☻O mapa dos alambiques de cachaça

Posted: 29 Jul 2011 04:05 AM PDT
 Ainda nos meus anos de faculdade, sentado em uma mesa de bar com amigos,
pensei: não seria legal fazer uma pesquisa sobre o destilado brasileiro de
cana-de-açúcar, a nossa cachaça?Naquela época, o objetivo era fazer um longa
sobre a bebida, mas como esses papos de boteco acabam sendo esquecidos,
acheique a ideia duraria no máximo até  a saideira.

Uma das motivações para pesquisar e documentar a cachaça era justamente
conhecer as histórias daquelas inúmeras garrafas nas prateleiras empoeiradas,
vindas de todoBrasil e repletas de rótulos hilários, tais como "Amansa Corno",
"Na Bunda", "Leite da Mulher Amada" e "Balanga Bicha".
A graça acaba com a dor de cabeça no dia seguinte...
A graça acaba com a dor de cabeça no dia seguinte...

 Apesar disso, no Brasil, nada mais comum do que desvalorizar e desconhecer
cachaça. O bêbado pode até ter enchido a cara de cerveja, mas vão apontar
pra ele e dizer: "Lá vai o cachaceiro". Pior, as versões ditas "mais chiques"
do nosso drinque nacional por excelência, a caipirinha, sempre incluem
elementos gringos, como vodca, rum e até mesmo saquê, que nem destilado é.

Um detalhe interessante: a cachaça é das poucas bebidas alcoólicas que não
envelhecem apenas em carvalho. Madeiras nacionais como o bálsamo,
umburana, jequitibá, ipê, tapinhoã e várias outras são utilizadas para o envelhecimento
ou armazenamento da bebida. Cada madeira concede uma cor, um aroma e um
sabor característico. O potencial gastronômico dessa particularidade é imenso:
imaginem as possibilidades de harmonização da bebida com ingredientes e
pratos da cozinha brasileira. Afinal, tem coisa melhor e mais brasileira do que
uma boa cachaça acompanhando uma feijoada?

Mas, por falta de informação, o destilado brasileiro ainda é tido como um produto
menor, com poucas qualidades sensoriais, uma bebida de "pinguço" e isso nos faz
 deixá-lo ali, paradinho nas prateleiras, mesmo com tantos causos pra nos contar
 e com tanto sabor pra no dar. Esses preconceitos não são recentes e fazem
 parte mesmo da história da bebida.

Os historiadores dizem que a primeira cachaça foi destilada por volta de 1532
 em São Vicente, onde surgiram os primeiros engenhos de açúcar no Brasil. Há
algumas versões sobre a sua origem, uma delas conta que o destilado teria
 surgido quando um escravo, que trabalhava no engenho, experimentou a "cagaça"
 – um caldo esverdeado e escuro que se forma durante a fervura do caldo da
cana. O processo de destilação da "cagaça" acabou dando origem à cachaça.

A bebida teve sua fabricação aprimorada ao longo dos anos, atraindo
vários consumidores e passando a representar uma importante atividade econômica
 na colônia.

Com isso, a bagaceira e os vinhos importados de Portugal apresentaram uma
brava redução de consumo. Preocupados com o sucesso da aguardente brasileira,
os portugueses, através de uma Carta Real de 13 de setembro de 1649,
proibiram a fabricação e a venda da cachaça em todo o país. Hoje, todo o dia
13 de setembro se comemora o "Dia Nacional da Cachaça" como uma
forma de relembrarmos os tempos de um Brasil colonial, quando a cachaça era
símbolo de resistência contra a Coroa portuguesa.
 
Por causa dessa e de outras proibições que acompanharam a trajetória da cachaça,
o destilado apresenta diversos sinônimos, que ajudavam os produtores e os
comerciantes a buscar alternativas.
Os Inconfidentes Mineiros tomavam cachaça como forma de protesto. Tiradentes teria dito antes de ser enforcado:  

Os Inconfidentes Mineiros tomavam cachaça como forma de protesto. Tiradentes teria dito antes de ser enforcado: "Molhem a minha goela com cachaça da terra"
rlarem a fiscalização. Com certeza, brasileiro que é brasileiro conhece pelo menos
uns cinco apelidos para se pedir uma boa cachacinha. Aqui vão os meus:
água-que-passarinho-não-bebe, boa pra tudo, caiana, esquenta-corpo, talagada…
 O dicionário Houaiss registra mais de quinhentas palavras para denominar a cachaça
e aqui tem mais alguns. Eta povo criativo!

