SENADORES PROTESTAM CONTRA EXCESSOS DO STF e do TSE E PEDEM IMPEACHMENT DE MINISTROS.

Durante sessão do plenário do Senado, os senadores Eduardo Girão e Esperidião Amin denunciaram excessos de ministros do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral, e da CPI da pandemia, e cobraram providências do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O senador Eduardo Girão apontou: “o Brasil tem assistido, nos últimos meses, a uma escalada autoritária por parte de alguns Ministros do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, as ações de Alexandre de Moraes no inquérito das fake news, onde ele mesmo investiga, faz a denúncia, julga e condena”. O senador prosseguiu: “Agora, como se não bastasse, vem essa decisão do TSE, cassando o mandato do Deputado Estadual mais votado da história do Paraná, tornando-se o primeiro Parlamentar que fica inelegível por oito anos pelo crime de disseminar notícias falsas a respeito das urnas eletrônicas.

Na visão do voto dissidente do TSE, trata-se de uma pena abusiva por não haver provas suficientes sobre a interferência no resultado das eleições de 2018. É muito semelhante à prisão arbitrária de um Deputado Federal, que deveria responder por seus abusos, primeiramente, na Comissão de Ética da Câmara”. O senador apontou que parlamentares já estão se sentindo intimidados pelas ações das cortes superiores e afirmou: “Isso fere de morte o princípio constitucional da imunidade parlamentar, que vem do parlar, ou seja, apresentar, debater, defender ideias e opiniões que possam ajudar a melhorar a vida das pessoas, do cidadão brasileiro.

Ou seja, a liberdade de criticar aquilo que seja errado ou injusto”. Girão enfatizou: “Existe um ponto de convergência nesse processo de perseguição em curso: são sempre pessoas – olhem a coincidência –, são sempre pessoas ou veículos de imprensa – site, blogue – que defendem ideias conservadoras ou que fazem críticas ao Poder Judiciário”. O senador lembrou que só o Senado pode controlar os atos dos ministros de cortes superiores, e lembrou que, só em seu mandato, já foram mais de 30 pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Girão disse:

“Em 132 anos de República, muitos Deputados e Senadores foram cassados, Presidentes da República sofreram o impeachment, mas o Senado nunca admitiu nenhuma investigação envolvendo um, um sequer, ministro do Supremo Tribunal Federal, mesmo quando são cometidos abusos de poder por aqueles que deveriam dar o maior exemplo de correção em suas decisões”. O senador questionou: “Por que só o Poder Judiciário está imune à investigação? Temos no Brasil a Justiça mais cara do planeta! Toda instituição humana é formada, majoritariamente, por homens e mulheres responsáveis e honestos, mas em quase todas essas instituições sempre existem pessoas nem tão responsáveis, nem tão honestas”. O senador fez um apelo: “Sr. Presidente, nós vivemos um momento muito crítico, e eu só vejo dois caminhos, procurei, tenho refletido muito nesse tempo: o primeiro é finalmente admitir um dos vários pedidos de impeachment que estão aqui nesta Casa pendentes; o segundo é agir como Pôncio Pilatos, lavando as mãos, alimentando com isso uma verdadeira ditadura da toga.

Eu confio muito na sua sabedoria, na sua serenidade e no seu senso de justiça para preservar direitos fundamentais que a gente está vendo sendo atacados a cada dia. Para encerrar, vem de Ruy Barbosa, o patrono desta Casa, esse pensamento tão atual: "A pior ditadura é a do Poder Judiciário.

Contra ela não há a quem recorrer!". O senador Esperidião Amin se solidarizou com Girão e apontou: “Coisas estranhas estão ocorrendo. Este inquérito absurdo, inquisitório, que não tem objeto, que teve começo, mas não tem fim, que o Supremo vai conduzindo, isso não é coisa boa, parodiando as palavras do único brasileiro que foi duas vezes Ministro do Supremo, Francisco Rezek.

Ele disse: "Isso não foi uma boa ideia" E olha que foi aprovado duas vezes para ser Ministro. Isso não vai terminar bem.

E começa a criar este subproduto: cassação de mandato por disseminação de críticas”. (...) Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho está bloqueada por ordem do TSE. Ajude a Folha Política a continuar o seu trabalho. Doe por meio do PIX: ajude@folhapolitica.org Depósitos / Transferências (Conta Bancária): Banco Itaú (341) Agência 1571 c/c 10911-3 Raposo Fernandes Marketing Digital LTDA (Administradora da Folha Política) CNPJ 20.010.215/0001-09

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