Reabertura de Hormuz enfraquece narrativa anti-Trump e
pode marcar derrota do eixo Irã-Rússia-China
Sexta-Feira | 17.04.26
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Nos últimos dias, uma coisa chamou atenção é como sumiram, ou ao menos perderam volume, as vozes mais agressivas contra a estratégia de Donald Trump para lidar com a ameaça nuclear do regime iraniano.
Isso não aconteceu por acaso.
Quando a realidade começa a contrariar a propaganda, muitos dos que falavam com absoluta convicção preferem o silêncio ao reconhecimento do erro.
E o que os fatos
começam a sugerir agora é justamente isso: a aposta de Trump, arriscada e
duramente atacada, pode estar produzindo o resultado que seus críticos diziam
ser impossível.
O ponto central sempre foi simples.
O Irã não é apenas mais um regime autoritário do Oriente Médio.
Trata-se de um regime terrorista, ideológico, com ambição nuclear e histórico de violência em massa contra o próprio povo.
Um regime
assim não pode ter liberdade para se aproximar da bomba atômica, nem pode
continuar operando como instrumento de chantagem global por meio de rotas
estratégicas como o Estreito de Hormuz.
Por isso,
reduzir a ação americana a voluntarismo, histrionismo ou capricho eleitoral
sempre foi uma leitura fraca demais diante da gravidade do problema.
O que se
desenha agora, com a abertura de Hormuz e com sinais de negociação em torno da
entrega do material enriquecido, é a possibilidade concreta de neutralização de
um foco central de instabilidade global.
Ainda é cedo para cantar vitória absoluta, mas já não é cedo para reconhecer que o regime iraniano saiu desse episódio profundamente enfraquecido em relação à sua capacidade militar anterior.
E isso, por si só, já representa um resultado importante.
Se houver de fato recuo duradouro no programa nuclear, o resultado
será ainda maior: uma vitória estratégica de grandes proporções para Trump e
uma derrota pesada para o eixo China-Rússia-Irã.
Isso também
ajuda a expor outra camada do problema: a articulação entre propaganda
antiocidental, aparelhos alinhados ao eixo revisionista e setores globalistas
que preferem enfraquecer Trump a reconhecer o caráter intolerável do regime
iraniano.
O que se viu ao longo de todo esse processo foi muita gente disposta a relativizar um regime brutal apenas porque sua contenção vinha pelas mãos de um governo antiglobalista.
Esse talvez seja um dos sinais mais evidentes do grau de
degeneração política e moral a que parte do Ocidente chegou.
Se a situação se estabilizar nesse ponto, com Hormuz aberto e o regime iraniano obrigado a recuar, teremos não apenas um acerto militar ou diplomático, mas também um acerto moral.
Porque a questão nunca foi apenas eleitoral, nem apenas
econômica.
A questão sempre foi impedir que um regime desse tipo mantivesse condições de ameaçar o mundo com capacidade nuclear e terror regional.
E, se esse objetivo estiver de
fato sendo alcançado, ficará ainda mais evidente quem apostou na realidade e
quem apostou apenas na propaganda.

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