Ele não foi embora para Pasárgada. Mas é amigo (e sócio!) do Rei. Desde 1991, Celso Grellet está ao lado de Édson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. São 20 anos de parceria e amizade. Hoje, poucas pessoas são tão próximas do cotidiano do Maior Atleta do Século 20 quanto ele, assim como nos negócios. É tanto tempo que até o próprio Celso se esquece da dimensão da figura de Pelé.
Em conversa exclusiva com o AreaH, ele contou um pouco sobre sua trajetória profissional, falou sobre a amizade e sociedade com o Rei do futebol e revelou histórias curiosas que viveu ao lado da lenda. Algumas inéditas, que Celso contou pela primeira vez. Por exemplo, da amizade cultivada entre Pelé e John Lennon, em Nova York. Amizade celebrada em lugar inusitado!
"Fui o primeiro diretor de marketing do Clube dos 13, criado em 1987. Foi um movimento, na ocasião, revolucionário, que antecedeu, em alguns anos, a criação até do G-14 (grupo de principais clubes europeus). A ideia era que os clubes tomassem o poder que pertencia a uma federação, com a criação de uma liga. Os clubes defenderiam os seus próprios interesses. Um modelo semelhante do que é encontrado nas principais ligas americanas, como a NBA, NFL, MLB, enfim", explica.
Em conversa exclusiva com o AreaH, ele contou um pouco sobre sua trajetória profissional, falou sobre a amizade e sociedade com o Rei do futebol e revelou histórias curiosas que viveu ao lado da lenda. Algumas inéditas, que Celso contou pela primeira vez. Por exemplo, da amizade cultivada entre Pelé e John Lennon, em Nova York. Amizade celebrada em lugar inusitado!
"Fui o primeiro diretor de marketing do Clube dos 13, criado em 1987. Foi um movimento, na ocasião, revolucionário, que antecedeu, em alguns anos, a criação até do G-14 (grupo de principais clubes europeus). A ideia era que os clubes tomassem o poder que pertencia a uma federação, com a criação de uma liga. Os clubes defenderiam os seus próprios interesses. Um modelo semelhante do que é encontrado nas principais ligas americanas, como a NBA, NFL, MLB, enfim", explica.

"A função no Clube dos 13 e no São Paulo acabou me dando uma certa notoriedade nessa área, o que levou ao convite para trabalhar com o Pelé. Eu me liguei a ele em 1991. Naquela ocasião, um ex-sócio do Pelé me convidou para conversar e a ideia era montar uma empresa de marketing esportivo junto com o Pelé, que acabou sendo criada, chamada Pelé Sports & Marketing.
Para mim, embora eu não soubesse exatamente o que ia ser, o raciocínio óbvio era o seguinte: eu ligado a essa marca, alguma coisa de bom vai dar para fazer! E foi uma história longa e que existe até hoje com o Pelé", complementa, ressaltando como conheceu o Rei.
Pelé e Lennon
"Pouca gente sabe, mas Pelé e John Lennon cultivaram uma amizade em Nova York. Ele me contou isso depois, porque não nos conhecíamos nessa época, final dos anos 1970, quando os dois estavam morando na cidade. O mais curioso é onde eles se conheceram pessoalmente e mantiveram a afinidade: em uma escola de línguas! O Pelé estava lá para aprender inglês e o Lennon japonês. Depois que se conheceram e conversaram um pouco, viraram amigos. Nos intervalos das aulas, se encontravam. Antes e depois, também"
Com Nelson Mandela
"O encontro aconteceu em 1995. Ficamos um tempão juntos. Na realidade, quem tinha de estar lá dentro era só ele, mas ele me puxou para dentro. Eu, obviamente, aceitei e peguei carona na conversa dos dois e até dei meus pitacos! Eles ficaram mais de uma hora conversando. E eu ali, de testemunha da história"
Os japoneses e o passaporte do Rei
"A história mais engraçada que eu vivi ao lado dele foi em uma viagem de Londres para Nova York, na época ainda do Concorde, acho que 1996, 97. Tem sempre um esquema de aeroporto para o Pelé, né, para não gerar confusão e tal. Esse esquema foi feito, mas quando nos estamos para entrar no avião, no corredor que leva até a aeronave, parou ao lado do Concorde um jumbo da Japan Airlines, e desceram uns 500 japoneses.
Eles reconheceram o Pelé e aí não dá mais nem para segurança proteger, porque está no corredor de entrada do avião! Veio aquele monte de gente pedindo autógrafo para ele, tirando foto, japonês adora foto! Bom, ele deu um monte de autógrafo, tirou foto, foi um sufoco, segurança empurrando, mas acabamos entrando no avião e fomos para NY.
