
Caixa permite congelar pagamento de prestação de imóvel financiado por
até um ano
Quem está adimplente com o contrato,
mas está com dificuldade para quitar as prestações mensais da casa própria
financiada pela Caixa Econômica Federal, pode conseguir congelar as parcelas
por até um ano.
De acordo com a instituição financeira, “Se o contrato não
estiver em atraso, e o comprador tiver pago no mínimo 24 prestações desde a
concessão ou a última negociação, é possível pausar até 12 prestações mensais”.
O valor da dívida, entretanto, não pode ser superior a 80% do valor do imóvel e
o valor dessa pausa será somado às prestações que sobraram do contrato, sem
mudança do prazo de financiamento.
A regra, porém, não consta em
contrato e, por isso, é desconhecida da maioria dos clientes. Segundo a Caixa,
a regra existe desde junho de 2015.
Além disso, quem está passando por
dificuldades financeiras pode usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) para amortizar o saldo devedor e, assim, diminuir o valor das prestações
de forma que o mutuário consiga continuar a fazer os pagamentos.
Quando parte
do valor do financiamento é abatido, é possível manter o prazo para pagamento
da dívida. Nesse caso, as prestações ficam menores.
O problema é que existe um intervalo
entre cada utilização do FTGS, equivalente a dois anos, que precisa ser
respeitado.
Caso o comprador já tenham utilizado o FGTS na compra do imóvel,
poderá utilizar os recursos novamente apenas após esse prazo, e assim
sucessivamente.
Mas também é possível utilizar o FGTS
para pagar parte das prestações de um financiamento.
O limite de pagamento de
prestações com recursos do FGTS é de até 12 parcelas, entre elas três já
vencidas, no máximo.
Contudo, o saldo do FGTS pode ser utilizado para pagar até
80% do valor total dessas prestações mais os juros e multas referentes às
parcelas vencidas.
Ou seja, ainda será preciso arcar com os 20% restantes do
valor.
Mesmo assim, é uma ótima ajuda para
quem está com o orçamento limitado.
O saldo do FGTS pode ser utilizado
novamente dessa forma logo após o encerramento de cada operação.
De acordo com a Caixa, o mutuário que
estiver em dificuldade para pagar as prestações pode procurar o banco para
renegociar.
Hoje, o cliente pode solicitar a ampliação do prazo para pagamento,
reduzindo assim o valor da prestação, proporcionalmente ao prazo restante, ou
alterar a data de vencimento do contrato, para evitar o descasamento entre a
data do salário e o do vencimento da prestação.
A Caixa, contudo, não divulga o total
de contratos em renegociação, “por se tratar de uma estratégia de negócio”.
Crise aumenta retomada de
imóveis por falta de pagamento
A crise econômica e o aumento do
desemprego no país tem levado muitas pessoas a deixarem de pagar as prestações
da tão sonhada casa própria.
De acordo com levantamento da Caixa Econômica
Federal, o banco que detém a maior fatia de financiamento imobiliário do país,
mostra um recorde de imóveis que foram retomados dos compradores por falta de
pagamento.
No ano passado foram 28.291 imóveis leiloados, ao passo que, em
2016, foram leiloados 17.934, um aumento de 57,7%.
Neste ano, a Caixa já tem 47 mil
unidades retomadas em estoque para serem vendidos.
Apenas em 2018, já foram
leiloados quase seis mil imóveis, de acordo com a instituição financeira.
Porém, se por um lado a crise
financeira tem tirado de muitos o sonho da casa própria, de outro dá a
oportunidade de fechar um excelente negócio.
De acordo com especialistas,
imóveis arrematados em leilão custam até 50% menos em relação ao preço de
avaliação inicial, oportunidade para quem tem se preparado para conseguir o
primeiro imóvel.
— Os imóveis que vão a leilão são uma
excelente oportunidade para quem quer comprar a casa própria, pois são muitos
mais baratos do que os preços praticados no mercado.
