Por Eduarda
Andrade 18 de março de 2020
A
partir das próximas semanas, os aposentados e pensionistas do INSS que
desejarem solicitar um empréstimo consignado terão maior facilidade.
Na
tentativa de conter a atual crise econômica, o governo federal alterou as
regras de solicitação do serviço, tornando-o mais rendável para os
interessados.
Além de aumentar o prazo de pagamento, a medida altera também o
valor do empréstimo.
Agora, quem solicitar o crédito terá até sete anos para poder
quitar a dívida.
As mudanças não param por aí, no que diz respeito as taxas de
juros elas também se tornarão mais atrativas, deixando de ser de 2,08% para
1,80% ao mês.
Quem optar pela operação por meio do cartão de crédito, terá uma
cobrança de 2,70% e não mais de 3%.
O pagamento máximo deixou de ser de 72 meses (atualmente em
vigor) e passará a ser de 84 meses.
Com isso, a Federação Brasileira de Bancos
(Febraban) afirma que o mercado deverá ser impulsionado, fazendo com que os
bancos injetem cerca de R$ 25 bilhões na economia nacional durante os
próximos meses.
Aumento da margem do INSS na solicitação
Quanto ao valor máximo que poderá ser descontado das pensões e
salários pagos pelo INSS, o projeto prevê um aumento, fazendo com que o pagamento
torne-se maior.
Atualmente, quem solicita o consignado precisa pedir um valor
equivalente a até 35% de sua renda, sendo 30% para o crédito normal e 5% a mais
via cartão.
A ideia é que essa margem cresça, fazendo com que o limite dos
empréstimos torne-se maior. A proposta ainda será enviada para a validação do
Congresso e deve ser votada nos próximos dias.
“Nossa proposta,
via projeto de lei, é ampliar essa margem. Poderá comprometer um pouco mais do
seu salário. Acho que o consignado tem uma taxa muito pequena. Vai permitir que
ele não se endivide com outros juros maiores.
Vai poder pegar empréstimos com
juro mais baixos”, afirmou o secretário
especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco.
Efeitos da crise
Ao ser questionado sobre o motivo das decisões, ele alegou que
trata-se de uma medida de contenção que tem como finalidade estimular o poder
de compra e venda dos cidadãos durante esse período de crise motivado pelo
coronavírus.
“Há uma necessidade de se apresentar medidas para as pessoas
que mais precisam [os idosos], reduzindo a taxa de juros para o mais pobre e
aumentando o prazo [de pagamentos]”, declarou.
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