Materiais para Construir uma Caixa Orgônica e
Testes com Caixa de “Plástico”.
Olá amigos, hoje vim aqui mostrar
os materiais necessários para construir a sua caixa orgônica, conversar sobre
algumas variações de recheio das caixas e colocar novos produtos dentro das
caixas para continuarmos com os testes.
Os materiais que eu usei para o recheio das três Caixas
Orgônicas de testes foram:
– Algodão cru
– Lã de carneiro
– Fibra de poliéster
– Lã de aço
– Chapa de aço galvanizada
– Forro de cedrinho (madeira cedro)
O algodão cru é o material recomendado para o enchimento, mas
fiz uma caixa com lã de carneiro porque tribos indígenas usam peles de animais
para tratar doenças. Então peguei um material de origem animal.
Já a fibra de poliéster é um material sintético derivado do
petróleo, criado pela indústria química, que alguns fabricantes de Caixas
Orgônicas estão começando a usar.
Esse material é o mais polêmico desses testes, pois o Dr. Luiz Moura e o Luiz Fernando Sarmento acreditam que por ele ser um plástico, não funciona.
Tanto é que no passado escreveram para o pesquisador James DeMeo
pedindo esclarecimentos sobre uma citação sua onde afirma que alguns materiais
sintéticos também funcionam para a confecção de Caixas Orgônicas. Essa polêmica
nunca foi resolvida pois James DeMeo nunca respondeu. Quem me contou essa
história foi o próprio Sarmento.
Então a grande questão é: – O que é e o que não é material orgânico?
Para a grande maioria da população material orgânico está relacionado ao que falaram sobre separação de lixo reciclável. Mas essa é uma informação simplista para facilitar o entendimento para a questão de resíduos sólidos.
Ou também associam a produtos não quimicamente tratados, como os
alimentos orgânicos tipos vegetais que foram cultivados sem o uso de nenhum
produto sintetizado em laboratório, como agrotóxicos, pesticidas, insumos
artificiais, adubos químicos, drogas veterinárias, hormônios, antibióticos,
organismos geneticamente modificados, radiação e aditivos químicos sintéticos,
tais como corantes e aromatizantes.
Quimicamente falando esta questão mudou de figura com o passar dos anos.
No século XVIII, a química orgânica foi descrita como a química dos compostos encontrados nos seres vivos, enquanto a química inorgânica seria a ciência dos compostos presentes no reino mineral.
Assim, em 1807, Jöns J.
Berzelius, propôs a teoria da força vital (ou vitalismo), propondo que apenas
os seres vivos seriam capazes de produzir substâncias orgânicas, de modo que
tais substâncias jamais poderiam ser produzidas artificialmente.
No entanto, em 1828, o químico alemão Fredrich Wohler conseguiu
produzir a ureia (composto orgânico presente na urina e no suor de animais), a
partir do aquecimento de um composto inorgânico, o cianeto de amônio.
A Síntese de Wöhler é um divisor de águas na história da
química. A partir dessa reação, chegou-se à conclusão de que não só os
organismos vivos seriam capazes de produzir os compostos orgânicos. Aí deu
início à queda da teoria da força vital. Com isso, a química orgânica foi
definida como a área da química que estuda os compostos de carbono com
propriedades características.
Depois da síntese da ureia a produção artificial de compostos
orgânicos cresceu exponencialmente, fazendo da química orgânica, o campo mais
estudado da química.
Atualmente, são conhecidos menos de 200.000 substâncias
inorgânicas e 19 milhões de compostos orgânicos, ao passo que, antes da
descoberta de Wöhler, tinha-se relatos apenas de 12 mil orgânicos.
E a pergunta continua: – Poliéster é um material orgânico ou não?
A produção de poliéster pertence ao complexo têxtil-
petroquímico. O processo inicia no refino do petróleo, com a obtenção da nafta
(tipo de gasolina), a qual é utilizada pelas centrais petroquímicas, que geram
as matérias-primas para- xileno e eteno.
O poliéster (c10h8o4)n é uma categoria de polímeros que contém o grupo funcional éster em sua cadeia principal.
