Luzes no céu: Pode ser o Fitsat-1 querendo entrar em contato!



Fitsat-1 Niwaka

Sexta-feira, 30 nov 2012
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Se nos próximos dias você vir pontos luminosos piscando no céu noturno, não comemore nem se assuste. Não são discos voadores ou seres alienígenas que chegaram à Terra, mas um interessante experimento japonês que deverá enfeitar um pouco mais nossas noites terrestres.

Batizado de Niwaka Fitsat-1, o experimento é um microsatélite desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Fukuoka, no Japão e tem como objetivo testar as possibilidades da comunicação óptica com satélites em órbita.

Para isso o Fitsat-1 está cruzando o céu emitindo intensos flashes luminosos, cuja cadência "aceso/apagado" formará palavras em código Morse que transmitirão as informações telemétricas do satélite.

O Fitsat-1 foi idealizado para operar como se fosse uma verdadeira estrela artificial. Uma de suas laterais está repleta de LEDs de alta luminosidade e os flashes produzidos poderão ser vistos durante a noite com auxílio de um pequeno binóculo ou até mesmo a olho nu.

Primeiros Testes
O primeiro experimento foi realizado com sucesso na segunda-feira, 26 de novembro e pode ser observado nas cidades de Kurashiki, no Japão e Daejeon, na Coréia do Sul. De acordo com um dos idealizadores do projeto, o radioamador Takushi Tanaka, no momento do experimento os leds estavam sendo alimentados com baixa potência, em um modo chamado "detecção de luz tênue".

Os microsatélites, também chamados de CubeSats, são satélites de pequenas dimensões desenvolvidos por radioamadores ou universidades com o propósito de realizar experimentos científicos. Normalmente, CubeSats têm cerca de 10 cm de lado e não pesam mais que 1500 gramas.

Orientação Magnética
Os flashes emitidos pelo Fitsat-1 deverão ser vistos de qualquer parte do mundo entre as latitudes +/- 51 graus, mas o destino principal dos fótons será a Universidade de Fukuoka, FIT, que usará um telescópio e um fotomultiplicador montados em um sistema de rastreio que seguirá o satélite. 

Durante as passagens sobre o campus o experimento será comandado a transmitir flashes com velocidades cada vez maiores, o que permitirá aos cientistas avaliarem a capacidade de comunicação do sistema.

Segundo Tanaka, tanto à estação de terra como os LEDS estarão perfeitamente alinhados quando o satélite passar sobre a estação, o que permitirá pelo menos 3 minutos de experimento por passagem. Para conseguir esse alinhamento, a equipe de Tanaka dotou o Fitsat de potentes ímãs de neodímio de modo a manter o CubeSat sempre apontado para o norte, com a face luminosa para baixo,

Rastreie o Fitsat-1
Não sabemos ainda se o Fitsat-1 já está operando em modo contínuo, mas você mesmo poderá descobrir acompanhando sua passagem sobre sua cidade durante a noite.

Para isso você precisa saber onde o Fitsat-1 está neste momento e quando ele passará sobre a sua localidade, permitindo que você saiba exatamente para onde olhar.
Para isso é só usar nosso aplicativo de rastreio de satélites SATVIEW, que informará quando o Fitsat-1 cruzará o céu da sua cidade. Depois, é só configurar os dados da sua localidade (normalmente, isso é feito automaticamente) e então escolher a opção "Previsão 5 dias". A tabela gerada lhe fornecerá todas as informações necessárias para ver o Fitsat-1 piscando pelo céu.
Bons Céus!



Fotos: No topo, primeiro experimento do Fitsat-1 fotografado pelo pesquisador Jun-ho Oh, do Instituto de Ciência e Tecnologia Avançada, da Coreia, KAIST. Na sequência, concepção artística mostra um possível registro de longa exposição durante a passagem do micro satélite. Acima, imagem do Fitsat-1 com uma das laterais coberta de leds de alta luminosidade. Crédito: KAIST, Apolo11.com.
 

Barra de São Miguel - Alagoas - Brasil

Barra de São Miguel é um município e Alagoas localizado no litoral sul do Estado de Alagoas, a pouco mais de 33 km da capital, Maceió, divisa a norte com o município de Marechal Deodoro e ao sul com o município de Roteiro.

