NEW YORK TIMES ALERTA PARA 'AMEAÇA' DE AÇÃO MILITAR NO BRASIL EM MEIO Á PANDEMIA.

 (Foto: Sérgio Lima/AFP)
New York Times diz que "ameaças de golpe abalam o Brasil" | A Gazeta
Uma reportagem publicada no jornal The New York Times nesta quarta-feira (10), trouxe um balanço sobre os fatores que estariam colaborando para uma desestabilização do Brasil nas últimas semanas. De acordo com a publicação, que foi destaque na capa do veículo norte-americano, além do alto número de mortes em decorrência da pandemia de Covid-19, foram apontadas fuga de investimentos do país e investigações que envolvem o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos.
Outro ponto citado pela reportagem seria uma ameaça de "ação militar", que traria riscos para a democracia brasileira. "A crise se tornou tão intensa que algumas das mais poderosas figuras militares no Brasil estão alertando para a instabilidade - causando estremecimento (com a ideia) de que eles poderiam tomar e desmantelar a maior democracia da América Latina", diz um trecho da publicação.
A reportagem continua a destrinchar o assunto e afirma que "o círculo interno do presidente Jair Bolsonaro parece estar clamando para que os militares entrem na briga. De fato, um dos filhos do presidente, um congressista que já elogiou a antiga ditadura militar do país, disse que uma ruptura institucional semelhante era inevitável". O trecho faz menção ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que recentemente declarou ser inevitável uma "ruptura institucional" no país.
O jornal ressaltou ainda o alto número de militares ocupando cargos no governo e relembrou a declaração do do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que disse que uma possível apreensão do celular de Bolsonaro traria "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional".
Segundo análise feita pelo jornal, o grupo pró-Bolsonaro pede não por um golpe militar como os realizados na América Latina, derrubando um líder civil para instalar um deles, mas por uma manobra como a feita pelo líder de direita Alberto Fujimori no Peru em 1992, quando o presidente usou as forças armadas peruanas para dissolver o Congresso, reorganizar o Judiciário e promover uma caça aos oponentes políticos.
Com informações do portal Uol.
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 Foto: Sérgio Lima/AFP

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