RGS ATALANTA, UM RARO DESPORTIVO BRITÂNICO COM CORAÇÃO JAGUAR.

 

Os anos 50 foram uma década onde os automóveis se desenvolveram muito rapidamente, resultado do conhecimento adquirido durante a Segunda Guerra Mundial. 

Uma das pessoas que aplicou aquilo que aprendeu na Segunda Guerra Mundial foi o Major Richard G. Shattock, um antigo condutor de tanques de guerra e grande entusiasta dos desportos motorizados, que adquiriu os direitos da falida Atalanta Motor Company.

A Atalanta Motor Company foi fundada em 1937 por Alfred Gough, que tinha bastante conhecimento no desenvolvimento de motores, pois foi ele que desenhou um motor para a Frazer Nash com árvore de cames à cabeça e três válvulas por cilindro. 

Juntou-se a Peter Crosby, desenhador na Frazer Nash, para desenvolver o seu automóvel. 

O apoio financeiro para o arranque do projecto veio de Peter Whitehead, que viria a vencer as 24h de Le Mans e de Neil Watson, que faria fortuna através da Burma Oils.

O primeiro automóvel, designado apenas Atalante, seria apresentado ainda em 1937, com suspensão independente nas quatro rodas, amortecedores ajustáveis na frente e traseira, travões hidráulicos também nas quatro rodas e um comando de caixa de acionamento eléctrico, era dos automóveis mais avançados entre os seus rivais britânicos. 

O motor era um quatro cilindros de 2 litros de cilindrada, com uma cabeça com três válvulas e duas velas por cilindro, desenvolvendo 98cv.

Infelizmente, e apesar dos seus automóveis bastante avançados, a empresa não iria sobreviver e, seria então adquirida por Shattock, após a Segunda Guerra Mundial, que adicionou as suas iniciais ao nome, nascendo assim o RGS Atalanta.


Desenvolveu o seu próprio chassis tubular construído em aço, com suspensão independente. 


A escolha do motor para este exemplar, recaiu sobre o fantástico motor XK da Jaguar, que equipava o XK120, um motor de seis cilindros em linha, que já tinha demonstrado bastante sucesso, tanto nas pistas como na estrada, ou não fosse o XK120 o automóvel mais rápido da época. 


Com duas árvores de cames à cabeça, 3,4 litros de cilindrada e três carburados SU, o motor desenvolve 160cv às 5000 rotações por minuto, enviados para as rodas traseiras através de uma caixa manual de quatro velocidades. 


A carroçaria foi construída em alumínio por John Griffiths.


Este foi o terceiro RGS Atalanta produzido, sabendo-se muito pouco da sua história. 


Foi matriculado em 1955 e equipado com pára-brisas, tecto de lona e janelas laterais, tudo para ser mais utilizável em estrada, mas também sabe-se que fez algumas provas de competição, anteriormente. 


Tem ainda equipados travões de tambor de alumínio da Alfin, diferencial traseiro em alumínio e uma cabeça do motor modificada com válvulas maiores.


Os automóveis eram vendidos completos, ou poderiam ser adquiridos em kits, para serem montados em casa dos proprietários. Pensa-se que somente 11 automóveis terão sido produzidos completos.

 https://www.jornaldosclassicos.com/2026/05/31/rgs-atalanta-um-raro-desportivo-britanico-com-coracao-jaguar/


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