Um sismógrafo implantado em Marte, no âmbito da missão da NASA InSight, registou
o que pode ser o primeiro terramoto do planeta vermelho, anunciou a agência
espacial francesa CNES.
“É formidável finalmente ter um sinal
de que ainda há uma actividade sísmica em Marte”, salienta o investigador do
Instituto de Física da Terra de Paris, Philippe Lognonné.
“Estávamos à espera há meses pelo nosso
primeiro terramoto marciano”, acrescenta o “pai” do sismógrafo francês SEIS
(Seismic Experiment for Interior Structure) que captou o potencial terramoto e
que foi instalado a 19 de Dezembro de 2018 no solo de Marte, graças a um braço
robótico da sonda InSight que chegou ao planeta vermelho a 26 de Novembro.
O objectivo é, através do registo de
terramotos, perceber melhor a história da formação de Marte.
Mas embora o primeiro tremor “marque o
nascimento oficial de uma nova disciplina: a sismologia marciana“, este foi
muito fraco para fornecer dados úteis sobre o interior do planeta, de acordo
com o investigador principal da InSight, Bruce Banerdt, cientista da NASA.
De acordo com os cientistas, ainda é
necessário confirmar se o terramoto foi registado dentro do planeta e se não
foi o efeito do vento ou de outras fontes de ruído.
Três outros sinais, mas ainda mais
fracos do que este que foi registado a 6 de Abril, foram detectados nos últimos
dois meses.
A NASA constata que embora “o evento
sísmico” tenha sido “demasiado pequeno” para obter “dados sólidos sobre o
interior marciano”, é ainda assim “excitante porque o seu tamanho e duração
mais longa encaixam no perfil dos tremores da lua detectados na superfície
lunar durante as missões Apollo”, como destaca a directora da Divisão de
Ciência Planetária da agência espacial norte-americana, Lori Glaze.
“A superfície marciana é extremamente
tranquila”, o que permitiu ao SEIS captar “burburinhos fracos”, explica a NASA,
notando que “em contraste, a superfície da Terra treme constantemente com
ruídos sísmicos criados pelos oceanos e pelo clima”. “Um evento deste tamanho
no Sul da Califórnia perder-se-ia entre as dúzias de pequenos estalos que
ocorrem todos os dias”, acrescenta a agência espacial.
A esperança dos cientistas é que este
avanço nos dados recolhidos sobre Marte ajude a resolver alguns dos grandes
mistérios do planeta, nomeadamente “o que aconteceu à sua atmosfera” e “o que
aconteceu à água que se pensa que, em tempos, terá estado presente de uma forma
muito abundante à superfície”, como evidencia o coordenador nacional da
Sociedade Planetária, Miguel Gonçalves, em declarações à TSF.
Miguel Gonçalves atesta que se se
provar a onda sísmica, “é particularmente interessante porque, tendo actividade
sísmica no seu interior, tem dinamismo interior, o que quer dizer que temos de
perceber quais são os mecanismos de aquecimento no seu interior” e “como é que
é feita a transição de energia entre várias camadas do interior”.
Fonte: ZAP
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◘ UM "BURBURINHO" PARA O HOMEM, UM SISMO EM MARTE, "NASA" PODE TER CAPTADO O "PRIMEIRO MARTEMOTO".
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