A maioria dos polímeros
possuem origem orgânica. Muitos materiais orgânicos são hidrocarbonetos
(compostos H e C).
Os poliésteres existem na natureza, mesmo assim o seu nome é
usado para se referir a produtos sintéticos, como o plástico. Desses
sintéticos, hoje o mais famoso é o polietileno tereftalato (o “famoso” PET).
A linha que divide as moléculas orgânicas das inorgânicas
sempre originou muita polêmica e historicamente tem sido arbitrária, porém,
geralmente os compostos orgânicos são as substâncias químicas que contêm na sua
estrutura molecular os elementos carbono e hidrogênio, e os compostos
inorgânicos não. Portanto, todas as moléculas orgânicas contêm carbono,
mas nem todas as moléculas que tem carbono, são moléculas orgânicas.
Os orgânicos podem ser naturais
– produzidos pelos seres vivos, ou artificiais (sintéticos) – que não existem
na natureza e por isso são fabricadas pelo homem.
Hoje em dia a maioria dos compostos orgânicos puros são
produzidos artificialmente, como os plásticos.
No entanto, sabemos que existem alguns compostos inorgânicos que
também apresentam carbono em sua composição, como, por exemplo, o diamante, o
grafite, os carbonatos e o monóxido de carbono. Baseando-se nisso, chegamos à
atual definição de composto orgânico:
– Compostos Orgânicos são os compostos do elemento carbono com
propriedades características.
– Compostos Inorgânicos são formados pelos demais elementos
e por compostos do carbono que tenham origem mineral.
EM RESUMO: Os Compostos
Orgânicos NATURAIS são os extraídos dos animais e vegetais, ou seja, são
encontrados na própria natureza, enquanto que os Compostos Orgânicos
SINTÉTICOS são aqueles produzidos em laboratório.
Como exemplo de Compostos Orgânicos Naturais (aqueles
produzidos pelos seres vivos) temos: carboidratos, proteínas, lipídios, ácidos
nucleicos (DNA e RNA), vitaminas, petróleo, gás natural, metano, entre outros.
Como exemplo de Compostos Orgânicos Sintéticos (aqueles
produzidos artificialmente por indústrias químicas e laboratórios) temos:
plásticos, gasolina, medicamentos, fibras têxteis, corantes, borracha
sintética, silicone, inseticidas, adoçantes artificiais, cosméticos,
detergentes, produtos de limpeza, papéis, tintas, produtos de higiene,
pesticidas, fertilizantes agrícolas, etc.
A síntese orgânica é uma ciência em constante evolução. Até a década de 1950, as atividades do químico orgânico sintético eram basicamente:
1. Elucidação estrutural de produtos naturais;
2. Investigação de reações básicas; e
3. Preparação de novas substâncias químicas.
Após esse período, além
da manutenção das atividades acima – que foram aperfeiçoadas e simplificadas
com o surgimento de técnicas modernas como a ressonância magnética nuclear e a
espectrometria de massas –, a sua forte associação atual com a biologia, a
medicina e as ciências ambientais e de materiais conferiu à síntese orgânica um
caráter ainda mais dinâmico e interdisciplinar.
Além disso, o desenvolvimento de novas reações orgânicas, ainda
mais robustas e estereosseletivas, tornou a síntese de moléculas cada vez mais
complexas uma realidade.
Historicamente, a química orgânica e a síntese orgânica
(atividades científicas siamesas), tiveram sua origem com a Síntese de Wöhler em 1828. A evolução para as sínteses atuais envolvendo moléculas com
acentuada complexidade estrutural, tal como o taxol – sintetizado por Holton e
Nicolaou em 1994 -, é decorrente do desenvolvimento de novas técnicas de
laboratório, novas metodologias de síntese, mais seletivas e robustas e,
também, em grande medida, pelo amadurecimento da “filosofia” adotada para a
execução de um empreendimento sintético e do planejamento estratégico a ser
seguido.
