Publicado em 15 de mai de 2019
Ao longo de uma hora e meia de conversa, FHC disse várias vezes que Bolsonaro não conseguiu construir uma base no Congresso. Segundo ele isso se deve em parte à fragmentação política e à falência do atual sistema partidário. De acordo com o ex-presidente, o país precisa pensar em alternativas para sair do atual momento que ele classificou de "reconstrução das bases de uma sociedade democrática no mundo todo".
O ex-presidente sugeriu que talvez seja o momento de surgirem novos partidos capazes de orientar politicamente os anseios da sociedade.
"A Lava Jato e os protestos arrebentaram o sistema partidário anterior. Agora tem que ser com outras forças, talvez com outros partidos, outras energias para poder a coisa avançar", afirmou.
"Mas você pensa que tem alguma orientação de partido nisso?", questionou FHC. Na conversa, ele pediu que os sindicatos tentem interagir mais com a universidade e com os militares que, segundo ele, é o setor do governo Bolsonaro que tem "bom senso".
Ao apontar a falta de representatividade dos partidos FHC não poupou nem os tucanos. Indagado por um sindicalista sobre a postura do secretário nacional de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, filiado ao PSDB, o ex-presidente disse que Marinho não age em nome do partido.
CRÉDITOS: Terra
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