Brasileiro cria teste que detecta azeite adulterado em minutos



GIULIANA MIRANDA

DE SÃO PAULO
Cientistas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) conseguiram o que nem os cozinheiros mais refinados são capazes de fazer: identificar adulterações mínimas no azeite de oliva.

Sua variante mais nobre, o extravirgem, é alvo constante de falsificações. As mais grosseiras, que misturam óleos completamente diferentes, como os de soja e canola, são facilmente identificáveis, inclusive pelo paladar. Já as que envolvem azeites de oliva menos valorizados são mais desafiadoras.

Até agora, o teste mais comum para identificar as fraudes era complexo e levava pelo menos uma hora para chegar ao resultado. Além da demora, ele também não conseguia detectar quando a adulteração era sutil, de poucos mililitros.

Os amantes da boa cozinha, porém, ganharam novos reforços. Rodinei Augusti, professor de química da UFMG, desenvolveu um método cujo resultado sai em torno de dois minutos.

Em testes feitos em laboratório, com fraudes provocadas pela própria equipe, eles identificaram até as adulterações mais sutis, de menos de 1% do volume do óleo.

"Mesmo sendo variações da mesma matéria-prima, há diferenças entre as moléculas que caracterizam os tipos de azeite, os ésteres de cadeia longa [moléculas orgânicas complexas]", explica Augusti, que afirma que a motivação para o teste não foi nenhum desastre culinário.
ivan Luiz/Arte

PESO-PESADO
Essas alterações são diferenças de massa nas moléculas. Elas conferem uma espécie de "impressão digital" ao óleo. Para percebê-la, os cientistas usam uma balança molecular de precisão, o espectrômetro de massa.

Nos últimos anos, o preço e o tamanho desses aparelhos andaram diminuindo consideravelmente. Nos EUA, há dispositivos com o tamanho de uma caixa de sapato. Por isso, os cientistas argumentam que o teste poderia ser feito nos próprios pontos de venda do azeite.

"Seria relativamente fácil de carregar. Além disso, treinar o pessoal para fazer os testes também seria um processo bem rápido", completa o criador do método.
Embora ainda esteja restrito aos laboratórios, o trabalho chamou a atenção do governo. Técnicos do Ministério da Agricultura, responsável pela regulamentação do azeite no Brasil, já conheceram o projeto.

Apesar das altas sucessivas nas importações do produto no país --é um dos dez maiores compradores do mundo, com consumo anual de cerca de 50 mil toneladas por ano--, a aplicação de testes de qualidade ainda não é sistemática.

Segundo o Inmetro, que monitora pesos, medidas e qualidade de produtos, o último teste foi em 2003. Na ocasião, o órgão avaliou 13 marcas, das quais cinco apresentavam adulteração.

CUIDADO COM O AZEITE DE OLIVA QUE VOCÊ CONSOME

 

A produção de oliva (azeitonas) no mundo não é compatível com a produção de azeite!

É bastante inferior!

Alguma coisa está errada.

Cerca de 70% do azeite extra virgem vendido em todo o mundo são diluídos com outros óleos, tornando-os uma grande fraude mundial.

É o que afirma o jornalista americano Tom Mueller, autor do livro:

"Extra Virginity: The Sublime and Scandalous World of Olive Oil" (Extra Virgem: O Sublime e Escandaloso Mundo do Azeite).

No livro (ainda sem edição brasileira), Mueller mostra como a indústria bilionária mundial do azeite falsifica os produtos.

De acordo com o jornalista, o lucro com a adulteração do azeite dito de oliva, pelos seus números, pode ser comparada ao do tráfico de cocaína.

O azeite que você está consumindo pode ser falso!

Conforme o Conselho Internacional da Oliva, que supervisiona o mercado mundial de azeite, o Brasil foi o país que teve a segunda maior taxa de importação de azeite em 2011, perdendo somente para a Rússia.

Segundo Nelson Sakazaki, diretor técnico da Associação Brasileira dos Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira, 20% do azeite vendido no Brasil sofreu algum tipo de adulteração.

E a fraude não se dá somente nos produtos.

"Em muitos restaurantes, os proprietários misturam outras óleos diretamente na lata de azeite extravirgem, e o consumidor, desavisado, não percebe", disse Sakazaki para a revista Veja.

Como reconhecer um genuíno azeite extravirgem?

É difícil afirmar se a marca de azeite que você está comprando é realmente extravirgem.

Porém, existe uma dica que pode lhe ajudar a dizer se o seu produto é real ou falso.

É o seguinte: o azeite extravirgem solidifica quando está frio.