 Balneário mais frequentado e cobiçado de Alagoas, a praia tem uma das mais belas paisagens litorâneas do Nordeste brasileiro, cercada por quase 6km de arrecifes na sua costa.
 Seus principais atrativos turísticos são suas praias paradisíacas de areia fina e águas cristalinas, onde formam-se belas piscinas naturais entre os corais de recifes. Uma das maiores formações de corais está localizada na praia de Barra de São Miguel, paralela a costa e formando piscinas naturais. 
 Destacamos também sua boa infra-estrutura com hotéis e restaurantes de grande qualidade, triplicando sua população nas altas temporadas. O litoral do município de Barra de São Miguel caracteriza-se pelas suas belas praias, que formam uma belíssima paisagem paradisíaca de grande encanto para os turístas. 
 São o principal pedido turístico de um dos lugares mais visitados do sul de Alagoas. Merece especial destaque a Praia de Barra de São Miguel, a mais urbana e frequentada pelos turístas que visitam o município.
 Fonte: 

ONU reconhece a Palestina!! Enooorme vitória -

  


Membros da Avaaz, é hora de comemorar!

Há algumas horas, a maioria esmagadora da ONU votou o reconhecimento da Palestina como 194º Estado do mundo! É uma grande vitória para o povo palestino, para a paz e para a nossa comunidade! As pessoas de todo o mundo estão se unindo a enormes multidões na Palestina para comemorar.

A jornada do povo palestino para a liberdade está longe do fim. Mas este é um grande passo e nossa comunidade teve um papel fundamental nisso. Respondendo à votação, a embaixadora da Palestina para a Europa, disse:

"Avaaz e seus membros em todo o mundo desempenharam um papel fundamental ao persuadir os governos para apoiar a candidatura do povo palestino a um Estado e para a liberdade e a paz. Eles estiveram conosco durante todo o tempo e tal solidariedade e apoio serão lembrados e queridos em toda a Palestina." - Leila Shahid, Delegada Geral da Palestina para a Europa

Ação em Bruxelas: Enquanto os líderes da UE se reúnem, isso estava acontecendo do lado de fora


Ação em Madri: membros da Avaaz pedem que o Primeiro-ministro da Espanha diga SIM!
Os governos dos EUA e de Israel, em dívida com grupos pesados de lobby (sim, infelizmente, até mesmo Obama cedeu ao lobby), jogou tudo o que tinham para acabar com a votação, usando ameaças financeiras e até mesmo ameaçando derrubar o presidente palestino se ele fosse em frente. A Europa foi o voto decisivo. E por causa da intensa pressão dos EUA, há apenas duas semanas os líderes não apoiavam o Estado palestino. Conhecendo as apostas, a nossa comunidade respondeu com a velocidade e a força democrática que precisávamos para vencer:
  • Quase 1.8 milhão de nós assinaram a petição por um Estado palestino.

  • Milhares de nós doaram para financiar pesquisas de opinião pública em toda a Europa – mostrando que incríveis 79% dos europeus apoiavam a criação de um Estado palestino. Nossas pesquisas apareceram em toda a mídia, e foram repetidamente citadas em debates parlamentares no Reino Unido, Espanha e França!

  • Enviamos dezenas de milhares de e-mails, mensagens no Facebook e tweets para os líderes de toda a Europa e fizemos milhares de chamadas para os ministérios de assuntos estrangeiros e chefes de Estado.

  • Nós abrimos uma bandeira gigante do tamanho de um prédio de 4 andares do lado de fora da Comissão da UE em Bruxelas (à direita), enquanto os líderes estavam reunidos. Então, realizamos uma grande ação em Madrid. E anteriormente, navegamos com uma flotilha de navios em frente ao prédio das Nações Unidas pedindo pela votação. Nossas ações foram manchete em toda a Europa.

  • Colaboradores e membros da Avaaz se reuniuram com dezenas de ministros, assessores, jornalistas, parlamentares e líderes em cada um dos países-chave, em muitos casos se unindo para conquistar os líderes, um por um, por meio de reuniões, pressão, resoluções parlamentares e declarações públicas, sempre com base na onda de poder das pessoas por trás dessa causa.

  • Entramos em contato com líderes importantes como Stéphane Hessel, um sobrevivente dos campos de concentração nazistas de 94 anos de idade, e Ron Pundak, um israelense que desempenhou um papel fundamental no processo de paz de Oslo, para falar em favor de um Estado palestino.
Um por um, importantes Estados europeus romperam com os EUA para atender a um chamado por justiça e ao seu povo. Na contagem final da votação que acabou de acontecer, apenas 9 dos 193 países votaram contra! França, Espanha, Itália, Suécia e maior parte da Europa votou pela Palestina.

