☼Champagne de 200 anos tirado do mar vai a leilão☼

No início do século 19, um navio cruzava o Mar Báltico seguindo para o Oriente. A embarcação, entretanto, jamais chegou ao seu destino final.

Por motivos ainda desconhecidos, o navio naufragou na fria região entre a Finlândia e a Suécia e por lá ficou, intacto, por mais de 200 anos, até que, em pleno verão de 2010, um grupo de mergulhadores e cientistas resolveu trazer à superfície a carga que jazia a 50 metros de profundidade: 168 garrafas de champagne das marcas Veuve Clicquot, Juglar e Heidsieck e um par de garrafas de cervejas.
                                                                         
 50 euros por ml

Para os organizadores do projeto, a surpresa foi descobrir que a pressão, luminosidade e temperatura do fundo do mar conservaram as bebidas de tal maneira que elas ainda continuam consumíveis. E, para os amantes de bebidas, a boa notícia é que o governo local dedidiu levar duas das garrafas de espumante a leilão na semana que vem.

A má notícia, no entanto, é que o leilão não é pra qualquer um. Já que o mercado de luxo e antiguidades é povoado por caras que não exitam em gastar alguns milhares em alguns mililitros de álcool centenário, o lance inicial está na casa dos 50 mil euros e os organizadores pretendem chegar a um valor de 100 mil para cada garrafa.

Para o cara que arrematar uma das garrafas, a única dúvida vai ser beber ou não beber.

☼ O MENOR HELICÓPTERO DO MUNDO ☼

☼ Uma mulher árabe que luta por liberdade ☼

Joumana Haddad: "Há outra mulher árabe, que luta por liberdade"
LAURA LOPES
Joumana Haddad não é uma mulher comum. Libanesa, ela luta contra os clichês e estereótipos negativos que o Ocidente criou acerca da mulher árabe, mas jamais aceitou a opressão da cultura muçulmana. Para ela, que teve acesso aos autores mais proibidos do Islã desde criança – como Marquês de Sade, Balzac e Victor Hugo –, patriotismo é absurdo e ingênuo porque as pessoas nascem em um mesmo país por pura coincidência. Ela odeia a unanimidade, a "mentalidade de rebalho", mas acredita que ser diferente só por ser diferente é um folclore bobo. "Não preciso parecer um homem para ser uma mulher. E não preciso estar contra os homens para ser a favor das mulheres", escreve.

Poeta, tradutora e jornalista (é editora do jornal
An-Nahar), Joumana criou a revista Jasad (que significa "corpo", em árabe), proibida em quase todos os países árabes. A publicação fala sobre os tabus relacionados ao corpo e à sexualidade, além de cultura, literatura erótica e ensaios fotográficos. Há cerca de dois meses, ela lançou no Brasil o livro Eu matei Sherazade (editora Record, R$ 29,90), no qual conta como se impôs e venceu num mundo opressivo e majoritariamente masculino, da cultura muçulmana. Para ela, "ser árabe é como dar murro em ponta de faca. E não é possível destruir essa faca com o que é de fora. A mudança não é um produto 'importável'", escreve. É por isso, então, que continua a morar no Líbano. Com uma linguagem engraçada e despretenciosa, ela fala sobre o impacto libertador da literatura em sua vida pessoal e intelectual. Joumana lê desde pequena, e também escreve desde pequena. O primeiro poema foi aos 12 anos. Aos 40 anos, publicou vários livros, inclusive de poesia erótica, quatro deles já traduzidos para o francês, italiano e espanhol. Confira a entrevista que esta árabe atrevida, que virá ao Brasil em novembro, para a Fliporto (Festa Literária Internacional de Pernambuco), concedeu a ÉPOCA.

 ÉPOCA – Como é a vida da mulher árabe média, a mãe de família que não é subjugada pelo marido nem pela religião, e também a vida de quem luta, critica e tenta se libertar do Islamismo radical?
Joumana Haddad – Há muitos tipos de mulheres árabes que vivem diferentes vidas. Algumas são realmente oprimidas, enquanto outras se esforçam pela emancipação e lutam por uma vida melhor, para elas e outras mulheres. Obviamente, a primeira categoria representa a maioria, infelizmente. Mas isso não anula o fato de que há outra mulher árabe, e que ela está participando de uma luta magnífica. Ela merece a atenção do Ocidente, a fim de equilibrar todos os clichês e estereótipos negativos que existem no mundo sobre a mulher árabe.
 