Para fazer o teste, basta colocar um pouco de azeite dentro de um recipiente de vidro, e mantê-lo dentro do refrigerador por um prazo de 48 horas.

Ao abrir a geladeira verifique se o azeite está turvo ou endureceu.

Qualquer óleo que não solidificar na geladeira, não é puro – é simples assim.

O ponto de fusão (transformação de líquido para sólido) do azeite acontece na temperatura de 13 a 14° C, ou seja, com a redução da temperatura o azeite deverá solidificar, e apresentar-se na forma pastosa.

Se o teu continuar líquido, jogue fora e peça teu dinheiro de volta!

E não compre mais deste fornecedor.


441 novas espécies foram descobertas na Amazônia nos últimos três anos

Para te ajudar, confira imagens de algumas destas espécies incríveis que vivem tão perto de nós:
Allobates amissibilis - Possivelmente altamente ameaçado, este anfíbio encontrado na Guiana é a terceira espécie Allobates encontrada lá
Allobates amissibilis – Possivelmente altamente ameaçado, este anfíbio encontrado na Guiana é a terceira espécie Allobates encontrada lá Por  em 30.10.2013 

De acordo com o World Wildlife Fund (WWF), organização não governamental internacional que atua nas áreas de conservação, investigação e recuperação ambiental, centenas de espécies foram descobertas na Amazônia nos últimos anos.
Para ser exata, a organização compilou uma lista com 441 novas espécies, dentre elas 258 plantas, 84 peixes, 58 anfíbios, 22 répteis, 18 aves e um mamífero, todas encontradas entre 2010 e 2013.
A Amazônia se estende por oito países, incluindo o Brasil, que é o que possui a maior porção da floresta, e é o lar de milhões de espécies – aproximadamente 1 em cada 10 encontradas na Terra. Não dá nem para imaginar, né?
Apistogramma cinilabra - Este animal faz parte da família ciclídea de peixes de água doce, e está potencialmente ameaçado de extinção
Apistogramma cinilabra – Este animal faz parte da família ciclídea de peixes de água doce, e está potencialmente ameaçado de extinção
Callicebus caquetensis - Cerca de 20 espécies de macacos sauá vivem na bacia amazônica. Esta espécie recém-descoberta ronrona como um gato
Callicebus caquetensis – Cerca de 20 espécies de macacos sauá vivem na bacia amazônica. Esta espécie recém-descoberta ronrona como um gato
Cercosaura hypnoides - Cientistas conseguiram coletar filhotes a partir de ovos deste lagarto evasivo, na Colômbia
Cercosaura hypnoides – Cientistas conseguiram coletar filhotes a partir de ovos deste lagarto evasivo, na Colômbia
Chironius challenger - Nas montanhas do norte da Amazônia, a descoberta de serpentes é rara, mas esta foi encontrada em Tepuis, a 1.500 metros de altitude
Chironius challenger – Nas montanhas do norte da Amazônia, a descoberta de serpentes é rara, mas esta foi encontrada em Tepuis, a 1.500 metros de altitude
Dicrossus warzeli - Este peixe foi nomeado em homenagem a um aquarista alemão que foi capaz de observar o comportamento do animal no Brasil e na Colômbia
Dicrossus warzeli – Este peixe foi nomeado em homenagem a um aquarista alemão que foi capaz de observar o comportamento do animal no Brasil e na Colômbia
Gonatodes timidus - Na Guiana, este lagarto, que possui cabeça preta com listras e manchas irregulares, pode evitar de ser visto se movendo entre rochas
Gonatodes timidus – Na Guiana, este lagarto, que possui cabeça preta com listras e manchas irregulares, pode evitar de ser visto se movendo entre rochas
Passiflora longifilamentosa - Essa nova espécie de flor de maracujá, com filamentos que lembram espaguete, foi encontrada no estado do Pará, no Brasil
Passiflora longifilamentosa – Essa nova espécie de flor de maracujá, com filamentos que lembram espaguete, foi encontrada no estado do Pará, no Brasil
Sobralia imavieirae – Essa flor foi descoberta na parte da Amazônia que fica em Roraima, uma das zonas menos povoadas do Brasil
Sobralia imavieirae – Essa flor foi descoberta na parte da Amazônia que fica em Roraima, uma das zonas menos povoadas do Brasil
Potamotrygon tatianae - No Peru, no rio Madre de Dios, uma raia de água doce foi encontrada
Potamotrygon tatianae – No Peru, no rio Madre de Dios, uma raia de água doce foi encontrada
Tometes camunani - Uma espécie herbívora de piranha foi achada na bacia do rio Trombetas, no Brasil
Tometes camunani – Uma espécie herbívora de piranha foi achada na bacia do rio Trombetas, no Brasil
Campylorhamphus gyldenstolpei – Ave encontrada no sudoeste da Amazônia brasileira, a oeste do rio Madeira, e possivelmente também pode ser encontrada no leste do Peru
Campylorhamphus gyldenstolpei – Ave encontrada no sudoeste da Amazônia brasileira, a oeste do rio Madeira, e possivelmente também pode ser encontrada no leste do Peru
Você pode consultar a lista completa das espécies descobertas nos últimos três anosaqui. Ela está dividida por categorias (primeiro plantas, depois peixes, anfíbios, répteis, aves, e por último, o único mamífero) e obedece ordem alfabética. Além dos nomes em latim das espécies, você pode conferir o cientista responsável pela descoberta, e o ano e local em que foi feita. [CNN, TIB]

