
Stephen Hawking: o perigo da inteligência artificial e o fim dos humanos como espécie dominante no planeta
O famoso físico Stephen Hawking afirmou mais uma vez seu receio
de que seja apenas uma questão de tempo até que a humanidade precise fugir da
Terra em busca de um novo lar.
Em uma entrevista
recente concedida ao portal Wired, Haking ponderou que a sobrevivência da
humanidade dependerá da nossa capacidade de se tornar uma espécie
multiplanetária.
Por quê?
Por conta da população crescente e ameaça iminente que o
desenvolvimento da inteligência artificial (IA) representa. “O gênio está fora
da garrafa”, Hawking disse à Wired.
Desgraça com mais desgraça
Essa não é a primeira vez que o físico faz previsões sombrias
sobre o destino da Terra, ou adverte que a IA pode tornar-se tão perigosa a
ponto de substituir a humanidade.
Em entrevista realizada em março com o The Times, o cientista
afirmou ainda que um apocalipse IA estava para acontecer, e que a criação de
“alguma forma de governo mundial” seria necessária para controlar a tecnologia.
Também já advertiu sobre o impacto que a IA teria em empregos de
classe média e até pediu uma proibição definitiva sobre o desenvolvimento de
agentes de IA para uso militar.
Hawking
está exagerando?
Talvez não.
É possível argumentar, com bastante razão, que máquinas
inteligentes já estão acabando com muitos empregos. Não estamos falando apenas
de funções automatizadas na grande indústria – robôs já estão realizando
tarefas especializadas até mesmo em hospitais, e
costurando roupas mais rápido que humanos. Um estudo,
inclusive, estimou que 47% dos empregos vão desaparecer nos próximos 20 anos.
Além disso, vários países – incluindo os EUA e a Rússia,
envolvidos agora em uma tensão política – estão pesquisando armas IA para uso
militar.
Por fim, e mais assustadoramente ainda, uma IA bastante avançada
– mas que já chegou a concordar automaticamente com a noção de destruir a
humanidade – se tornou o primeiro robô a ganhar cidadania.
Medo
justificado
O desenvolvimento da IA é um tópico que já foi debatido por
outros especialistas além de Hawking, como Elon Musk, CEO da SpaceX e Tesla, e
Bill Gates, cofundador da Microsoft.
Tanto Musk quanto Gates concordam com o físico no potencial da
IA de extinguir a humanidade.
Ainda que existam pesquisadores que não acreditem em um cenário
apocalíptico, inclusive argumentando que tais preocupações são desgastantes e
distorcem a percepção pública da IA, Hawking defende que os receios são válidos.
“Se as pessoas projetam vírus de computador, alguém irá projetar
uma IA capaz de evoluir e se replicar”, disse ao Wired. “Esta será uma nova
forma de vida que superará os humanos”.
Certamente, uma IA inteligente o suficiente para pensar melhor e
mais rápido do que os humanos seria capaz de ameaçar nossa espécie – o que
chamamos de singularidade tecnológica.
Preparação
Uma vez que diversos cientistas estão trabalhando com
inteligência artificial em todo o planeta, é inevitável supor que, mais cedo ou
mais tarde, uma tragédia pode acontecer.
O palpite de Hawking é que, em algum momento dentro do prazo de 1.000 anos, a
humanidade vai precisar sair da Terra de qualquer forma.
O físico pode estar errado, no entanto. Não sabemos exatamente
como (e se) tal singularidade tecnológica será, e, em vez de causar a
destruição da humanidade, ela poderia inaugurar uma nova era de colaboração
entre seres vivos e máquinas.
Em ambos os casos, contudo, o potencial da IA para ser usada
tanto para o bem quanto para o mal exige que tomemos as precauções necessárias.
[ScienceAlert]
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