ÉPOCA – Você diz que o patriotismo cega, que ele é a expressão de um romantismo ingênuo. Aqui no Brasil, muitas vezes somos acusados – pelo próprios brasileiros – de não sermos patrióticos, de valorizar demais o que é estrangeiro. Qual seria um meio termo positivo no meio desses dois extremos?
Joumana – Eu penso que nós nascemos em um mesmo país por pura coincidência. Nós nascemos sob uma religião em particular também por coincidência. Estas são identidades herdadas, nós não as escolhemos. Então é muito importante que nós as questionemos em um certo ponto de nossas vidas e decidamos por nós mesmos quem e o que queremos ser. Nesse sentido, eu acho que o patriotismo é ingênuo e absurdo. Eu prefiro amar, adotar e pertencer a todo o universo em vez de pertencer apenas a um lugar.
ÉPOCA – O que exatamente é publicado na Jasad? Textos e artigos culturais sobre o corpo em geral? Literatura erótica? Ensaios de foto?
Joumana – Tudo isso que você mencionou é publicado na Jasad, assim como reportagens sobre tabus relacionados ao corpo e à sexualidade nas sociedades e culturas árabes atuais, temas como virgindade, homossexualismo, poligamia etc.
 
 ÉPOCA – Ao lançar a Jasad, em 2008, você disse que recebeu inúmeros emails e cartas com críticas pesadas (dizendo que você era imoral, pecadora, corrupta e corruptora, depravada, decadente, criminosa etc, e até que você deveria ser queimada com ácido...). Mas que essas críticas só serviram para te deixar invulnerável a elas. Que tipo de represália você sofre ou sofreu no meio intelectual e pelo poder político e religioso do Líbano?
Joumana – A resistência à Jasad é muito menor agora, porque ela se provou ser um fato, uma realidade que não por ser cancelada. Obviamente ainda há muitas pessoas que a consideram pecaminosa e imoral, e eu ainda recebo minha dose diária de insultos. Mas desde o começo eu decidi não ser intimidada por esses ataques, porque eu estava apaixonada pelo projeto, e convencida de que ele era necessário. Por outro lado, a revista tem um bom número de apoiadores, talvez não publicamente, porque as pessoas ainda têm medo das condenações sociais e religiosas. Mas muitas mulheres e homens me mandam emails de suporte todos os dias, me agradecendo por ter criado a revista. É daí que vem parte da minha força e perseverança.
 
 ÉPOCA – Por que você acha que a Jasad não foi censurada no Líbano?
Joumana – A Jasad foi censurada em quase todos os países árabes que você possa imaginar, até o site da revista foi bloqueado em alguns países. Mas ela não foi censurada no Líbano por duas razões principais: primeiramente, o Líbano goza uma maior liberdade de expressão do que a maioria dos outros Estados árabes. E, segundo, eu tive a sorte de ter sido protegida pelos ministros da Informação e do Interior, intelectuais iluminados que acreditam nos direitos humanos e os defendem.
 
 ÉPOCA – Você não quer deixar o Líbano, mas vive viajando. Qual é a sua relação com as culturas ocidentais e orientais e como usa isso em sua luta diária contra a condição da mulher árabe em seu país? Joumana – Eu me considero uma cidadã do mundo no sentido literal da expressão. Eu pertenço a muitos lugares ao mesmo tempo, mas eu pertenço a mim mesma em primeiro lugar. Eu sou meu país e minhas raízes, então eu carrego o mundo comigo e dentro de mim onde quer que eu vá. Eu viajo porque eu estou sempre com sede de descobrir novas pessoas e culturas, e porque eu acredito que essa interação é o que dá verdadeiro sentido à vida. Eu não suporto pessoas que têm a cabeça fechada. Para mim, vida é uma série infinita de janelas abertas e horizontes sem fim. E, se eu estou no Líbano, não é por causa das coisas de que eu gosto, mas por causa das coisas de que eu não gosto e gostaria de contribuir para mudá-las.
 ÉPOCA – A sua posição não é contra uma religião, mas contra o radicalismo criado por ela, que castra as liberdades e impõe comportamentos destrutivos...
Joumana – Sou realmente contra religião, e contra a doutrinação, a ideologia e o inevitável integralismo que ela carrega. Meu Deus é minha liberdade. Meu Deus sou eu mesma e as pessoas que amo. Eu sou muito espiritual, mas muito anti-religiosa, especialmente desde que eu me convenci que as três grandes religiões monoteístas não têm feito nada além de dividir as pessoas, e também são muito patriarcais e condescendentes com as mulheres.
 