Os EUA e Israel argumentaram primeiro que um Estado palestino era perigoso para a paz, e então, quando foram derrotados, disseram que não importava e que a votação foi apenas simbólica. Mas se fosse apenas algo simbólico eles não teriam feito de tudo para tentar impedir a votação. E depois de anos de má-fé e conforto por parte de Israel com o status quo à medida em que eles constantemente colonizam mais terra palestina, este movimento mostra aos EUA e Israel que se eles não se envolverem com boa fé, os palestinos e o mundo estão preparados para seguir em frente sem eles. É uma forma mais equilibrada para as negociações de paz de verdade. E essa é a melhor alternativa para o tipo de violência que vimos o governo de Israel e o Hamas em Gaza oferecerem este mês.

Durante décadas, o povo palestino sofreu sob uma sufocante ditadura militar israelense, controles repressivos em suas viagens e trabalho, a negação contínua dos seus direitos e da ameaça constante de insegurança e violência. Há 65 anos, a ONU reconheceu o Estado de Israel, começando um caminho para o estabelecimento de um lar seguro para o povo judeu. Agora os palestinos dão um passo na mesma direção e ganham dignidade aos olhos da comunidade internacional, o que lhes foi negado por uma geração. E, com essa dignidade, poderemos construir os alicerces da paz.

Com esperança e alegria,

Ricken, Alice, Ari, Wissam, Allison, Sam, Julien, Pascal, Wen, Pedro, Saravanan, Emma, Ben, Dalia, Alexey, Paul, Marie, Aldine, Luca, Jamie, Morgan e toda a equipe da Avaaz.

PS.: Aqui estão algumas fontes (em inglês) – A Associated Press cobriu a vitória de ontem, o Guardian cobriu a nossa pesquisa de opinião há duas semanas, o Daily Briefing da Avaaz oferece um mapa do resultado da votação, e o Haaretz descreve a resposta de Israel.

MAIS INFORMAÇÕES:

ONU reconhece Palestina como Estado observador não membro (Folha de São Paulo)

Assembleia-Geral da ONU reconhece Palestina como Estado observador (Estadão)

ONU aprova Palestina como Estado observador (Público)

Decisão sobre royalties do petróleo expõe, mais uma vez, um Congresso de cócoras e o baguncismo institucional.


A presidente Dilma Roussef
30/11/2012

Parlamento se deixa humilhar mais do que durante a ditadura

Se não fui o primeiro, certamente estive entre os três primeiros que reagiram mal quando o Congresso decidiu mudar a distribuição dos royalties dos campos já licitados.

Sim, tratava-se mesmo de um absurdo — que o governo Lula e a então ministra e já pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, deixaram prosperar porque não queriam comprar briga com a maioria do Parlamento (afinal, há mais estados não produtores e brasileiros que neles vivem do que o contrário) e com a maioria dos eleitores.

Ou por outra: por questões primeiro eleitorais e, depois, para “manter unida a base”, os petistas decidiram não decidir nada para ver no que a coisa daria. Por um misto de covardia, populismo e cálculo, o governo se negou a fazer política. Se o Rio — estado que, de fato, conta na mobilização de opiniões — e o Espírito Santo tivessem se limitado ao mero muxoxo, menos mau…

Ocorre que setores influentes da imprensa compraram “a causa do Rio”, como de hábito. Sim, eu a considero uma boa causa (ocorre que também se compram as más, mas deixo pra outra hora…).

E Dilma teve de se mexer. Ao fazê-lo, constatamos que o Congresso Brasileiro está de cócoras, não serve pra nada, tornou-se mero caudatário tanto das hesitações como dos arroubos do governo. Tem menos voz hoje do que tinha durante a ditadura, quando o país era governado por decretos-lei. Por que afirmo isso?

Mais uma vez, Dilma Rousseff humilha o Congresso, que, não obstante, se deixa humilhar. Repete-se agora, com o veto sobre os royalties do petróleo, o procedimento empregado no caso do Código Florestal. Vejamos.

Nos dois casos, o governo não mobilizou adequadamente a folgada maioria de que dispõe; nos dois casos, os líderes do governo e do partido oficial nas duas Casas não sabiam que orientação dar porque, a rigor, não tinham orientação nenhuma; mais uma vez, o Planalto não lutou claramente por uma proposta, limitando-se a expressar seus desejos pelos jornais. Vamos ver, então, como ficam as coisas.

