
O presidente prosseguiu e disse que Maia, classificado como o "dono da pauta" por ele, "está conduzindo o Brasil para o caos" com a intenção de "esculhambar a economia para que eles possam voltar em 2022".
O presidente da República, Jair Bolsonaro,
fez na noite desta quinta-feira, 16, uma série de ataques ao presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e sugeriu que intenção do parlamentar é tirá-lo
do governo. Em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro utilizou como pretexto para
as críticas o projeto de socorro a estados e municípios aprovado na Câmara para
compensar perdas de receitas com impostos durante a pandemia do novo
coronavírus. Segundo o presidente, a proposta pode quebrar o País.
"Não pode apenas o parlamento mandar a
conta para a gente pagar. Da forma como está proposta, a conta vai ficar na
casa de R$ 1 trilhão, um número enorme, excessivo. O Brasil vai quebrar, já
temos uma dívida interna na casa dos R$ 4 trilhões, vamos passar para R$ 5
trilhões. Nossa dívida vai crescer de forma que vai ficar impagável, vamos
entrar em insolvência", afirmou o presidente, que comparou a situação
imaginada à Venezuela.
Bolsonaro disse que a economia projetada com a
reforma da Previdência foi engolida pela atual crise com a proposta da Câmara,
que ainda deve passar pelo Senado. E ampliou os ataques. "Eu lamento a
posição do Rodrigo Maia, resolveu ele assumir o papel do Executivo. O senhor
Rodrigo Maia resolveu não conversar com mais ninguém. Qual o objetivo do senhor
Rodrigo Maia, resolver o problema ou atacar o presidente da República?",
questionou. "O sentimento que eu tenho é que ele não quer amenizar os problemas,
ele quer atacar o governo federal, enfiando a faca, no sentido figurativo. Se
isso acontecer, vão matar a galinha dos ovos de ouro, parece que a intenção é
me tirar do governo."
O presidente prosseguiu e disse que Maia,
classificado como o "dono da pauta" por ele, "está conduzindo o
Brasil para o caos" com a intenção de "esculhambar a economia para
que eles possam voltar em 2022".
Segundo Bolsonaro, nas negociações desse projeto
e na proposta de redução dos salários de funcionários públicos - cuja defesa do
governo é de congelamento por dois anos -, Maia queria impor uma contribuição
extra de 25% dos servidores. "O Paulo Guedes propôs não ter reajuste até
31 de dezembro do ano que vem, proposta menos agressiva que a do Rodrigo
Maia", afirmou na entrevista à emissora
Bolsonaro completou que deputados pegaram o
"Plano Mansueto" de socorro aos estados e municípios "e
resolveram simplesmente aprovar a parte que interessava a eles". E
completou: "o Brasil não merece o que o Rodrigo Maia tem feito com o
Brasil, não merece sua atuação. Quando você fala em diálogo, a gente sabe que
tipo de diálogo o senhor está falando. Dessa forma, está aprofundando a
crise".

Nenhum comentário:
Postar um comentário