◘ TEMOS UM “TERCEIRO OLHO”? OS ENIGMAS DA GLÂNDULA PINEAL.


11 de abril de 2021

Por mais de 2.000 anos, a glândula pituitária (hipófise) foi reconhecida como a sede da alma e uma janela para outras dimensões. Ela foi posta de lado com o passar do tempo, e agora a ciência novamente se concentra nas funções ocultas do “olho vestigial” ou “terceiro olho”.

A possibilidade de um órgão visual ter a habilidade de ser sensível à partículas menores do que as moléculas convencionais é, pelo menos por enquanto, completamente improvável vista por uma perspectiva científica. 

No entanto, a glândula pineal, um minúsculo tesouro em forma de glândula alojado dentro do crânio, logo acima da região óssea conhecido como “fossa pineal”, não só é capaz de perceber estados de luz externos, mas sua estrutura molecular anteromedial se assemelha muito a um olho comum primitivo.

É claro que, enquanto para os círculos esotéricos esse “olho” representa muito mais do que um órgão vestigial, os cientistas ainda não terminaram de catalogar as funções desse complexo fotorreceptor que eles chamam de “retina-pineal”.

Embora hoje a pineal seja reconhecida como uma glândula destinada exclusivamente à secreção endógena, a verdade é que, no homem, uma importante capacidade fotossensorial ainda pode ser percebida nela, cientificamente reconhecida como vital para o desempenho de um ciclo circadiano (ou “relógio biológico”) normal.

Um fato surpreendente é que, se ambos os globos oculares fossem removidos e o trajeto anatômico da área frontal até a glândula mencionada fosse liberado sob condições de luz, esse órgão ainda poderia responder ao estímulo de maneira semelhante aos olhos físicos.

Esse fato leva muitos cientistas a pensarem que a glândula pineal é muito mais do que um olho atrofiado, e que alguns fenômenos enigmáticos ao redor do cérebro (como a formação de imagens ou a interação do cérebro com espaços físicos compostos por partículas hipotéticas menores que o conhecido) poderia ter como corresponsável este pequeno centro neuronal, alojado em um diminuto espaço cônico de apenas 5 mm de diâmetro.

Segundo o médico Sérgio Felipe de Oliveira, mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade San Pablo e diretor da Clínica da Mente Pineal, o aumento da atividade pineal está intimamente relacionado às atividades psíquicas, como visões ou meditação. Segundo Oliveira, a glândula pineal atuaria como um receptor de pequenas ondas, em que pequenas calcificações do órgão conhecido como “acérvulos” teriam um papel especial.

Além disso, entre as múltiplas funções endógenas da pineal (controle dos centros hipotalâmicos, ritmos biológicos, efeito desintoxicante dos radicais livres e proteção das drogas anticâncer) está a liberação de DMT, conhecida no jargão científico como “molécula espiritual”.

A liberação desta molécula é incrementada pela glândula durante a fase de sonho, estados meditativos e a iminência da morte. Os estudiosos do mundo paranormal entendem esses três estados como momentos em que um tipo de interação entre o cérebro e outros planos dimensionais adjacentes é intensificado.

Essa perspectiva é frequentemente questionada pelos céticos, que consideram os fenômenos relacionados a esses três estados como efeitos físico-químicos limitados ao órgão cerebral. Porém, no momento não existem hipóteses válidas que justifiquem a liberação do DMT e a consequente formação de imagens na pineal, em relação aos estágios próximos à morte.

Esquema do funcionamento da glândula pineal segundo Descartes no Tratado sobre o Homem (figura publicada na edição de 1664). 

Conforme reconhecido por Rick Strassman, famoso protagonista em estudos exaustivos dos efeitos do DMT em humanos, a glândula pineal não seria nada mais do que o sexto ‘chakra’ ou ‘ajna’ de que fala a tradição védica, a janela de ‘Brahma’ que é nomeado no hinduísmo, o ‘Tianmu’ (olho celestial) de que falam os antigos chineses, o palácio Niwan conhecido pelos taoístas ou a “sede da alma” referida por René Descartes (1596-1650).

Em ambos os casos, a ciência e os fatos parecem ter encontrado um possível ponto de contato em um espaço milimétrico, perdido bem no meio do cérebro.

Artigo publicado originalmente na revista 2013 e além

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