No controle da Besta: Ferraris, Lamborghinis e outros automóveis

 Aston Martin DB5 race with Ferrari 355 from GoldenEye
No controle da Besta: Ferraris, Lamborghinis e outros automóveis pornográficos

Posted: 11 Dec 2011 02:07 AM PST

Desde criança sonhamos com super esportivos como Ferrari, Lamborghini
e Bugatti. Mesmo em filmes eles são incomuns, talvez por que, quando
aparecem, acabam roubando a cena. O efeito que daria se o James Bond
dirigisse uma Ferrari seria como contracenar com a Angelina Jolie nua,
assim, gratuitamente. "Dane-se Bond, quero ver mais da Ferrari, digo
Angelina!"

Ferrari, em filme do 007, só aparece como coadjuvante, fazendo ponta.
Se não, nós perguntaremos: "Bond? Que james Bond?"

Lemos sobre esses carros em revistas especializadas, jogamos
Super Trunfode carros, babamos com as características de cada um deles
 e depois encontramos aqueles mesmos carros em videogames e
tiramos uma casquinha virtual de como é dirigir uma super máquina de correr.
Assim como sexo, nada virtual é melhor do que a experiência real.
Dirigir vale mais que vê-los num salão de carros, que é melhor do que
jogar no videogame, que é melhor do que ver na rua, que é melhor do que
não fazer nada.

Mas quem dirige uma Ferrari? O padrão de uso desses carros no Brasil
é muito peculiar. Geralmente é alguém endinheirado o bastante para colocar
mais de R$ 1 milhão em um carro com uma capacidade de carga menor do
que um Uno e consumo maior do que um Landau.

Mesmo assim, o felizardo não usa o carro sempre. Só lá nos finais de
semana ele tira a fera da garagem, dá algumas voltas no bairro evitando
ruas com asfalto ruim ou quebra molas e então volta para casa.
Com um carro desses não dá para levar os filhos para tomar uma sorvete,
pois só há espaço para um passageiro e o risco de bater ou ser assaltado
é tão alto que inibe a vontade de usar. O dono repete a rotina por seis meses,
roda cerca de 500 km, não faz manutenção alguma, e então troca de carro.

O importante não é ter o carro, é experimentar vários. Variar.
Quem já trocou de carro consegue imaginar o custo de cada troca desse
 tipo. A brincadeira fica cara. É mais caro do que divórcio!

Dentro de uma Ferrari F 360
Entrar em uma Ferrari é uma experiência fascinante. O carro é mais
baixo e a posição do motorista é mais horizontal. No espaço onde fica o
câmbio na maior parte dos carros, a Ferrari tem apenas uma alavanca
para selecionar a direção, para frente, para trás, neutro. A troca de marcha
 mesmo fica atrás do volante, no mesmo esquema da Fórmula 1. Aliás, o
 nome do câmbio é F1.

O acabamento é impecável, mas nada de luxo. Couro aqui e ali, velocidade,
rotação, temperatura, etc. Um sistema de som completamente inútil.
A perspectiva de ouvir mais uma vez Back in Black, do AC/DC, esvanece
perto da possibilidade de escutar o ronco do motor colocado atrás de si.
Saca essa Ferrari. Linda, sozinha... mas distante. Bom mesmo é
cortar essa distância com uma beleza dessas

istância torce para que o trajeto do carro faça com que aquele ronco
grave e alto passe perto do si.

Mantendo a figura de linguagem porngráfica, entrar no carro é como tirar a
 roupa da dama, pisar no acelerador são as preliminares.
Uma boa recomendação é não dirigir com o motor frio.
Garanta que as preliminares durem por pelo menos alguns minutos.

De certa forma está. Mas o que importa de fato?

A F360 é um automóvel gonzo. O rugido da fera é acompanhado pela
possibilidade de ver as entranhas da fera, que são expostas tanto para
quem está fora, quanto para quem está dentro do carro. A tampa do motor
é de vidro e há uma pequena janela dentro da cabine para ver o motor.

Dane-se o resto do mundo. O motor é que conta. Todo mundo dança
pela sua música e o motorista está no controle da besta.

