que o sistema de financiamento dos estudantes mudou na Grã-Bretanha. Antigamente, os fundos vinham diretamente do governo para as universidades. Agora, ao invés de financiar diretamente a universidade, o governo financia os estudantes por meio de empréstimos estudantis. Ou seja, toda a verba das instituições vem agora das anuidades, e isso causou certa confusão, porque as pessoas imaginaram que queríamos atrair estrangeiros para conseguir mais dinheiro. A verdade é que, no âmbito do Ciência Sem Fronteiras, as universidades estão oferecendo descontos ao brasileiros em um claro sinal de que não se trata de fazer lucro às custas dos estudantes. Essa parceria existe porque, como eu disse antes, acreditamos que a parceira com o seu país é extremamente valiosa para as nossas instituições e para o nosso futuro.
O Brasil ainda não tem uma universidade de prestígio internacional como Oxford ou Cambridge, duas das maiores do mundo. O que a Grã-Bretanha ganha apostando nos nossos estudantes? Temos muito a lucrar com essa parceira. O Brasil tem apresentado uma expansão do ensino superior sem precedentes, e as universidades têm se tornado um polo de pesquisa atraente para muitos de nossos estudantes, professores e pesquisadores. Talvez esse movimento não seja muito expressivo nesse exato momento, mas será em um futuro muito próximo. O Brasil, com sua população jovem, avança para a universidade e a pesquisa. É óbvio que daqui a alguns anos o país terá um número considerável de grandes cientistas. No futuro, vocês poderão oferecer soluções e invenções para os desafios da ciência. Quanto mais fortalecermos nossa aliança com vocês, mais as universidades brasileiras vão se beneficiar do nosso expertise. Nós vamos no beneficiar no longo prazo por sermos os parceiros na solução de diversos desafios.
A Grã-Bretanha é o segundo destino mais procurado pelos estudantes estrangeiros, atrás apenas dos Estados Unidos. Qual a receita do sucesso, e o que o Brasil tem a aprender com ela? Nós temos muitas universidades importantes que lideram rankings de excelência e temos também uma longa tradição de excelência em pesquisa e ensino. Temos avaliações internas que medem a satisfação dos alunos das nossas escolas, e nada é mais precioso na hora de se vender do que alunos satisfeitos. Eles funcionam como embaixadores. Nós formamos líderes de todas as partes do mundo – inclusive alguns importantes líderes do seu país passaram por aqui e se sentiram muito bem. Eles são nossos cartões de visita.
Além do Brasil, em que outros países a Grã-Bretanha tem apostado? A população da Grã-Bretanha e da Europa de forma geral está envelhecendo. Dessa forma, nossos esforços se concentram em países com população jovem, como Brasil, México e Colômbia, na América Latina, e Índia e China, na Ásia. São países que, acima de tudo, estão investindo no ensino superior. A quantidade de futuros cientistas e PhDs que essas nações vão produzir no futuro é animadora. 

Esquadrilha da Fumaça comemora 60 anos com apresentação em Brasília

Aeronaves executaram 55 manobras acrobáticas no DF; 
rasante de caça da FAB quebrou vidros do STF 

Esquadrilha da Fumaça comemora 60 anos com apresentação em Brasília

A Esquadrilha da Fumaça, da FAB (Força Aérea Brasileira), comemorou no domingo (1º) os 60 anos de sua fundação, com apresentação na capital federal

A Esquadrilha da Fumaça, da FAB (Força Aérea Brasileira), comemorou no domingo (1º) os 60 anos de sua criação, com demonstrações acrobáticas na capital federal ao público concentrado na Praça dos Três Poderes. (Foto: Elza Fiúza/ABr)3

Voo rasante de avião estilhaça vidros do STF e do Congresso

Funcionários iniciam a limpeza dos vidros quebrados na fachada do STF, neste domingo, 1, em Brasília. (Pedro L 
Os vidros dos prédios do Supremo Tribunal Federal e do anexo do Congresso Nacional, em Brasíla, ficaram estilhaçados, por causa do voo rasante de um caça da Aeronaútica. O barulho causado pela aeronave fez com que praticamente todos os vidros do prédio do STF, que tem a fachada toda envidraçada, se quebrassem.
O incidente aconteceu durante cerimônia de troca da bandeira da Esplanada dos Ministérios. De acordo com as pessoas que acompanhavam a cerimônia, os caças passaram voando muito baixo e também assustaram as pessoas. Os bombeiros realizaram o trabalho de retirada dos cacos de vidros e informaram que ninguém ficou feridoPróxima

