Bandeira de conveniência


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Se você prestar atenção durante comerciais para cruzeiros, pode notar que alguns navios são registrados em países como o Panamá e a Libéria. 

Esta é uma prática conhecida como “bandeira de conveniência”. 

A maioria dos navios mercantes em todo o mundo compartilha semelhantes registros questionáveis. 

As razões para isso são muitas vezes obscuras. 

Países como a Libéria possuem poucos regulamentos ambientais ou de direitos humanos. Isso permite que as empresas se esquivem de impostos e operem em níveis de poluição que nunca seriam permitidos em outros países. 

Talvez a parte mais “conveniente” deste acordo seja a capacidade de recrutar trabalhadores com salários praticamente escravos. Muitas vezes, os funcionários são recrutados de nações pobres da Ásia, América Central e Europa Oriental e forçados a compromissos anuais, ganhando cerca de US$ 50 (R$ 100) por mês, trabalhando 80 horas semanais. 

Pior ainda, esses funcionários são muitas vezes contratados por agentes que cobram suas próprias taxas, e os navios podem cobrar por uniformes e despesas similares, transformando as pessoas em servos até que elas possam saldar suas dívidas.

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