 ÉPOCA – Para terminar, deixe um recado para as mulheres brasileiras.
Joumana – Eu acredito que seria a mesma mensagem que eu sempre envio a mim mesma e às mulheres em todo o mundo: acredite em você, celebre sua força como mulher. Nunca diga: "Esse mundo é meu também, entregue-me". Em vez disso, "Esse mundo é meu, eu vou tomá-lo".
Saiba mais



Joumana-Haddad
Ela está certa, porque nenhuma mulher deve ser inferior ao homem. Somente nesses países árabes, é que vive ocorrendo todo esse atraso. São países que ainda vivem no passado, como se fosse na idade da pedra. Está na hora de dar uma basta a tudo isso. Quanto a Joumana Haddad, essa moça chamada de atrevida, para ela não é fácil, como no caso dela ainda ficar morando no Líbano, uma nação que não sai do lugar, fica sempre no atraso com aquelas leis absurdas e ao machismo. Gente, isso já era, estamos em pleno século-XXI.
           1.A saúde de Dilma (trecho)
        3.40 faces do novo Brasil 
        4.O mito da felicidade
        5.Um brasileiro honesto
        7.Esses velhos tarados
        9.Quem cobra o Ecad? 

►NOVA LEI SOBRE PRISÃO !!!☼

NOVA LEI SOBRE PRISÃO 
 Caros amigos, após 15 anos de atuação na área criminal estou pensando seriamente em abandonar a área com a nova LEI 12.403/2011aprovada pelo CONGRESSO NACIONAL e sancionada em 05/05/2011 pelaPresidente DILMA ROUSSEF e pelo Ministro da Justiça JOSÉ EDUARDO CARDOZO.
Quem não é da área, fique sabendo que em 60 dias (05/07/2011) a novalei entra em vigor e a PRISÃO EM FLAGRANTE E PRISÃO PREVENTIVA SOMENTE OCORRERÃO EM CASOS RARÍSSIMOS, aumentando a impunidade no país.  
Em tese somente vai ficar preso quem cometer HOMICÍDIO QUALIFICADO, ESTUPRO, TRÁFICO DE ENTORPECENTES, LATROCÍNIO, etc..  
A nova lei trouxe a exigência de manter a prisão em flagrante ou decretar a prisãopreventiva somente em situações excepcionais, prevendo a CONVERSÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE ou SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA em 09 tiposde MEDIDAS CAUTELARES praticamente inócuas e sem meios de fiscalização (comparecimento periódico no fórum para justificar suas atividades,proibição de frequentar determinados lugares, afastamento de pessoas,proibição de de se ausentar da comarca onde reside, recolhimentodomiciliar durante a noite, suspensão de exercício de função pública,arbitramento de fiança, internamento em clinica de tratamento e monitoramento eletrônico).
Para quem não é da área, isso significa que crimes como homicídiosimples, roubo a mão armada, lesão corporal gravíssima, uso de armasrestritas (fuzil, pistola 9 mm, etc.), desvio de dinheiro público,corrupção passiva, peculato, extorsão, etc., dificilmente admitirão a PRISÃO PREVENTIVA ou a manutenção da PRISÃO EM FLAGRANTE, pois em todos esses casos será cabível a conversão da prisão em uma das 9 MEDIDAS CAUTELARES acima previstas.
 Portanto, nos próximos meses não se assuste se você encontrar na rua o assaltante que entrou armado em sua casa, o ladrão que roubou seu carro, o criminoso que desviou milhões de reais dos cofres públicos, o bandido que estava circulando com uma pistola 9 mm em via pública, etc.
Além disso, a nova lei estendeu a fiança para crimes punidos com até 04 anos de prisão, coisa que não era permitida desde 1940 pelo Código de Processo Penal!  
Agora, nos crimes de porte de arma de fogo, disparo de arma de fogo, furto simples, receptação, apropriação indébita, homicídio culposo no trânsito, cárcere privado, corrupção de menores, formação de quadrilha, contrabando, armazenamento e transmissão defoto pornográfica de criança, assédio de criança para fins libidinosos, destruição de bem público, comercialização de produto agrotóxico sem origem, emissão de duplicada falsa, e vários outros crimes punidos com até 4 anos de prisão, ninguém permanece preso (só se for reincidente).  
Em todos esses casos o Delegado irá arbitrar fiança diretamente, sem análise do Promotor e do Juiz.  
Resultado: o criminoso não passará uma noite na cadeia e sairá livre pagando uma fiança que se inicia em 1 salário mínimo! 
 Esse pode ser o preço do seu carro furtado e vendido no Paraguai, do seu computador receptado, da morte de um parente no trânsito, do assédio de sua filha, daquele que está transportando 1 tonelada de produtos contrabandeados, do cidadão que estava na praça onde seu filho frequenta portando uma arma de fogo, do cidadão que usa um menor de 10 anos para cometer crimes, etc.
Em resumo, salvo em crimes gravíssimos, com a entrada em vigor das novas regras, quase ninguém ficará preso após cometer vários tipos de crimes que afetam diariamente a sociedade. Para que não fique qualquer dúvida sobre o que estou dizendo, vejam a lei.
Também para comprovar o que disse, leiam o artigo do Desembargador FAUSTO DE SANCTIS sobre a nova lei, o qual diz textualmente que "com a vigência da norma, a prisão estará praticamente inviabilizada no país":
GIOVANI FERRI, Promotor de Justiça de Toledo-PR. 
  "TRIUNFAM AQUELES QUE SABEM QUANDO LUTAR E QUANDO ESPERAR" SUN TZU

