SAIBA COMO FICARÃO OS IMPOSTOS SOBRE HERANÇAS E IMÓVEIS A PARTIR DE JANEIRO.

 




Atualmente, muitas famílias brasileiras operam sob uma perigosa sensação de segurança, acreditando que o custo da sucessão patrimonial é uma variável estática. 


No entanto, o cenário fiscal está em plena metamorfose estrutural, impulsionado pelo PLP 108/2024. 


Já aprovado pelo Senado e aguardando os trâmites finais para sanção, este projeto redesenha o ITCMD e decreta o fim das alíquotas fixas. 


E para quem planejou o futuro com base em números de hoje, o alerta é direto: a inércia exigirá uma recalibragem imediata do seu fluxo de caixa sucessório.


A mudança mais contundente desse novo paradigma é a obrigatoriedade da progressividade. 


Estados que historicamente aplicam taxas fixas de 4%, como São Paulo e Minas Gerais, serão obrigados a adotar uma escada de faixas que atinge os 8%.


É um choque de liquidez anunciado que pode triplicar o imposto devido — e o cenário tende a piorar, visto que já tramita no Senado o PRS 57/2019, que visa dobrar o teto máximo para proibitivos 16%. 


O que hoje parece caro, em um futuro breve, poderá tornar a sucessão inviável para muitos.


Contudo, o aumento da porcentagem é apenas uma face do problema. 


O cerco se fecha de forma definitiva com a aposentadoria do “valor venal” ou escriturado; a nova regra estabelece que a base de cálculo será o valor real de mercado.


Através do cruzamento massivo de dados do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), o Fisco ignorará balanços contábeis em favor da realidade dos ativos. 


Essa nova lupa tributária alcançará, pela primeira vez, até mesmo o que é intangível: o goodwill.


Marca, reputação e carteira de clientes passam a ser tributáveis, o que pode elevar o valor de participações societárias em até cinco vezes.


Diante desta realidade implacável, os antigos “refúgios” também estão sendo desarmados. 


Uma decisão recente do STF alterou o entendimento sobre a doação com reserva de usufruto, exigindo o imposto integral no ato da doação e eliminando qualquer desconto tributário prévio.


O tempo, portanto, tornou-se o ativo mais escasso. 


Entre multas de atraso que chegam a 20% e juros Selic, o custo total da sucessão pode dobrar para a classe média alta e triplicar para as grandes fortunas nos próximos dois anos.


O ITCMD de 2026 será digital, progressivo e baseado na realidade de mercado, eliminando qualquer margem para o amadorismo. 


A proatividade técnica é a única defesa contra a erosão patrimonial que se avizinha.


É por isso que, em abril, realizaremos o Missão Global, no Hotel Arya, em Miami, onde discutiremos a portas fechadas como as famílias mais sofisticadas estão reagindo a este novo paradigma e redesenhando suas estratégias antes que a janela de oportunidade se feche.


Afinal, a pergunta que resta é: o seu planejamento foi desenhado para as regras que estão morrendo ou para a realidade que começa agora?


Faça parte da turma e esteja frente a frente comigo, aprendendo a conquistar autonomia para não ser refém do Estado:


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