Grupo de estudos ufológicos de Rio Preto mantém página nas redes sociais
em que publica relatos de contatos e avistamentos de seres extraterrestres
Marcelo Ferri Publicado em 03/11/2021 às 20:34
Enquanto a maioria das pessoas passa um tempo
precioso de cabeça baixa, mais atraída pela tela do smartphone do que pelo
brilho das estrelas, um grupo de moradores da região de Rio Preto que permanece
de olhos atentos ao céu afirma convicto: a movimentação de objetos voadores não
identificados (ovnis) por essas bandas é intensa.
Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas
Ufológicas Rio Preto, o ufólogo Wagner Macedo diz receber por mês uma média de
10 relatos de gente contando ter visto óvnis em algum lugar do Brasil, sendo a
maior parte dos avistamentos na região.
“Recebemos muitos relatos de Mirassol,
Mirassolândia, Ipiguá, Cedral, Fernandópolis e dos distritos de Engenheiro
Schmitt e de Talhado”, afirma Macedo, que é ufólogo desde 1999, caminho que diz
ter trilhado depois de, em companhia da mãe, avistar um óvni da janela do
apartamento em que morava, em 1988.
O grupo reúne atualmente 174 estudiosos e entusiastas do tema. A integração é feita por meio do Facebook e do WhatsApp onde, além de trocar conhecimentos, recebem os relatos, que só são levados a sério e publicados depois de um processo de checagem em que o primeiro passo é confirmar a identidade de quem resolveu compartilhar a experiência.
Na página
do grupo no Facebook, são 13,6 mil seguidores.
“Quando o relato é de gente da região,
buscamos conversar pessoalmente, investigar e fazer vigílias no local”, diz
Macedo, que admite não ser possível confirmar a veracidade total dos relatos
que recebe. “Existem casos de pessoas com algum distúrbio psiquiátrico e também
de gente que fica impressionada ao confundir satélites e planetas muito
brilhantes com óvnis, mas são minoria”, garante Macedo.
Os óvnis, de acordo com os relatos, podem ser avistados principalmente em áreas rurais e durante a madrugada.
Se apresentam em diversas formas, como esferas luminosas que atravessam matéria sólida, discos e objetos triangulares, entre outras.
“No campo é possível ver a
movimentação a partir das 21h30. Já entre meia-noite e duas da manhã dá pra ver
mesmo em meio às luzes da cidade”, diz o operador de máquinas Luís Vinícius
Soares, integrante do grupo de estudos.
Soares mora em Cedral e relata ver óvnis
riscando o céu com frequência. Também afirma ter visto um ser extraterrestre se
materializar bem na sua frente e de seu cão e esporadicamente ser posto em
contato com outros seres alienígenas por meio do que chama de projeções.
Relação antiga
A relação de moradores da região com
avistamentos de óvnis e contatos imediatos ganhou o mundo da ufologia após uma
série de casos relatados na década de 1970, que chamou a atenção de
especialistas não só do Brasil, mas também dos EUA, da França e da Alemanha.
“São casos de abdução e de contatos com seres de outros planetas que intrigam os estudiosos e demais seguidores do tema até os dias de hoje”, diz o ufólogo Lourney Faria Pires, de Mirassol.
Filho do
casal de ufólogos que estudou profundamente os casos envolvendo gente da
região, Pires diz que, por conviver com relatos de avistamentos, abduções e
contatos imediatos desde criança, detém um vasto material sobre o tema,
resultado das pesquisas iniciadas pelos pais e continuadas por ele.
Mil quilômetros de distância
Na década de 1970, a região de Rio Preto
ocupou o centro das atenções de ufólogos do Brasil e do mundo após uma sequência
de eventos extraordinários que intriga muita gente até hoje.
O primeiro deles é de Onilson Pátero, de
Catanduva. Ele afirmava ter sido abduzido duas vezes. A primeira foi em 21 de
maio de 1973, mas foi a segunda, um ano depois, que ganhou o noticiário.
Então com 41 anos de idade, Pátero apareceu
no alto de uma pedreira em Colatina (ES), cerca de 1 mil quilômetros de onde
afirmou ter sido capturado por um disco voador.
À polícia e à Justiça de Colatina, disse que guiava seu Fusca entre Marília e Guarantã, quando topou com as luzes da primeira abdução e foi sugado.
Na nave, foi examinado por seres encapuzados.
O carro foi encontrado abandonado à margem da rodovia, com a porta do motorista aberta e o interior intacto.
A imprensa nacional e dos EUA, Alemanha e França
deu ampla cobertura ao caso e o Departamento de Ordem Política e Social (Dops)
até abriu investigação em busca de subversivos.
Na época, o delegado de Colatina, coronel
Luiz Sérgio Aurich, disse que o caso o intrigava, pois a impressão é de que
Pátero falava a verdade. Pátero morreu em agosto de 2008, aos 75 anos. (MF)
Forçado a ter relações
Em 28 de julho de 1979, Antônio Carlos Ferreira fazia a vigilância de uma fábrica de móveis em Mirassol quando diz ter sido raptado por três alienígenas com 1,20 metro de altura.
Em uma nave, teria
sido obrigado a assistir a uma série de imagens e forçado a fazer sexo com uma
alienígena. Depois foi novamente tranquilizado e levado de volta ao trabalho.
