O Papa diz que “não é político”.
Os fatos dizem o contrário
Papa Leão XIV disse ontem, a bordo do voo papal rumo à Argélia, que não tem medo de Trump e que a posição do Vaticano é “baseada no Evangelho, não em política externa.”
Disse textualmente que “não
somos políticos.”
Na prática,
os fatos contam uma história bem diferente.
Em 9 de abril, quatro dias atrás, o Papa recebeu no Vaticano ninguém menos que David Axelrod, o principal estrategista das campanhas presidenciais de Barack Obama em 2008 e 2012, um dos operadores políticos mais influentes do Partido Democrata nas últimas décadas.
A audiência foi confirmada pela própria Santa Sé.
A CBS News informou que já existem negociações entre o círculo de Obama e o Vaticano para um possível encontro entre o ex-presidente e o Papa.
Christopher
Hale, que escreve um livro sobre o Papa e a política americana, afirmou que o
encontro com Axelrod foi inesperado e que há sinais claros de uma aproximação.
Ou seja: um
Papa que diz “não ser político” recebe, a portas fechadas, o MAIOR operador
político da esquerda americana, e logo em seguida intensifica os ataques à
administração Trump sobre a guerra no Irã.
A sequência é reveladora.
Na véspera do encontro com Axelrod, o The Free Press publicou que o subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, havia convocado o diplomata do Vaticano em Washington e pressionado a Santa Sé a apoiar a posição americana.
Imediatamente após a audiência com Axelrod, o Papa passou a
classificar a guerra no Irã como “injusta” e chamou as declarações de Trump
sobre destruir “toda uma civilização” de “verdadeiramente inaceitáveis.”
Trump não é diplomata e nunca fingiu ser.
Respondeu como sempre responde: chamou o Papa de “FRACO contra o crime” e “terrível para política externa” no Truth Social, e disse que Leão XIV deveria “parar de servir à esquerda radical.”
Creio que
Trump errou no tom, mas e no CONTEÚDO?
Porque este
Papa, que diz não fazer política, tem um padrão bastante consistente de
escolher lados.
Vale lembrar: Leão XIV era braço direito de Francisco como prefeito do Dicastério dos Bispos.
E durante a pandemia, o Vaticano NUNCA condenou o fechamento compulsório de igrejas por governos ao redor do mundo. Nunca criticou a segregação entre vacinados e não vacinados imposta até dentro de templos católicos.
Ao contrário: o Papa Francisco chegou a declarar que a vacinação era
uma “obrigação moral” e impôs a vacina como mandatória para funcionários do
Vaticano e a Guarda Suíça.
Na verdade,
bispos que ousaram defender a doutrina da Igreja sobre o direito à objeção de
consciência foram PUNIDOS.
O Bispo Daniel Fernández Torres, de Arecibo, Porto Rico, foi removido por Francisco em março de 2022.
Seu “crime”? Defender o direito dos fiéis à objeção de
consciência diante da vacinação obrigatória e assinar isenções religiosas para
paroquianos, algo respaldado pelo próprio catecismo católico.
Fernández Torres também se recusou a assinar uma carta dos bispos porto-riquenhos que afirmava existir um “dever moral” de vacinar-se.
Foi deposto sem processo
formal, sem acusação escrita, e classificou sua remoção como “totalmente
injusta.”
O Bispo Joseph Strickland, do Texas, sofreu o mesmo destino em novembro de 2023.
Strickland criticava abertamente o que via como defesa tíbia da doutrina da Igreja diante do avanço da ideologia de gênero e do aborto.
Acusou o Papa Francisco de “minar o depósito da fé.” E quem conduziu a decisão de removê-lo do lado do Vaticano?
O então Cardeal Robert Prevost, hoje Papa Leão XIV.
Enquanto
isso, durante todo o governo Biden, um presidente que se declarava católico
praticante enquanto promovia a agenda mais radicalmente pró-aborto da história
americana, o Vaticano nunca emitiu uma ÚNICA crítica pública à sua
administração.
O padrão é claro: bispos conservadores que defendem a doutrina são punidos.
Governos de esquerda que promovem aborto e restrições a liberdades religiosas recebem silêncio diplomático.
Operadores do Partido Democrata são recebidos em audiência privada.
Já um presidente republicano, que tem feito muito mais pelo
movimento conservador do que a própria Igreja, especialmente no seu segundo
mandato, é tratado da forma mais crítica possível.
É esperado e legítimo que um Papa promova a paz e condene a guerra. Essa é uma função histórica do papado. E Trump, por sua vez, errou a mão na resposta.
A postagem no Truth Social chamando o Papa de “FRACO” e “terrível para política externa” já era agressiva demais. Mas o que veio depois foi pior: uma imagem gerada por inteligência artificial que muita gente interpretou como Trump se apresentando como uma figura de Jesus Cristo.
Trump negou.
A imagem foi apagada
posteriormente, mas o estrago já estava feito.
Nada disso, porém, invalida o ponto central: há sim uma ação POLÍTICA do Vaticano, e ela tem apresentado um alinhamento consistente à esquerda.
O atual Papa pode não
ser tão abertamente esquerdista quanto Francisco, mas a máquina institucional
do Vaticano continua operando na mesma direção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário