🔴 BRASÍLIA 'PEGA FOGO': DEPUTADOS OFENDEM BRASILEIROS, PROTESTOS EM TODO PAÍS. VEJA


Deputado xinga colega de "doente mental" em reunião do Escola Sem Partido. 

Uma discussão ríspida, com trocas de ofensas, marcou nesta terça-feira (5) nova reunião da comissão que discute o projeto de lei 7180/14, conhecido como Escola sem Partido, na Câmara dos Deputados. 

O embate mais duro aconteceu entre os deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Pastor Eurico (Patri-PE), respectivamente contrário e favorável ao projeto, durante votação de um requerimento da deputada federal Érika Kokay (PT-DF) --uma das principais opositoras do projeto –que inverteria a pauta e, com isso, obstruiria a votação. 

O requerimento acabou rejeitado por maioria, mas a sessão foi suspensa às 16h12, após mais de três horas de debate, pelo presidente da comissão, Marcos Rogério (DEM-RO), com o começo da ordem do dia na Casa. 

O bate-boca começou depois de Valente criticar declaração de Eurico, na reunião da comissão nessa terça-feira (4), com elogios à ditadura militar brasileira (1964-1985). 

Na ocasião, o parlamentar do Patriotas classificou o período como “salvaguarda do Brasil” e defendeu que o projeto evitará que os alunos se tornem "soldados do mundo esquerdopata". 

“Vossa excelência foi do Partido Socialista Brasileiro [PSB] -- do partido do Miguel Arraes, que foi arrastado pelas ruas do Recife na ditadura. 

Vossa excelência é um esquerdopata. E diga que ‘não teve ditadura’ e que o Arraes não foi arrastado pelas ruas do Recife”, se irritou Valente, que foi preso político. 

Eurico ganhou direito de resposta concedido por Rogério, rebateu a “fala do doente deputado” e disse ficar “admirado com a insanidade da pessoa que me citou”, em referência ao colega do PSOL. 

“Na verdade, ele é uma pessoa que tem uma doença mental chamada comunismo e suas adjacências”, afirmou o pastor. Cada deputado custa mais de R$ 2 milhões por ano Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. 

Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos. Esses são os principais benefícios a que um deputado federal brasileiro tem direito. 

Entre salários e outras benesses atreladas ao mandato, cada um deles custa ao contribuinte R$ 2,14 milhões por ano, ou R$ 179 mil por mês. 

Somadas as despesas com todos os 513 integrantes da Câmara, as despesas chegam a R$ 91,8 milhões todo mês. Ou R$ 1,1 bilhão por ano.

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