Com o fortalecimento do conceito de Química Verde a partir de 1990, a pressão da sociedade pelo desenvolvimento de processos
sustentáveis promoveu uma mudança no paradigma da síntese orgânica. Em 1992,
Carlson propôs o conceito de reação ideal, envolvendo o uso de água como solvente, materiais de partida de fácil acesso, baratos, não-tóxicos e a
obtenção do produto de maneira fácil, em rendimento quantitativo.
O desenvolvimento da síntese orgânica nos últimos 60 anos foi
notável. Valendo-se da lógica, criatividade, perseverança e tecnologias
disponíveis, a síntese de um número incontável de produtos naturais, ou mesmo
não naturais, estão hoje ao alcance dos químicos nos laboratórios.
A síntese orgânica tem se adaptado às novas exigências da sociedade e da comunidade científica.
Por exemplo, atuam hoje de forma conjunta a síntese alvo-orientada (síntese de uma molécula específica, comumente um produto natural bioativo) e as abordagens de síntese função-orientada (síntese de moléculas, ou um conjunto delas, de maneira a alcançar uma atividade específica).
Esse último método é largamente utilizado no descobrimento de
novos fármacos, daí a tendência atual e futura de uma interação cada vez maior
entre a síntese orgânica, a química medicinal, a farmacologia, a biologia e a
bioquímica, exigindo uma boa formação dos futuros químicos nessas áreas da
ciência.
O trabalho em síntese orgânica é busca interminável por
conhecimento de novas fronteiras que a torna uma ciência fascinante capaz de
grandes realizações.
CONCLUSÃO: Os compostos orgânicos são aqueles formados pelo elemento
carbono. Eles estão presentes em compostos naturais (vegetais e animais) e
também em compostos sintéticos, então… O poliéster é SIM um composto orgânico só que sintético!
COMO WÖHLER MUDOU A HISTÓRIA DOS “ORGÂNICOS” EM 1828 E WILHELM REICH INVENTOU A CAIXA ORGÔNICA MAIS DE 100 ANOS DEPOIS, EM 1940, E SENDO REICH UM NOTÁVEL CIENTISTA, FICA MEIO QUE ÓBVIO QUE REICH JÁ SABIA QUE ORGÂNICOS PODEM SER PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS OU SEJA, ARTIFICIAIS OU SINTÉTICOS.
E QUANDO AFIRMOU QUE O MATERIAL ORGÂNICO ATRAI A
ENERGIA ORGÔNICA, CREIO QUE ELE NÃO ESTAVA SE REFERINDO APENAS AOS MATERIAIS
ORGÂNICOS NATURAIS, COMO AFIRMA O DR. LUIZ MOURA E TANTOS OUTROS ESTUDIOSOS DO
ASSUNTO E ENTÃO O JAMES DEMEO ESTAVA CERTO EM SUA AFIRMAÇÃO E É BEM PROVÁVEL
QUE UMA CAIXA ORGÔNICA RECHEADA COM PLÁSTICO FUNCIONE.
E agora José? Será mesmo que o poliéster serve ou não serve para
a confecção de Caixas Orgânicas? Se sim… será que se abrirá um novo mundo de
possibilidades que permitirão fabricarmos Caixas Orgônicas com “plásticos”?
Este delírio para uns pode se tornar realidade caso a caixa
orgônica de poliéster se mostre mesmo eficaz.
Mas hoje já estou me estendendo muito e o objetivo deste vídeo
já foi alcançado, que era explicar o porquê incluí uma caixa de plástico dentro
dos testes das Caixas Orgônicas.
Se está gostando da aventura… continue me acompanhando! Para
isso inscreva-se no meu canal Caixa Orgônica no Youtube, comente, participe e
visite meu site e curta meu Facebook.
No próximo vídeo mostrarei os modelos e projetos de Caixas
Orgônicas que encontrei para construir minha primeira caixa orgônica.
Se quiser entrar em contato acesse: www.caixaorgonica.com.br
Ou mande um e-mail para: caixaorgonica@gmail.com
Para assistir todos os meus videos sobre Caixa Orgônica acesse o
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http://saudesemlimites.com.br/caixa-orgonica-manual-do-usuario/videos-caixa-orgonica/
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Abraços e muito obrigado.
Anderson Cattoni
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