O mapa da cachaça

Ainda nos meus anos de faculdade, sentado em uma mesa de bar com amigos,
pensei: não seria legal fazer uma pesquisa sobre o destilado brasileiro de
cana-de-açúcar, a nossa cachaça?Naquela época, o objetivo era fazer um longa
 sobre a bebida, mas como esses papos de boteco acabam sendo esquecidos,
acheique a ideia duraria no máximo até a saideira.

Uma das motivações para pesquisar e documentar a cachaça era justamente
conhecer as histórias daquelas inúmeras garrafas nas prateleiras empoeiradas,
vindas de todoBrasil e repletas de rótulos hilários, tais como "Amansa Corno",
"Na Bunda", "Leite da Mulher Amada" e "Balanga Bicha".

localização geográfica
  • curiosidades
  • detalhes técnicos
  • imagens de rótulos
  • história do alambique.
Com essa ação colaborativa queremos continuar o trabalho do folclorista
Câmara Cascudo, que em 1968 escreveu o livro Prelúdio da cachaça, onde
 declara:
"o brasileiro é devoto da cachaça, mas não é cachaceiro."
Mais do que um simples guia de endereços, o Mapa da cachaça pretende ser um
espaço vivo e cheio de cultura, curiosidades e experiências – como os verdadeiros
alambiques.
Pesquisas indicam a existência de mais de quatro mil alambiques artesanais. Será que conseguimos visitar todos?
Pesquisas indicam a existência de mais de quatro mil alambiques artesanais.
Será que conseguimos visitar todos?
E, quem sabe, entre alambiques e amizades, conhecendo mais nosso país e
degustando o sabor de nossa cozinha, a gente até encontre uma resposta para
a famosa pergunta: "o que é ser brasileiro?" Até lá, de mesa em mesa e de bar
em bar, que o brinde seja feito com cachaça!

Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: http://apimentadas.papodehomem.com.br/

    



   



     
   



▒▓███ JESUS CRISTO É O MEU SENHOR ███▓▒

☺Governo vai facilitar financiamento para produção e armazenamento de etanol

 

Governo vai facilitar financiamento para produção e armazenamento de etanol

Por enquanto, o percentual de 25% de etanol anidro adicionado à gasolina não será alterado A decisão deve facilitar o investimento dos produtores e estimular a ampliação das plantações de cana-de-açúcar

O governo deverá editar nos próximos dias uma medida provisória para a produção e o armazenamento de etanol. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou nesta quarta-feira (27/7) que será concedido um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil para produtores de etanol e para distribuidores que quiserem estocar o produto.

"O governo tomou a decisão de facilitar o investimento dos produtores e estimular o máximo possível a ampliação das plantas de produção de etanol do país", disse Lobão. Outra medida prevista é o aporte de US$ 4,1 bilhões para a Petrobras Biocombustíveis nos próximos três a quatro anos, a partir de 2012, para ampliar a sua produção de etanol. Hoje, ela produz cerca de 5% de todo o mercado brasileiro e a intenção do governo é que passe para 12%.

Além disso, o governo também decidiu não alterar o percentual de 25% de etanol anidro adicionado à gasolina. A decisão foi tomada depois de uma reunião com integrantes dos ministérios de Minas e Energia, da Fazenda, Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

"Chegamos à conclusão de que as providências que têm sido tomadas fizeram com que mercado esteja estável, não há desabastecimento de etanol nem de gasolina", disse o ministro Lobão. Uma nova reunião está marcada para o dia 30 de agosto, para decidir se a mistura será alterada. Se houver alguma modificação, ela passará a valer a partir do final de setembro.

 

☻Peixes sobrevivem 134 dias em aquário após terremoto neozelandês

▒▓███ JESUS CRISTO É O MEU SENHOR ███▓▒
 
Dois peixes dourados foram encontrados vivos dentro de um aquário em um prédio que ficou 134 dias isolado após o terremoto na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.


Os peixes Salsicha ("Shaggy", em inglês) e Daphne, batizados em homenagem aos personagens do desenho animado Scooby-Doo, estavam em um grande aquário com muitas plantas na área que foi isolada depois do terremoto de fevereiro.  
Peixes estavam em aquário em área isolada desde fevereiro
Vicky Thornley, diretora do escritório onde estava o aquário, afirma que nem queria olhar para os peixes quando finalmente voltou ao escritório, para não vê-los mortos, "até que alguém disse que viu os dois vivos".
Ela acredita que Salsicha e Dafne podem ter comido outros peixes durante o tempo em que ficaram isolados.
"Havia um peixe flutuando no aquário, e os outros que viviam junto com Salsicha e Dafne não estavam lá", disse Vicky.
O especialista em peixes dourados Bob Ward disse que os peixes podem ficar por algum tempo sem comida, dependendo da temperatura da água no aquário.

