O juiz, responsável pela operação Custo Brasil, afirma que dois delatores apontaram Vaccari como "uma espécie de mentor do esquema de desvio do caso Consist" e o PT como "principal beneficiário do esquema".
A operação Custo Brasil é um desmembramento da Lava Jato e investiga desvios no ministério do Planejamento entre 2005 e 2011, período em que a pasta foi comandada por Paulo Bernardo, recentemente preso pela PF e solto após liminar do ministro Dias Toffoli, do Superior Tribunal Federal (STF).
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 7,2 milhões do ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e do ex-secretário municipal de São Paulo Valter Correia.
De acordo com o juiz, ambos não tem participação decisiva no esquema, mas o valor corresponde ao que teriam recebido.
As investigações da Operação Custo Brasil, deflagrada no dia 23 de junho pela Polícia Federal (PF), apontam que a empresa Consist Software era responsável por gerenciar a propina do esquema criminoso montado no ministério para desviar recursos dos empréstimos consignados.
A empresa foi responsável por cuidar do sistema de consignação até o fim do ano passado.
Contratada em 2009 pelo Ministério do Planejamento, cabia a Consist organizar a folha de pagamento dos servidores públicos federais, calcular a margem de negociação para a concessão do empréstimo consignado e quanto seria descontado dos salários.
De acordo com o superintendente da Receita Federal em São Paulo, Fábio Ejchel, a fraude chegou a mais de R$ 100 milhões e cada parcela de empréstimo consignado deveria custar R$ 0,30 (pelos serviços da Consist) e não R$ 1, como estava sendo feito.
"Dezenas de milhares de funcionários públicos foram lesados", disse Eichel em entrevista na superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, para detalhar a operação.

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