Maluf humilha Lula e sua trupe

iPolítica - LULA E MALUF SÃO IRMÃOS SIAMESES -

 Helder Caldeira - Rede Record


Matéria da Record. Vale a pena ouvir! A crítica é serena, pertinente. Esse Lula e suas atitudes envergonham a todos que tem mais de 2 neurônios na cabeça.

Com vaias a Maluf, candidatura de Haddad é oficializada

tarja eleições 2012

Mesmo ausente, deputado pivô da crise que tirou a deputada Luiza Erundina da chapa petista foi hostilizado por militantes

Thais Arbex
Com vaias da militância petista ao deputado Paulo Maluf, o PT oficializou na tarde deste sábado a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Adversário histórico do partido na capital paulista, Maluf foi vaiado quando citado por seu representante, Jesse Ribeiro, secretário-geral do PP. Maluf, que não compareceu ao ato porque viajou para Campos do Jordão, no interior do estado, para participar da abertura do 43º Festival de Inverno, foi o pivô da crise na campanha petista, que acabou com a decisão da deputada Luiza Erundina de desistir de ser vice na chapa. Citada, ela foi ovacionada pela militância.
“Se tem um homem na política brasileira que não se pode rotular de medroso, esse homem é Paulo Maluf. Ele enfrentou o AI-5 para ser governador”, afirmou Jesse, ao ser questionado se o deputado teria evitado a ida ao ato por medo da militância petista. “Nosso partido não reprime nenhuma manifestação. Pelo contrário. Nós aceitamos vozes de todos os tipos dentro da nossa comunidade, mas nós precisamos de um governo de coalização na cidade de São Paulo. Nossa aliança é com forças políticas. Todas as forças políticas são bem-vindas”, declarou Haddad.
Na prática, porém, a união com Maluf, patrocinada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos jardins da casa do deputado em São Paulo, deu ao PT os tão desejados minutos a mais no horário eleitoral gratuito, mas o tirou a “vice dos sonhos”, a ex-prefeita Luiza Erundina - que embora já tenha garantido participar da campanha do ex-ministro da Educação, não compareceu porque está rouca e com uma forte gripe, de acordo com a sua assessoria de imprensa. Erundina, no entanto, fez questão de ligar para a sua substituta, Nádia Campeão, para apoiar a indicação de nome.
Lula, que já havia avisado que não participaria do ato, passou o dia em seu apartamento, em São Bernardo do Campo, na região do ABC, em São Paulo. E a sempre ausente senadora Marta Suplicy pôs fim, nesta sexta-feira, ao resto de esperança que o PT ainda tinha de vê-la fazendo campanha para Haddad, ao sinalizar que não pedirá votos para o afilhado de Lula, e não compareceu ao ato. “O tempo dela é o tempo dela. Vou respeitar sempre a prefeita Marta. Tenho muito orgulho de ter servido ao governo dela”, disse o ex-ministro.
Críticas a Kassab - Sem Lula e Maluf, Fernando Haddad subiu ao palanque e fez um discurso incisivo, com críticas à gestão do prefeito Gilberto Kassab, que classificou como “antidesenvolvimentista, truculenta e repressiva”. O ex-ministro afirmou ainda que a administração da capital paulista tem agido de maneira “mesquinha e provinciana” ao desprezar as parcerias com o governo federal, comandado por Dilma Rousseff, do PT. “Foi um crime ter abdicado dos recursos federais para não compartilhar o sucesso do governo Lula. Agora, a conta do fracasso chegou e ele não vai ter com quem compartilhar. Vai ter que engolir essa sozinho”, disse Haddad em seu discurso. O petista foi aplaudido pelos militantes ao afirmar que “o prefeito anda ocupado, perseguindo ambulantes com deficiência e moradores de rua”. “Pela primeira vez, vi um prefeito preocupado em criminalizar a caridade.”