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☺Mais pobres comem poucas verduras; ricos bebem mais cerveja, diz IBGE


Júlia Dias Carneiro

Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
Atualizado em  28 de julho, 2011 - 10:38 (Brasília) 13:38 GMT
Brasileiros de menor renda comem menos frutas e verduras do que a população de maior renda, enquanto esta consome mais cerveja, pizza, refrigerantes e salgadinhos do que os segmentos mais pobres, segundo aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE.
Os dados são da pesquisa de Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, realizada pela primeira vez pelo IBGE, para estimar o que a população come e bebe no cotidiano.

Os resultados, parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, indicaram como a diferença de renda influi sobre a dieta de ricos e pobres.
Entre os 25% de brasileiros com menor renda per capita (R$ 241), produtos naturais como arroz, feijão, farinha de mandioca e preparações à base de milho são mais ingeridos que entre os mais ricos, mas frutas e verduras têm participação menor.
Nesta faixa, por exemplo, apenas 8,9% dos brasileiros tiveram salada crua no cardápio nos dias da pesquisa, número que pulou para 23,7% na faixa de maior renda.
Renda
O consumo de frutas e verduras aumenta conforme a renda, assim como o de produtos como leite desnatado e queijo. No caso do último, o consumo é mais do que cinco vezes maior entre os 25% mais ricos.
Nesta faixa mais alta de renda (com R$ 1.089 de renda per capita), porém, também há forte presença de alimentos considerados marcadores negativos da qualidade da dieta.

Entre os mais ricos, 31,2% tomaram refrigerantes nos dias em que foi realizada a pesquisa (contra 14,4% dos mais pobres); 18,4% comeram salgadinhos fritos e assados (contra 8,6%); e 5,6% tomaram cerveja (contra 1,3%).
No geral, o consumo de cerveja e bebidas destiladas é cinco vezes maior entre homens do que entre mulheres.

A base para a estimativa foi um levantamento de todo o consumo individual de brasileiros de 10 ou mais anos de idade durante dois dias aleatórios. Eles listaram tudo o que efetivamente comeram e beberam, do chocolate ao cafezinho, em casa ou fora.
O café é a bebida mais consumida pelo brasileiro, que toma, em média, mais de 200ml do produto por dia – o equivalente a uma xícara grande.
Carências e excessos
O consumo médio revelou carências e excessos em larga escala. Quantidades excessivas de gordura são ingeridas por 82% da população, e de açúcar, por 61%. Já em relação ao sódio, mais de 70% das pessoas consomem mais sódio do que o tolerável, confirmando o alto consumo de sal, o vilão da hipertensão.
Por outro lado, na dieta do brasileiro há carência de fibras, cálcio e vitaminas. Na população de 19 a 59 anos, o consumo diário insuficiente de cálcio atinge 83% dos homens e 90% das mulheres. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, a carência da vitamina E atingiu 100% para ambos os sexos, e a falta de vitamina D chegou a 99%.

Entre os adolescentes (10 a 19 anos), faixa etária em que os problemas do excesso de peso e da obesidade vêm se agravando, os hábitos corroboram a tendência. Quase 50% fizeram uma refeição ou um lanche fora de casa no dia da pesquisa.
Entre os itens mais consumidos na rua, eles citaram batata frita, pizza, refrigerantes e salgadinhos fritos, assados ou industrializados.
Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros comem fora de casa em algum momento do dia, mas aqui, também, a frequência cresce com a renda. Enquanto na faixa mais pobre o hábito apareceu entre 32% das pessoas, entre os mais ricos o hábito foi reportado por mais de metade dos pesquisados.

☺Governo faz maior intervenção no câmbio e indica que pode elevar a dose

Governo faz maior intervenção no câmbio e indica que pode elevar a dose
Por Fabio Graner e Iuri Dantas / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 28/7/2011
Em sua mais agressiva ação para conter a alta do real, o governo decidiu taxar e controlar as apostas na queda do dólar no mercado futuro e deu superpoderes para o Conselho Monetário Nacional (CMN) regular esse segmento. Com as medidas, o dólar reagiu, fechando em alta de 1,35%, a R$ 1,559, no maior ganho diário desde 29 de junho de 2010, quando avançou 1,51%.
O pacote de medidas anunciado ontem mira a especulação feita por investidores estrangeiros - reforçadas com as incertezas pelo impasse em torno do aumento do limite da dívida dos EUA - e busca evitar mais prejuízos a exportadores, depois que a moeda americana atingiu a menor cotação em 12 anos.
Com uma medida provisória e um decreto, o governo instituiu a cobrança de 1% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quando os investidores ampliarem suas apostas na valorização do real, sempre que excederem US$ 10 milhões.  veja mais

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