Os extraterrestres tinham orelhas pontudas,
olhos salientes e bocas humanas. Não tinham sobrancelhas ou cílios e falavam uma
língua semelhante ao japonês. A nave foi descrita como esférica com três
pernas. O interior era iluminado com luzes vermelhas e verdes.
Em 1982, relatou um novo encontro. A nave teria pousado perto dele e a alienígena com quem fez sexo apareceu carregando o que parecia ser uma criança. No final do mesmo ano, em um novo encontro, foi levado para uma nave por um raio de luz verde.
Na ocasião, uma substância
amarelada foi injetada em seu corpo. Depois de novos encontros com a mulher
alienígena, desconfiou que a criança poderia ser seu filho. Entre 1979 e 1989
disse ter tido 16 encontros. (MF)
‘Examinam a gente’
Luís Vinícius Soares, de Cedral, trabalha em
uma lavanderia como operador de máquinas e faz parte do grupo de ufologia de
Rio Preto desde o ano passado. “Morava em Olímpia e via coisas fazendo riscos
no céu. Quando mudei para Cedral comecei a avistar óvnis frequentemente”, diz,
ressaltando já ter visto cinco naves de uma só vez.
Certa noite, passeando com o cachorro em uma área escura, atrás de um campo de futebol do bairro Jardim Itamar, em Cedral, Soares diz ter visto um ser extraterrestre se materializar bem na sua frente.
“Era baixo e chamou a atenção do cachorro, um pitbull, que latiu algumas vezes, mas ficou paralisado.
Foi incrível. Usava o que parecia ser um uniforme. Era
diferente de tudo que eu já havia visto ou sentido até então. Emanava uma
energia, uma pressão. Senti que não era uma energia terrena. Assim que tentei
me aproximar, sumiu”.
Soares crê que o episódio deve ter criado algum tipo de conexão entre ele e o ser.
“Nunca fui abduzido fisicamente, mas sinto que algo às vezes me leva daqui”, diz, relatando o que chama de projeções.
“Parece que examinam a gente. Fico em um estado que não sei
descrever muito bem. Parece que mexem em nossa cabeça. Parece loucura, mas
sempre volto com a percepção mais ampliada. É como se tentassem me iluminar”.
Junio Fernandes, administrador de empresas em Rio Preto, é outro integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas Ufológicas Rio Preto que afirma avistar óvnis com frequência.
A primeira vez foi em Barretos,
quando viu um objeto triangular luminoso desaparecer no céu e não contou para
ninguém. “Depois de oito anos estudando o assunto, não tenho mais dúvidas da
existência de extraterrestres. Creio que esses seres sempre estiveram envolvido
no processo de vida do nosso planeta”. (MF)
Óvni na área do quintal
Em 27 de maio de 1973, Geni Lisboa, de 57
anos, fazia bolos e doces em casa, no Jardim Santa Cruz, quando às duas da
manhã, na porta da cozinha, topou com um disco voador de mais ou menos 4 metros
de diâmetro e 2 metros de altura, voando a cerca de cinco metros do chão.
Três tripulantes com equipamentos luminosos pareciam escanear a área. Depois que o objeto se afastou, Geni sentiu dores nas pernas, no quadril e a cabeça inchando.
Levada ao hospital, foi submetida às
pressas a uma cirurgia devido a um prolapso uterino, que é quando o útero desce
para o interior da vagina por causa do enfraquecimento dos músculos que mantêm
os órgãos da região pélvica na posição correta.
Na avaliação das condições para a cirurgia, os médicos constataram que Geni não mais sofria do problema de pressão alta que a obrigava a tomar remédios.
Depois do episódio, a boleira perdeu a audição de
um ouvido, passou a enxergar mal e ficou com manchas na pele. Desfolhadas, as
plantas da casa se recompuseram cerca de um ano e meio depois, segundo os relatos.
(MF)
Luzes amarelas e aterrissagem nas laranjeiras
Outro caso famoso é o do lenhador Dirceu Guimarães. Em 1995, aos 50 anos, disse ter visto um disco luminoso, com cerca de 12 metros de diâmetro, sobrevoando a propriedade em que trabalhava, em Ipiguá.
“A nave aterrissou, provocando um forte vento que deitou o capim e
quebrou galhos de laranjeiras. A aparição foi por volta das 17 horas. A nave
emitia luzes amarelas muito brilhantes que iluminavam quatro mil laranjeiras”,
disse.
Com a sensação de estar sendo impelido para dentro da nave, Dirceu fugiu, voltando sete ou oito minutos depois acompanhado de amigos.
A nave já havia desaparecido, deixando um forte cheiro, que para o
ufólogo Lourney Faria Pires, que esteve investigando o local na época, seria de
ozônio.
Um ano depois, os filhos de Dirceu viram um
estranho objeto sobrevoando a casa, no Parque Industrial, por volta das 20
horas, e correram chamar o pai, que depois relatou que a nave, semelhante à que
viu em Ipiguá, ficou por um instante pairando no ar antes de tomar a direção
norte e desaparecer em alta velocidade. (MF)
Fonte Grupo de ufólogos relata avistamentos de ovnis na região de Rio Preto (diariodaregiao.com.br)

Nenhum comentário:
Postar um comentário