Uma chama que usa apenas água como combustível

original
Por  em 30.10.2013  

Cientistas inventaram um novo método de baixo custo para criar uma chama de soldagem segura, utilizando a água como único combustível. Batizado de "Safeflame" ("chama segura", em tradução livre), o aparelho divide a água em oxigênio e hidrogênio, recombinando os dois elementos fora da boca do maçarico para criar o fogo. O único subproduto deste processo é a água.
No passado, este método era muito caro para ser adotado em larga escala. O sucesso do Safeflame se deve justamente ao fato de que seus criadores conseguiram torná-lo muito mais barato e também consideravelmente mais seguro do que os
maçaricostradicionais de propano e acetileno.
De acordo com Andrew Ellis, um dos pesquisadores do Safeflame, a equipe de químicos que trabalhou para desenvolver novas formulações conseguiu um aumento no desempenho do eletrolisador. "Também temos feito uma intensa pesquisa sobre catalisadores, tentando reduzir a quantidade de platina e procurando por materiais muito mais baratos que possam ser usados nas células. Esta busca levou à grande redução no custo dos sistemas de eletrólise", conta.
Ellis também comenta que o novo sistema foi desenvolvido para usar apenas uma rede elétrica padrão e água. "A molécula d'água é quebrada e origina os gases hidrogênio e oxigênio, que alimentam um maçarico, onde uma chama é produzida. A chama pode ser utilizada para qualquer aplicação industrial que necessite do uso de um maçarico. Ou seja, você basicamente só precisa usar água para fazer uma chama".
Além disso, o próprio maçarico permanece frio ao toque em todos os momentos, porque, de acordo com Ellis, a chama, enquanto está sendo produzida, queima apenas na parte externa do objeto. "Quando você desliga o fogo ao final da operação, ele se mantém frio. Portanto, depois de acabar de usá-lo, você pode colocá-lo em qualquer lugar que você quiser". [Kinja]

Relação das FARC com o Foro de São Paulo

 


Interrogado pelos jornalistas, Raúl Reyes, líder guerrilheiro colombiano, admitiu em sua recente visita à Venezuela que as FARC formam parte do chamado Foro de São Paulo. Vejamos a que se referia.

Depois da queda do Muro de Berlim em 1989 e da derrubada do comunismo na ex-União Soviética, Fidel Castro decidiu substituir o apoio que recebia do Bloco Oriental pelo de uma transnacional latino-americana.

Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro convocou em 1990, junto com Luis Inácio “Lula” da Silva, todos os grupos guerrilheiros da América Latina a uma reunião na cidade de São Paulo.

Além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, acudiram ao chamado o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua; a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG); a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador; o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México; e várias dezenas mais de grupos guerrilheiros e partidos de esquerda da região que iam se juntando ao longo dos anos, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México.

Alí decidiram formar uma organização que se auto-denominou Foro de São Paulo.Para dirigi-lo centralizadamente, criaram um Estado Maior civil, dirigido por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, o líder sandinista Daniel Ortega, e no qual tem um papel importante o argentino Enrique Gorriarán Merlo.

Gorriarán Merlo foi fundador do Exército Revolucionário do Povo (ERP) e posteriormente do Movimento Todos pela Pátria (MTP). Gorriarán Merlo é o autor do ataque terrorista de janeiro de 1989 ao regimento de infantaria La Tablada, em Buenos Aires, no qual morreram 39 pessoas, e foi quem encabeçou a esquadra que assassinou Anastasio Somoza em Assunção, Paraguai, em setembro de 1980.

