Ex-Presidente do Brasil disse hoje
que não se entregava à polícia
Ao contrário do que
foi avançado pela imprensa brasileira, o ministro Félix Fischer, do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), não negou o habeas corpus apresentado
na manhã desta sexta-feira pela defesa de Lula da Silva, segundo informou ao
jornal O Globo Sepúlveda
Pertence, um dos advogados do ex-Presidente do Brasil. O pedido de habeas
corpus que foi negado tinha sido apresentado por um cidadão comum.
A assessoria do STJ
publicou um tweet onde nega que o pedido da defesa de Lula
tenha sido negado, adiantando que a decisão ainda não foi tomada.
Os advogados de
Lula da Silva revelaram, esta sexta-feira, que interpuseram uma providência
cautelar na Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos com um pedido
para que o Governo brasileiro impeça a prisão de Lula até se esgotarem todos os
recursos jurídicos.
"A decisão por
uma estreita margem, tomada na quarta-feira, 4 de abril, pelo Supremo Tribunal
Federal, demonstra a necessidade de um tribunal independente examinar se a
presunção de inocência foi violada no caso de Lula, como também as alegações
sobre as condutas tendenciosas do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores contra
o ex-presidente", diz a nota dos advogados de defesa.
"O pedido de
Medida Cautelar foi apresentado pelos advogados do ex-Presidente Lula, Cristiano
Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, em conjunto com o advogado
britânico Geoffrey Robertson QC, especialista em direitos humanos", lê-se
no mesmo documento.
Os advogados tinham
feito entrar, durante esta noite, um novo pedido de habeas corpus para
evitar que Lula fosse preso. A defesa do ex-presidente entrou com o pedido no
Superior Tribunal de Justiça com o argumento de que ainda existem recursos a
serem apresentados junto do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
O juiz Sérgio Moro
determinou esta quinta-feira que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se
entregue à Polícia Federal brasileira até às 17:00 de Brasília desta
sexta-feira (21:00 em Portugal).
Lula da Silva está "tranquilo" e "bem-disposto"
O antigo presidente
do Brasil, Lula da Silva, disse hoje ao jornal Folha de São Paulo que não se
vai entregar à Polícia Federal, em Curitiba, como determinou o juiz Sérgio
Moro. A revelação foi feita em conversa telefónica com o jornal brasileiro.
De acordo com o
jornal Folha de São Paulo, "Lula da Silva passou a noite no Sindicato dos
Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, na companhia dos filhos,
amigos e dirigentes do partido, e pretende ficar lá durante o dia". Na
conversa telefónica, o ex-presidente do Brasil disse estar
"tranquilo" e "bem-disposto".
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