Um voo fretado com 118
haitianos provocou um impasse migratório no Aeroporto de Viracopos nesta
semana, em Campinas (SP), após a Polícia Federal identificar vistos
humanitários falsificados entre os passageiros.
A decisão inicial foi impedir a entrada no país e determinar o reembarque ao Haiti.
No entanto,
“problemas operacionais” ainda não esclarecidos impediram a decolagem imediata
da aeronave, e o grupo acabou sendo retirado do avião e levado para uma área restrita
do terminal.
Representantes da ONU
(Acnur) e da Defensoria Pública apareceram imediatamente no aeroporto e
orientaram os imigrantes sobre a possibilidade de solicitar refúgio ou proteção
migratória no Brasil.
Crianças e responsáveis já
receberam autorização para entrar no país, enquanto os demais aguardam análise
individual da situação migratória.
A Polícia Federal abriu
investigação contra a companhia aérea responsável pelo voo, por lsuspeita de
possível contrabando de migrantes.
Segundo a própria Polícia
Federal, o Aeroporto de Viracopos recebe três voos fretados por semana vindos
do Haiti, trazendo cerca de 600 haitianos semanalmente ao Brasil.
Voos fretados internacionais não são baratos. Dependendo da aeronave e da rota, cada operação pode custar centenas de milhares de dólares.
Quem estaria financiando esses
fretamentos? Existe algum acordo migratório formal envolvendo o Brasil ou
estamos diante da atuação de redes internacionais de tráfico de migrantes?
Nos últimos anos, o Brasil
se tornou destino de diferentes fluxos migratórios -haitianos, venezuelanos e
chineses - impulsionados por programas humanitários, acordos regionais e rotas
migratórias estabelecidas.
Há outro ponto que precisa ser dito: a chegada dessas pessoas gera custos concretos para o país, como assistência social, saúde pública, acolhimento e integração.
Em muitos casos,
essas pessoas dependerão de programas assistenciais.
O fluxo migratório, na
geopolítica, pode ser visto como uma arma silenciosa - mas potencialmente letal
- para um país à deriva como o Brasil.

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