O O ministro Marco
Aurélio Mello, do STF, concedeu habeas corpus ao traficante Antônio Márcio
Renes Araújo, preso em 2015 na Operação Cardume.
Na primeira instância, ele foi
condenado a 197 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, associação
para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A liminar teve seu efeito estendido a
outros 11 integrantes da quadrilha condenados: Lindoberto Silva de Castro,
Roberto Oliveira de Sousa, Edson Bruno Gonçalves Valentim Nogueira, Paulo Diego
da Silva Araújo, Cícero de Brito, José Ivan Carmo de Brito, Leandro Monteiro
Barros, George Gustavo da Silva, Marlene Alves da Silva e Adriano Rodrigues dos
Santos. Parte do grupo é investigada também por subornar policiais e
desembargadores do TJCE.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar
Mendes mandou soltar hoje (18) mais quatro investigados que foram presos na
Operação Rizoma, da Polícia Federal (PF), deflagrada no mês passado, no Rio de
Janeiro.
Pela decisão do ministro, todos estão proibidos de deixar o país sem
autorização da Justiça, de manter contatos com outros investigados, e devem
entregar o passaporte em 48 horas.
Com a decisão, serão libertados os investigados
Ricardo Siqueira Rodrigues, Carlos Alberto Valadares Pereira, Adeilson Ribeiro
Telles e Marcelo Borges Sereno.
Todos são acusados de participação em desvios
nos fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros, do Serviço Federal de
Processamento de Dados (Serpro).
A prisão dos envolvidos foi determinada pelo
juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro.
Segundo as
investigações, valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para
empresas no exterior, gerenciadas por um operador financeiro.
As remessas,
apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de
prestação de serviços inexistentes.
Ainda segundo a PF, depois de receber os
recursos desviados, o operador financeiro pulverizava o dinheiro em contas de
doleiros também no exterior, e eles disponibilizavam os valores em espécie no
Brasil para suposto pagamento de propina.
Na terça-feira (15), Mendes também
mandou soltar o empresário Milton Lyra, outro investigado na operação.
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