Mais cedo, ao participar da convenção do PCdoB, que aprovou a coligação com o PT, Haddad já havia feito criticado Kassab, a quem acusou de “prefeito de meio período”, em referência ao fato de ele ter se dedicado no último ano à criação de seu partido, o PSD. “O prefeito gasta metade do tempo para cuidar da cidade e metade para suas intenções partidárias”, declarou. O petista também direcionou críticas a seu maior adversário, José Serra, do PSDB, afirmando que “São Paulo não pode mais conviver com um prefeito de meio mandato”, em alusão à saída do tucano da Prefeitura de São Paulo, em 2006, para concorrer ao governo do estado. Mais cedo, a vice da chapa, Nádia Campeão, afirmou que “tem gente que está com a cabeça em outra disputa”, em referência à possibilidade de Serra concorrer à Presidência da República em 2014.
Embora o seu partido, o PCdoB, faça parte da administração municipal, comandando a Secretaria Especial de Articulação da Copa de 2014 (Secopa), Nádia afirmou que as críticas de seu companheiro de chapa não causam constrangimento. “Sempre estivemos em candidaturas de oposição ao prefeito. Nós não tivemos participação no programa e nas linhas da administração”, justificou. Segundo ela, quando Kassab convidou o PCdoB para assumir a secretaria, os comunistas deixaram claro “que não teria nenhuma relação com a disputa de 2012, haveria total independência do nosso posicionamento”. “Nós temos críticas à gestão, compartilhamos de muitas das críticas à gestão. É uma gestão insuficiente para os desafios de São Paulo. É um governo mediano, que não conseguiu dar ritmo à administração municipal para acompanhar os desafios da metrópole”, afirmou.
Protocolo - O ato do PT, que teve caráter protocolar, reuniu cerca de 500 pessoas no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo. Serviu apenas para cumprir o calendário da Justiça Eleitoral, que determina que os partidos têm até o dia 30 para escolher os candidatos a prefeito, a vice e a vereador. Os 15 membros da executiva municipal do PT em São Paulo referendaram a decisão do dia 2 de junho, quando o partido fez um megaevento para quase 3.000 militantes, no Centro de Convenções do Expo Center Norte, na zona norte da cidade, para aprovar a candidatura de Fernando Haddad e lançar, sob a direção do marqueteiro João Santana, o slogan, o logotipo e o jingle da campanha petista.
O evento deste sábado em nada lembrou a “festa política” que reuniu petistas dos mais diversos escalões para celebrar o nome de Haddad. Também foi oficializada a coligação proporcional do PT com PSB e PP, que lançará um total de 110 postulantes a vereador - sendo 73 petistas, 22 socialistas e 15 progressistas. O PCdoB optou por não entrar no chapão. Vai lançar 83 candidatos, limite estabelecido pela lei eleitoral.
PCdoB e PSB - O PCdoB também realizou neste sábado, em uma universidade particular da zona sul da cidade, sua convenção para que a militância comunista aprovasse a decisão da cúpula do partido de desistir da pré-candidatura do vereador Netinho de Paula a prefeito da capital paulista em prol da aliança com o PT. Dizendo-se com o "coração ferido", Netinho usou o palanque da convenção comunista para cobrar que seu partido trabalhe para lançar candidatura própria na próxima eleição. “A desistência nada mais é do que a alteração de uma rota idealizada”, disse.
O partido aposta no vereador como puxador de votos para aumentar sua bancada na Câmara Municipal e, ao menos, reeleger o vereador Jamil Murad e conseguir uma cadeira para o ex-ministro do Esporte Orlando Silva. “Eu quero estar ao seu lado, Netinho, quero aprender com você porque tem coisas que a gente não aprende na universidade. Só aprende na vida, como você”, afirmou Haddad. Ao final do evento, quando o petista se preparava para deixar a universidade pelos fundos, o ex-ministro Orlando Silva ensinou ao estreante em eleições: Haddad, você tem que sair pela frente e passar no meio da militância. Dica acatada, fotos e abraços para todos os lados.

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⚠️ SEU DNA NÃO É FIXO. ELE RESPONDE AOS SEUS PENSAMENTOS. E ISSO JÁ É SABIDO DESDE 1995.

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