Como tantas outras Paulas filhas deste País, Paula levanta cedo
da cama com o tilintar do despertador.
Não raro, o marido, Rafael, já está de
olhos abertos. Pela manhã, ela mantém uma rotina nada estranha à maioria das
pessoas de classe média.
Vai ao cabeleireiro, faz compras para
abastecer a despensa de casa, reserva uns minutos para o pilates e uma ida rápida à
clínica de estética, e, eventualmente, dá uma passadinha no pet shop.
Depois de
almoçar, leva o filho à escola.
À tarde, dirige-se ao trabalho, obrigação já
cumprida pelo marido de manhã.
Como tantas outras Paulas filhas deste País,
Paula seria apenas mais uma brasileira se não carregasse em sua assinatura o
sobrenome Rousseff.
A filha da petista usa o aparato oficial, composto de oito
veículos e dezesseis pessoas (cada carro possui um motorista e um segurança),
para atividades como ir ao cabeleireiro, ao pet shop, ao pilates, a uma clínica
de estética e para levar seus filhos à escola.
O genro de Dilma, Rafael Covolo,
também utiliza a estrutura bancada pelos contribuintes de maneira similar.
De acordo com o artigo 3º do decreto 6.403 de março de 2008, os
veículos oficiais de representação podem ser usados apenas pelo presidente da
República, pelo vice-presidente, pelos Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e por
ex-presidentes da República.
Mesmo que fosse o caso da filha da presidente
afastada, a frota é composta por carros sem a identificação “governo federal”
exigida por lei e que utilizam de maneira irregular as chamadas “placas frias”,
com prefixos inexistentes e usadas para evitar identificação.
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