O PAPEL DA BICICLETA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.

 


o papel da bicicleta na Segunda Guerra Mundial


A associação Relíquias da Bairrada inaugurou no passado dia 28 de Fevereiro, na Sala de Exposições da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, a exposição “As Bicicletas na Segunda Guerra Mundial”, um olhar sobre o papel frequentemente esquecido deste meio de transporte nos campos de batalha do conflito mais devastador do século XX.

O espólio em exibição é composto por nove exemplares da marca suíça Condor, uma Truppennfahrrad de origem alemã e uma Vilar portuguesa — esta última da Primeira Guerra Mundial, pertencente à primeira marca nacional a fabricar bicicletas.

A bicicleta militar foi, ao longo de ambos os conflitos mundiais, um instrumento valioso pelo seu carácter silencioso, leveza e capacidade de circular em terrenos onde os veículos motorizados encontravam maiores dificuldades. 

As Condor suíças, amplamente utilizadas pelo exército helvético, tornaram-se um símbolo dessa utilização táctica, enquanto a Truppennfahrrad alemã ilustra a adopção generalizada deste meio de transporte pelas forças do Eixo entre 1939 e 1945.



Já a Vilar portuguesa, mais recuada no tempo, testemunha a longevidade desta relação entre a bicicleta e o esforço de guerra. 

A colecção pertence a Vítor Ferreira, coleccionador natural da Mamarrosa que, desde os 16 anos, se dedica à preservação de veículos históricos de duas rodas.

A exposição pode ser visitada em Oliveira do Bairro até ao dia 31 de Março. 

Em Abril e Maio estará patente no Museu dos Transportes de Outros Tempos, na sede do Clube Aveirense de Automóveis Antigos, em Aveiro, e entre os dias 22 e 24 de Maio marcará presença na Automobilia, a maior feira da Península Ibérica dedicada ao universo do coleccionismo motorizado.

Fotografias: Relíquias da Bairrada

 

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