Gorriarán Merlo também organizou a maquinaria militar do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), o mesmo que há três anos e meio tomou a residência do embaixador japonês em Lima.
O Foro de São Paulo tem um sistema de comunicação permanente, e até produz uma revista trimestral própria, denominada América Livre.Estabeleceu uma forma sólida e permanente de financiamento, baseada em sequestro, roubo de gado, cobrança de impostos, assaltos a bancos, pirataria, narcotráfico e demais atividades ilegais que rotineiramente praticam os grupos guerrilheiros na América Latina.

Tendo em vista que o marxismo dos anos sessenta já estava caduco e desprestigiado, os diretores do Foro de São Paulo decidiram adotar formalmente diversos disfarces:

um foi o do indigenismo, ou a suposta luta pelos direitos dos indígenas, para encobrir a formação de grupos guerrilheiros (Exército Zapatista de Libertação Nacional), e também a promoção do separatismo, argumentando que os territórios ocupados pelas tribos indígenas são próprios e não do Estado nacional.

Outro foi o do ecologismo radical que, alegando a proteção do meio ambiente, justificou a ação de terroristas que obstaculizaram o avanço do Estado em obras públicas de infraestrutura como rodovias e tensão elétrica.

E finalmente, o de uma versão extremista da chamada Teologia da Libertação (Frei Betto, Leonardo Boff, Paulo Evaristo Arns), com o objetivo de dividir a Igreja Católica e justificar a violência com argumentos supostamente cristãos.

Segundo um informe da AP, datado em Montevidéo, Hugo Chávez se inscreveu no Foro de São Paulo em 30 de maio de 1995. Isto foi confirmado por Pablo Beltrán, líder do ELN, em uma entrevista realizada pela Globovisión em 17 de novembro de 1999.
Há quatro anos o investigador colombiano Jesús E. La Rotta publicou um livro intitulado As Finanças da Subversão Colombiana, no qual revela os resultados de suas investigações sobre as fontes de financiamento das FARC, do ELN e do EPL.

Fazendo uso de numerosos gráficos e tabelas, La Rotta identifica seis formas ou modos gerais por meio dos quais os guerrilheiros colombianos obtêm entrada de dinheiro, a saber:

a extorsão em menor escala, como os impostos, o bilhete e a cobrança de pedágios, de onde obtêm um total de 1.030 milhões de dólares ao ano;

a extorsão em grande escala a empresas nacionais e multinacionais nos diversos setores como o petroleiro, agrícola, pecuário, industrial, comercial e financeiro, de onde arrecadam 5.270 milhões de dólares anuais;

o abigeato ou roubo de gado, de onde recolhem 270 milhões de dólares anualmente; os assaltos, por meio dos quais conseguem 400 milhões de dólares ao ano;

a pirataria, seja terrestre, fluvial, marítima ou aérea, que lhes rende 150 milhões de dólares em depósitos anuais e, finalmente, o narcotráfico, de onde obtêm 1.130 milhões de dólares ao ano.
udo isso soma oito mil duzentos e cinquenta (8.250) milhões de dólares ao ano, cifra muito superior aos orçamentos de todas as Forças Armadas Nacionais de todos os países andinos.

Todavia, La Rotta admite que se tratam de cifras de 1994, e explica que “os grupos subversivos, em particular as FARC e o, entraram em franco processo de substituição dos cartéis da droga desmantelados e que, cumprido tal processo, se fechará o círculo do enriquecimento quando incorporarem em plenitude o produto global do narcotráfico, que pode representar-lhes depósitos de dinheiro superiores”.

Poucos meses depois de haver-se publicado o livro de La Rotta, saiu o livro O Cartel das FARC, elaborado por major colombiano Luis Alberto Villamarín Pulido, o qual alega que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia constituem o terceiro e mais poderoso cartel das drogas.

Embora já existissem provas da vinculação do ELN e das FARC com o narcotráfico, os documentos retidos em 31 de janeiro de 1996 das quadrilhas 14 e 15 das FARC, por tropas da Brigada 12 em Paujil (Caquetá), comprometem ainda mais os guerrilheiros com o tráfico de drogas: aparecem as frequências de VHF e inúmeros telefonemas dos capos do Cartel de Cali, assim como atas de reuniões entre as FARC e os narco-traficantes.

O livro está cheio de afirmações impressionantes, como esta:

“A infraestrutura do cartel das FARC tem todos os elementos de organização e controle próprios dos bandos de mafiosos que inundam o mundo civilizado com o tráfico ilícito de cocaína, com o agravante de que ameaçam camponeses, envolvendo-os com as milícias bolivarianas e o partido comunista clandestino.

A ação dos delinquentes do cartel das FARC ultrapassa as fronteiras nacionais”.

por Alejandro Peña Esclusa em 16 de outubro de 2002Fuerza Solidaria - Venezuela

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