Publicado em 6 de abr de 2019
O jurista Modesto
Carvalhosa, relatando uma reunião com o senador Lasier Martins, falou sobre os
esforços para conseguir com que o pedido de impeachment do ministro Gilmar
Mendes passe da mesa da presidência do Senado. Carvalhosa afirmou que o
presidente do Senado não tem o poder de arquivar o pedido de impeachment, e que
“Alcolumbre traiu os Senadores que o elegeram e a confiança do brasileiro ao
arquivar o pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes”. Ouça o texto do
jurista Modesto Carvalhosa: "Ontem participamos de uma reunião com o caro
Senador Lasier Martins para pensarmos juntos quais seriam os próximos
movimentos com relação ao impeachment do Ministro Gilmar Mendes. Lasier nos
disse que houve um movimento do Senado que deu mais ênfase ao que eles chamaram
de CPI da Lava Toga, o que fez com que Davi Alcolumbre, em um primeiro momento,
arquivasse o processo, mas posteriormente o enviasse a CCJ. Ocorre que são de
conhecimento amplo os crimes de responsabilidade, os julgamentos em evidente
suspeição, as atividades que esse ministro exerce no plano empresarial, além da
questionável interferência que demonstra, a todo momento, ter no plano
político. O que faz deste pedido de impeachment inquestionável. O presidente
daquela Casa não pode arquivar, não tem essa competência sequer no regimento
interno. É um abuso de suas prerrogativas. Nesse ponto, se iguala ao Eunício
Oliveira porque extrapola suas funções: repete a velha política! Acontece, que
foi eleito sob a égide da nova política - que quer conectar o Senado ao Povo
Brasileiro! Fizemos questão de comentar que Alcolumbre traiu os Senadores que o
elegeram e a confiança do brasileiro ao arquivar o pedido de impeachment do
ministro Gilmar Mendes. No final do dia de ontem, o senador teria um encontro
com Davi Alcolumbre para se discutir como colocar em pauta a discussão desse
pedido. Queremos saber o que ficou decidido nesse encontro. Segundo o Senador
Lasier Martins, a manifestação do domingo dá força para esse pleito e, por
isso, terminamos nossa reunião convocando todos para uma grande manifestação
nesse sentido, no domingo, dia 7 de abril, em todo país".
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