                  

☼Lei precisa mudar após caso Pimenta Neves (Folha de S. Paulo)☼

Extraído de: Espaço Vital  -   

Advogados de jornalista recorreram 24 vezes.

Felipe Seligman
 O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, diz que a demora em cumprir a condenação do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 74, confirma a necessidade de alterações na Constituição.

Peluso é autor de uma proposta que prevê aplicação de penas a partir de julgamentos em segunda instância. Mesmo que se recorra aos tribunais superiores -Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça-, a pena tem de começar a ser cumprida. Ela seria interrompida apenas em caso de absolvição no STF ou do STJ.

O tema virou alvo de uma proposta de emenda constitucional de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Pimenta Neves, assassino confesso da jornalista Sandra Gomide, sua ex-namorada, foi preso anteontem, por ordem do Supremo, quase 11 anos após o crime e cinco após a primeira condenação.

Sua defesa usou ao menos 24 recursos, principalmente nos tribunais superiores.
"O caso [Pimenta Neves] não apenas ilustra como confirma o acerto da minha proposta", disse Peluso à Folha.

"Os ministros foram textuais, atribuindo essa demora ao excesso de recursos. A defesa utilizou de todos os recursos disponíveis e impediu o cumprimento da sentença."Os advogados chegaram a utilizar até a Lei de Imprensa, ainda em vigor à época.

Para os defensores, a Justiça deveria cumprir o que determinava o artigo 66 da lei: jornalista profissional não pode ser preso antes de a sentença transitar em julgado.

Peluso diz ainda que a demora em cumprir penas do tipo cria na sociedade uma sensação de impunidade e elimina o que chama de "aspecto psicológico da pena".

Se a proposta já estivesse valendo, Pimenta Neves deveria estar cumprindo pena desde dezembro de 2006, quando o Tribunal de Justiça paulista confirmou a condenação aplicada pelo Tribunal do Júri de Ibiúna, cidade do interior onde ocorreu o crime.

Nas instâncias superiores, apesar de não reverter a condenação, a defesa postergou a pena por quase  cinco anos.

Celso de Mello, relator do caso, discorda de Peluso e dos colegas ministros que veem exagero nos recursos.

Ele diz que a defesa do jornalista só exerceu seus direitos. Para o ex-juiz e professor de direito Luiz Flávio Gomes, a crítica sobre a quantidade de recursos é "populismo penal". "O problema não é o excesso de recursos, mas a morosida de do Judiciário", diz.

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