Quando chegamos em NY, ele vira pra mim e fala: "Escuta, Celso, meu passaporte tá com você, né?". Falei: "Não, não tá comigo, eu te dei lá no aeroporto, pô!". Ele não estava com o passaporte! Ele disse: "Naquela confusão dos japoneses, eu estava assinando autógrafo apoiado no passaporte e é capaz de ter ido para algum japonês!". Eu disse: "Bom, você tá fodido, porque sem o passaporte você não vai entrar, mas eu vou". Bom, ia ser uma dor de cabeça, uma chatice!
No aeroporto em Nova York, uma das pessoas que veio receber a gente era um crioulão da alfândega que sabia que o Pelé ia chegar. O sobrinho dele tinha jogado na escolinha do Pelé, quando o Pelé morou lá, treinava garotos e etc. Eu chamei o cara em um canto e expliquei toda a história. Ele perguntou se eu estava com o meu passaporte e disse que daria um jeito. "Vem comigo que eu vou dar um jeito", disse. Ele foi falar com não sei quem, voltou com um cara, que pediu meu passaporte e carimbou. O Pelé assinou um papel e acabou entrando, sem passaporte, nos EUA!
Mas o mais engraçado dessa história não é aí! Dois dias depois, no escritório do Pelé em NY, o passaporte chega! Só japonês para fazer isso!! Você acredita que o japonês tinha um cartão do Pelé com o endereço do escritório em NY e mandou o passaporte para lá, com uma carta pedindo desculpas? Só japonês, né, porque um fã dele que pega isso vai guardar o passaporte para ele para sempre! E o japonês ainda pediu um milhão de desculpas!"
Pelé e Lennon
"Pouca gente sabe, mas Pelé e John Lennon cultivaram uma amizade em Nova York. Ele me contou isso depois, porque não nos conhecíamos nessa época, final dos anos 1970, quando os dois estavam morando na cidade. O mais curioso é onde eles se conheceram pessoalmente e mantiveram a afinidade: em uma escola de línguas! O Pelé estava lá para aprender inglês e o Lennon japonês. Depois que se conheceram e conversaram um pouco, viraram amigos. Nos intervalos das aulas, se encontravam. Antes e depois, também"
Com Nelson Mandela
"O encontro aconteceu em 1995. Ficamos um tempão juntos. Na realidade, quem tinha de estar lá dentro era só ele, mas ele me puxou para dentro. Eu, obviamente, aceitei e peguei carona na conversa dos dois e até dei meus pitacos! Eles ficaram mais de uma hora conversando. E eu ali, de testemunha da história"
Os japoneses e o passaporte do Rei
"A história mais engraçada que eu vivi ao lado dele foi em uma viagem de Londres para Nova York, na época ainda do Concorde, acho que 1996, 97. Tem sempre um esquema de aeroporto para o Pelé, né, para não gerar confusão e tal. Esse esquema foi feito, mas quando nos estamos para entrar no avião, no corredor que leva até a aeronave, parou ao lado do Concorde um jumbo da Japan Airlines, e desceram uns 500 japoneses.
Eles reconheceram o Pelé e aí não dá mais nem para segurança proteger, porque está no corredor de entrada do avião! Veio aquele monte de gente pedindo autógrafo para ele, tirando foto, japonês adora foto! Bom, ele deu um monte de autógrafo, tirou foto, foi um sufoco, segurança empurrando, mas acabamos entrando no avião e fomos para NY.
Quando chegamos em NY, ele vira pra mim e fala: "Escuta, Celso, meu passaporte tá com você, né?". Falei: "Não, não tá comigo, eu te dei lá no aeroporto, pô!". Ele não estava com o passaporte! Ele disse: "Naquela confusão dos japoneses, eu estava assinando autógrafo apoiado no passaporte e é capaz de ter ido para algum japonês!". Eu disse: "Bom, você tá fodido, porque sem o passaporte você não vai entrar, mas eu vou". Bom, ia ser uma dor de cabeça, uma chatice!
No aeroporto em Nova York, uma das pessoas que veio receber a gente era um crioulão da alfândega que sabia que o Pelé ia chegar. O sobrinho dele tinha jogado na escolinha do Pelé, quando o Pelé morou lá, treinava garotos e etc. Eu chamei o cara em um canto e expliquei toda a história. Ele perguntou se eu estava com o meu passaporte e disse que daria um jeito. "Vem comigo que eu vou dar um jeito", disse. Ele foi falar com não sei quem, voltou com um cara, que pediu meu passaporte e carimbou. O Pelé assinou um papel e acabou entrando, sem passaporte, nos EUA!
Mas o mais engraçado dessa história não é aí! Dois dias depois, no escritório do Pelé em NY, o passaporte chega! Só japonês para fazer isso!! Você acredita que o japonês tinha um cartão do Pelé com o endereço do escritório em NY e mandou o passaporte para lá, com uma carta pedindo desculpas? Só japonês, né, porque um fã dele que pega isso vai guardar o passaporte para ele para sempre! E o japonês ainda pediu um milhão de desculpas!"


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