A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Miragem, que mira a cúpula do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Ao todo, mais de 50 policiais federais saíram às
ruas para cumprir nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça
Federal em São Paulo.
Além de autorizar as buscas, a Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário
e fiscal dos investigados e autorizou o bloqueio de bens e valores de até R$
670,3 milhões.
A ação ocorre após uma investigação baseada em relatórios produzidos pelo Banco
Central, que identificaram indícios de uma série de irregularidades na condução
da instituição financeira.
Segundo a PF, há suspeitas de que administradores da instituição tenham criado
mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a
real, por meio da alteração de informações contábeis e da geração artificial de
receitas.
A prática teria permitido inflar o valor de ativos e esconder problemas que
poderiam comprometer a saúde financeira da instituição.
As movimentações sob
suspeita envolvem cifras de centenas de milhões de reais.
A Polícia Federal também apura se recursos do banco foram direcionados, de
forma irregular, para beneficiar a empresa que controla a instituição
financeira.
Outro foco das investigações é a suspeita de manipulação de dados
enviados aos sistemas oficiais utilizados pelo Banco Central para fiscalizar o
mercado.
Os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro
Nacional, entre eles gestão fraudulenta, prestação de informações falsas em
demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito proibidas pela
legislação.
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