Com água até o nariz, quase afogando, o presidente Michel Temer e diversos deputados federais envolvidos na operação Lava Jato falavam em suspensão do recesso parlamentar até poucos meses atrás.
Agora que Marcelo Odebrecht começou desde segunda-feira fazer sua confissão voluntária, o que Temer e os deputados mais querem é desligar o Legislativo e mandar todo mundo pra festa.
Marcelo Odebrecht vai confirmar o jantarzinho que aconteceu no Palácio do Jaburu, em 2014, ocasião que Michel Temer pediu e recebeu, posteriormente, os R$ 10 milhões da Odebrecht.
O dinheiro pode até ter sido declarado nas contas de campanha porém o problema não é esse.
A questão gira sobre tráfico de influência, facilidade em contratos públicos, votação de MP’s e formação de quadrilha, uma vez que outros atuavam juntos com o mesmo propósito.
Analistas políticos avaliam que não há o que comemorar com a aprovação PEC 55, a do Teto, que tenta passar a impressão de segurança econômica ao mercado.
Tudo poderá cair com as declarações de Marcelo Odebrecht.
O quebra-galho do governo deve durar no máximo a passagem de 2016 para 2017.
O que vem pela frente é negro e muito podre.
Parlamentares torcem para que a festas de fim de ano surjam como um vento tempestuoso pra soprar pra longe os efeitos da Lava Jato.
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