Contudo, é preciso
destacar, os leilões costumam exigir o pagamento à vista, logo, é preciso se
programar e ter uma poupança já feita e ter em vista o tipo de imóvel que
deseja comprar — explica Lízia Jacintho, presidente da Associação de Mutuários
do Rio (AmuRio).
Apesar de atrativo por causa dos
preços mais baixos dos imóveis, é preciso ficar atento para não ter dor de
cabeça na hora da compra.
A presidente da AmuRio destaca a importância de o
comprador saber todos os trâmites do leilão e, especialmente, ir atrás do
histórico do imóvel.
— Conhecer o histórico do imóvel, os
gastos envolvidos na aquisição e a quantia máxima disponível a ser desembolsada
são fundamentais.
Se o comprador não conhecer exatamente como funciona o
leilão, o sonho da casa própria pode ter que ser colocado de lado — diz Lízia.
Saiba mais
LEILÕES JUDICIAIS
CÍVEL: O imóvel vai a leilão, por exemplo, por dívidas de IPTU e
taxa de condomínio
TRABALHISTA: O patrimônio vai a leilão para pagamento de dívidas e
direitos trabalhistas. A Justiça determina o leilão de bens da empresa e depois
pode determinar leilão de bens dos sócios.
** Atualmente os leilões são muito
divulgados, principalmente porque são realizados por leiloeiros, que tem
interesse na ampla publicidade. Podem ser consultados jornais de grande
circulação, nos sites dos leiloeiros ou sites dos tribunais, no caso da Justiça
do Trabalho. Além disso, alguns escritórios de advogados especializados na área
também anunciam os imóveis, data e locais dos leilões em seus sites.
EXTRAJUDICIAL
Os leilões ocorrem a partir do não
cumprimento de um contrato de alienação fiduciária, ou seja, falta de pagamento
de financiamentos a bancos ou construtoras. Se o mutuário atrasa o pagamento
por mais de 90 dias, o agente financeiro pode retomar o imóvel.
CUIDADOS
Antes do leilão
- Leia o edital do imóvel
cuidadosamente. Verifique as pendências judiciais e dívidas do proprietário. No
caso dos leilões extrajudiciais, o arrematante terá que assumir os débitos de
condomínio ou IPTU.
- Conheça o histórico do imóvel, os
gastos envolvidos na aquisição e a quantia máxima disponível a ser desembolsada
são fundamentais. Interessado deve obter em cartório as certidões envolvendo o
dono do imóvel.
- Avalie o custo final do negócio,
acrescentando ao valor do arremate, os impostos, como ITBI (Imposto sobre
Transmissão de Bens Imóveis), as certidões e as custas do cartório.
- Conheça possíveis dívidas. Levante
principalmente negativas de IPTU, luz, água e condomínio. Essas contas poderão
ser vinculadas à matrícula e migram para o comprador
- Faça uma pesquisa prévia sobre o
valor de mercado do imóvel antes de dar um lance ou participar do imóvel.
- Converse com o leiloeiro antes de
se candidatar. Ele poderá dizer se o processo possui idoneidade ou se há possibilidade
de contestação após o arremate do imóvel.
Durante o pregão
- Os leilões são licitações, nas
quais se sai vencedor aquele que oferecer o melhor preço ou a melhor oferta.
São feitos em duas oportunidades: na primeira não se pode aceitar valor
inferior ao da avaliação, que deve constar no edital.
- Os imóveis são leiloados no estado
em que se encontram. Como não é possível visitar o local antes do leilão, é bom
ter em mente que poderá ser necessário arcar com os custos de uma reforma.
►Fonte-https://extra.globo.com/noticias/economia/caixa-permite-congelar-pagamento-de-prestacao-de-imovel-financiado-por-ate-um-ano-22947043.html
►Fonte-https://extra.globo.com/noticias/economia/caixa-permite-congelar-pagamento-de-prestacao-de-imovel-financiado-por-ate-um-ano-22947043.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário