🚨ÚLTIMA HORA: O PRESIDENTE TRUMP ASSINU 2 ORDENS EXECUTIVAS SOBRE A CIDADANIA POR DIREITO DE SOLO.

 


🚨ÚLTIMA HORA: O presidente Donald Trump assinou duas ordens executivas em 6 de agosto visando a cidadania por direito de solo (*birthright citizenship*), incluindo uma medida que, segundo a Casa Branca, põe fim ao "turismo de parto" — a prática de viajar para os Estados Unidos principalmente para dar à luz, garantindo assim a cidadania americana para a criança. 


Stephen Miller descreveu a ação como a primeira vez na história dos EUA em que o país proibiu o turismo de parto.

A disputa atual remonta a mais de 150 anos. 


A 14ª Emenda foi ratificada em 1868, durante o período da Reconstrução, após a Guerra Civil. 


Um de seus objetivos centrais era estabelecer que os negros americanos anteriormente escravizados eram cidadãos, rejeitando diretamente a lógica da decisão do caso *Dred Scott*, que havia negado a cidadania nacional aos negros americanos. 


A emenda declarou que pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãs.

Em 1898, a Suprema Corte decidiu, no caso *United States v. Wong Kim Ark*, que um homem nascido em São Francisco, filho de pais imigrantes chineses, era cidadão americano por nascimento. 


Essa decisão tornou-se um pilar fundamental para a compreensão moderna de que a cidadania geralmente decorre do nascimento em solo americano, com exceções limitadas, como no caso de filhos de diplomatas estrangeiros.

É esse histórico que torna o debate moderno sobre o turismo de parto tão controverso. 


A questão original da Reconstrução era se poderia ser negada a cidadania a americanos que saíam de gerações de escravidão. 


Hoje, a disputa política envolve uma situação muito diferente: visitantes estrangeiros que viajam intencionalmente aos Estados Unidos para o parto, esperando que a criança obtenha a cidadania automaticamente.

A nova política de Trump tenta traçar uma linha mais clara entre essas circunstâncias. 


O governo argumenta que a cidadania americana não deve servir de incentivo para o turismo de parto planejado, enquanto os opositores sustentam que as disposições constitucionais sobre cidadania não podem ser restringidas por ação presidencial simplesmente porque as circunstâncias de um nascimento diferem daquelas previstas em 1868. 


A Suprema Corte rejeitou, em 30 de junho, uma tentativa anterior e mais ampla de Trump de restringir a cidadania por direito de solo, tornando os limites jurídicos particularmente importantes.

Assim, a questão mais ampla não é se a 14ª Emenda estava ligada à escravidão. 


Historicamente, estava, sem dúvida. 


A questão mais complexa é como a ampla garantia de cidadania criada durante a Reconstrução deve ser aplicada a uma prática migratória moderna que não existia — nem de longe em sua forma atual — quando a emenda foi ratificada.
#cidadaniaporsole #turismodeparto #14aemenda


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