Você acelera em primeira. O carro arranca com velocidade. Dirige com
calma, troca a marcha na borboleta atrás do volante. Percebe que esticou
a primeira até 40 km/h e a seguunda até 120 km /h em menos de 4
segundos. Diminui, tem um pardal mais adiante. Controla o desejo
de testar a velocidade máxima. Dá mais uma arrancada até 120 km/h e
depois freia. O carro quase para.

A suspensão é dura, parece que você está sobre uma cama de hospital ou
um skate gigante. O volante é sensível. Você percebe que o mínimo
movimento gera uma alteração na direção do carro.

Você sente o carro. Lambe o asfalto sem pressa. Não dirige rápido.
Não mais. Aproveita o tempo e o espaço. Ultrapassa um ou dos carros.
Emparelha com um Uno. Os ocupantes do carro encaram você. Duas
crianças no banco de trás se colam no vidro do carro e dizem "uau".
Você dobra à direita e vai para o centro da cidade.

Mais linda ainda só se rebolasse

É um dia bonito de verão, mas faz frio. Gramado tem dessas coisas.
Você pega uma tranqueira perto do centro de Gramado. A cidade está
cheia devido ao Natal Luz. Todos param para ver seu carro. Tiram
fotos. Você esgota o arsenal de caretas. Acelera o carro e pega à direita
na avenida principal, cheia de turistas.

Crianças de bicicleta pedalam mais rápido do que você e perguntam
"É seu carro tio? Fala a verdade. É seu mesmo?". 99% dos turistas olham
 para você como se fosse Angelina Jolie nua desfilando pelo centro da cidade.
O guri da bicicleta não desiste e exige uma resposta. "É seu mesmo tio?
Não pode ser."

E você responde como que quebrando o encanto. "É do Supercarros".
A ideia é óbvia. Um lugar onde ficam expostos os carros mais incríveis e
 exclusivos do mundo. Superesportivos como Ferraris e Lamborghinis e
 clássicos como Cadillacs, Rolls-Royces e Lincolns. Os visitantes são
guiados por pessoas que gostam de carros. São apaixonados por isso.
Não precisa marcar visita guiada, é só entrar e alguém já vem falando
sobre os carros expostos.

Você pode tirar fotos com os carros, comprar miniaturas e suvenires ou fazer
 o que eu fiz. Entrar num supercarro e passear pela cidade. São 2
circuitos disponíveis, um apenas na avenida entre Gramado e Canela e
outro que inclui o centro de Gramado.

"Olha, o mais impressionante é que tem gente que chora ao dirigir um carro
desses", conta Gustavo, dono do lugar. "Na maior parte, os clientes são
homens e vêm realizar sua fantasia. Mas mulheres também fazem test-drives".

O test-drive de um supercarro não é barato. Custa entre R$ 430 e R$ 940
 na Mulher, Cerveja & Futebol. . Mesmo assim, representa um milésimo
do valor de um carro desses. Por este ponto de vista é uma verdadeira
pechincha. Este valor inclui também ingresso em outras 3 atrações em
Gramado, além da garantia de que o carro que você deseja estará disponível
 no dia que você agendar com a equipe do salão.

Olha só que danadinha. Fica se exibindo na calçada, louca pra alguém passar
 a mão nela

Isso é importante porque o "estoque" do salão tem dono. Vários donos.
Em geral, caras que antes mantinham esses carros na garagem para
dirigir apeas 20km por semana, e agora tem a garantia que os mesmos
estão sendo cuidados e venerados por visitantes de todo o Brasil.
Com isso, eles transformaram um passivo em um ativo.

Eventualmente aparece alguém e tira um dos carros da exibição sem a
companhia dos pilotos do Supercarros. É um dos donos. Por este
motivo é importante agendar.

No momento, temos online 3 opções de carro em 2 opções de percurso.
O pacote mais exclusivo inclui dirigir uma Lamborghini Gallardo, o
Rolls-Royce Corniche, o Lincoln Continental ou o Cadillac Eldorado.
 Os outros pacotes à vendaincluem a Ferrari F360 Modena e o
conversível F355 Spider.

É muita pornografia pra um texto só, né. Mas digamos que, em um
mundo de sexualidade descarada, algumas obscenidades ainda surpreendem.

Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas

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