Presidente argentina Cristina Kirchner(Enrique
Marcarian/Reuters)
Protocolo diz que cerimônia de posse é realizada na Casa Rosada, mas Cristina Kirchner diz que manda até meia-noite do dia 10 e, portanto, pode escolher local do evento
Prestes a passar o cargo, a
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, dá mais um sinal de que não quer
'largar o osso' do poder.
Desta vez, a briga é pelo local da cerimônia de posse
ao presidente eleito,Mauricio Macri, que será realizada na quinta-feira, dia
10.
De acordo com o protocolo, a
transferência de mandato deve ocorrer na Casa Rosada, sede do governo
argentino, mas Cristina quer passar a faixa presidencial a Macri no Congresso,
diante da Assembleia Legislativa - e seus aliados kirchneristas.
Para resolver
o impasse, governo e sucessor partiram para a discussão sobre o momento exato
em que Cristina deixa de ser a mandatária do país.
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A coligação de oposição Cambiemos,
por outro lado, garante que o mandato de Cristina termina à 0h do dia 10. Sendo
assim, Macri deveria decidir onde receberá o cargo.
Natalio Etchegaray, escrivão-geral do
governo argentino, que presenciou todas as cerimônias de posse na Argentina
desde o governo de Raúl Alfonsín, na década de 80, disse em entrevista a uma
rádio local nesta segunda-feira que, "pela tradição", a entrega da
faixa e do bastão presidenciais é feita na Casa Rosada, como pede Macri.
Etchegaray declarou que a briga sobre o local da cerimônia "não é um
problema legal, é um problema de boas maneiras".
A três dias da cerimônia de
transferência do cargo, com as presenças de chefes de Estado confirmadas, a Argentina
ainda não sabe onde ocorrerá a cerimônia de posse de Mauricio Macri.
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(Da redação)
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