O Congresso aprova uma coisa. Dilma veta — e tal veto, por óbvio, pode ser apreciado e derrubado pelo próprio Congresso. Antes, no entanto, que isso aconteça, a Magnífica edita uma Medida Provisória e, só aí, sem negociar com ninguém, faz valer a sua vontade. Entenderam, então, a sequência?

Ora, Congresso pra quê? E se, na vigência de uma Medida Provisória, o Congresso derrubar o veto presidencial? A oposição, que já costuma ser pouco atuante — com as exceções de praxe —, fica ainda mais vendida em casos assim porque são temas que não obedecem à clivagem do governismo e do antigovernismo; também ela se divide em assuntos assim.

Sai arranhada é a imagem de uma instituição, de um Poder: o Legislativo. Dilma acaba tendo, assim, um instrumento ainda mais efetivo de governo do que o decreto-lei.


E pode ser pior
Temos, enfim, um Parlamento que não se respeita. Quando não é “trolado”, para usar uma expressão da moda, pelo Executivo, pode ser desmoralizado por alguns de seus senhores feudais. Vejam o caso de Paulo Vieira, o diretor da ANA que está preso, acusado de ser chefe de quadrilha. Seu nome foi submetido uma primeira vez ao plenário do Senado: houve empate — não poderia ser nomeado. Foi submetido uma segunda vez: foi rejeitado.

O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), a pedido de Lula, esperou quatro meses e promoveu uma terceira votação. Conseguiu nomeá-lo. O resultado está aí.

E não que o Senado precise de auxílio externo para fazer barbeiragens. Sim, sim, eu sou favorável, por exemplo, a que os professores ganhem 10 vezes mais do que ganham e coisa e tal. O Senado aprovou um piso salarial para a categoria e decidiu que o reajuste será feito por um tal “Índice Fundeb”, que corresponde à variação anual do valor que o governo federal investe por aluno das séries iniciais.

Tudo excelente! Só que o Senado se esqueceu de indagar se os estados teriam dinheiro para tanto. Boa parte não tem. Governadores recorreram ao Supremo alegando que a medida tira dos estados o direito de gerir seus gastos, o que me parece fato. Ora, se os governadores terão de pagar um reajuste de salário que fica na dependência do quanto o governo federal vai desembolsar, resta evidente que o governo federal passou a ser o gestor da folha de pagamento que será paga por outro ente da federação.

E aí? Um dos signatários da ação é o petista Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, do PT. Quando governadora, a tucana Yeda Crusius havia recorrido à Justiça.

Os petistas a demonizaram. Coerência é isso!


Encerrando
Notem que não estou entrando propriamente nas questões de mérito. Limito-me a apontar o que chamo de baguncismo institucional. Com frequência, o Executivo simplesmente anula a vontade de um Poder da República, negando-se a fazer política para depois governar por MPs. Quando não é assim, os “donos” do Senado, como Sarney, fazem gato e sapato do plenário.

Não sendo nem uma coisa nem outra, prosperam, então, os poetas da generosidade, que acabam aprovando uma medida que quebra os próprios estados que representam.

Sim, há exceções, como em tudo.
Em regra, nunca tivemos um Poder Legislativo tão fraco e desmoralizado.
Por Reinaldo Azevedo

O GRAN CIRCO DO LULA ESTÁ PEGANDO FOGO

Convocado por Lula, Márcio Thomaz Bastos é o coordenador da operação montada às pressas para impedir que o ex-presidente sofra perdas e danos irreparáveis em consequência do escândalo da vez. 
Cumpre ao ex-ministro da Justiça evitar que os irmãos larápios Paulo e Rubens Vieira falem o que não devem ─ e, sobretudo, impedir que Rosemary Noronha conte tudo o que sabe.
A nota divulgada por Rose, por exemplo, foi concebida pelo doutor que transformou o Ministério da Justiça em departamento jurídico dos mensaleiros e tentou, durante sete anos, livrar da cadeia a quadrilha de estimação do governo. 
Fracassou, informa o desfecho do processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal. 
E pode naufragar outra vez nesta primavera.
Três advogados já recusaram o convite para assumir oficialmente a defesa da ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo. 
Preferiram ficar fora do caso depois de informados sobre o estado emocional da amiga íntima de Lula. 
A temperatura da mais perigosa caixa-preta do Brasil está próxima do ponto de combustão. 
Não há jurista capaz de controlar incêndios decorrentes desse tipo de explosão.

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