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Compartilhado pelo
jornalista Sam Pancher, do Metrópoles, Flávio acabou de divulgar o seguinte
pronunciamento:
“Dirijo-me ao povo
brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito
do Brasil.
Antes de mais nada, queria
agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade,
ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é
uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas
pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade
de expressão.
Na noite de domingo, vi
estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A
atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma
impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10
milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF,
tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das
luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas
já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há
sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso
da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente
vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.
A resposta do regime ao meu
questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete
minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um
imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou
para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria
preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a
máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e
completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra
mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da
arbitrariedade e ilegalidade em andamento.
Não era minha intenção
deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o
manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que
começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para
milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos
americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não
concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma
Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.
Para deixar claro, não
existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum
crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava
me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes
corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição:
apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão
domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.
Não vou submeter minha
família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame
internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil,
trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança.
Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos
acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.
Quero deixar claro: não fugi
do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o
líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai
está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional
de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de
serviçais do regime.
Não sou o primeiro a ter que
lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por
enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e
a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres,
condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país.
José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova
York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o
país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo
perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial
da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos
regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
Este é apenas o começo da
nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no
Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para
o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que
roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que
implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou
abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.
Às instituições brasileiras,
faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos
jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem
medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do
Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há
tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos
brasileiros a confiança que perderam.
À comunidade internacional,
peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje
no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
Aos senadores, deputados e
governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à
presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a
liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por
isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e
assumirei os riscos que vocês não podem correr.
E a você, que votou em mim e
sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é
apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e
pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao
povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição
e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e
legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil.
Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
Saí do Brasil, mas não
abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela
só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai
chegar.
Que Deus abençoe o Brasil.”
Flávio Bolsonaro
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