Publicado em 13 de out de 2017
O procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato, #Deltan Dallagnol, decidiu criticar duramente a posição do Supremo Tribunal Federal (#STF) sobre a votação desta quarta-feira (11).
A Corte decidiu por seis votos a cinco, que qualquer medida contra os parlamentares deverá ser analisada e confirmada pelo Congresso antes de ser aceita.
Resumindo: a última palavra ficou nas mãos dos parlamentares e o Supremo deixou de ser Supremo.
Deltan não gostou dessa postura e viu um grande benefício para os parlamentares corruptos, que mesmo praticando crimes, estarão sob "suprema proteção".
Conforme publicações no Facebook do procurador, os parlamentares já tem o foro privilegiado como um benefício que os transformam em "especiais" frente à sociedade, eles são imunes às prisões e agora possuem o poder de decidir, entre eles, se as decisões da Corte não irão prejudicá-los.
Foi decepcionante para a sociedade a "postura trágica" da Corte.
A decisão também colabora com vereadores e deputados estaduais.
De acordo com Dallagnol, vale ressaltar a luta de alguns ministros que tentaram evitar ao máximo esse tipo de acontecimento triste para a sociedade. Entre os elogiados do procurador estão: Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.
Deltan não mencionou o nome da presidente da Corte, Cármen Lúcia, em suas críticas, mas a "carapuça" também serviu para ela.
A ministra foi o voto de minerva e em nome de uma harmonia entre os Poderes, ela preferiu abandonar o clamor do povo. A decisão do STF, abriu espaço para que o Senado revogue o afastamento do senador Aécio Neves.
Na terça-feira (17), será discutido o destino de Aécio, no Senado.
Ela foi o voto de desempate para não criar atrito entre os Poderes. Os ministros que votaram contra o aval do Legislativo foram: Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello.
Os que votaram para que o Legislativo tenha a ultima palavra sobre as punições contra os parlamentares foram os ministros: Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello.
Cármen Lúcia quis mostrar que estava ali apenas para conter a crise entre os Poderes.
A postura dela foi bem mais política do que técnica e teve o objetivo de colocar "panos quentes" na crise do Supremo com o Senado, conforme relatos da revista IstoÉ.
Foram 12 horas de votação e a parte mais polêmica foi o voto da ministram que surpreendeu muita gente.
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