O próximo round no STF envolvendo Renan
Calheiros será a decisão se ele deve ser punido por ter ignorado a ordem da
Corte de se afastar da presidência do Senado.
Parte dos ministros avalia que,
como foi derrubada, a liminar perdeu seu efeito.
Mas há também os que defendem
que é preciso puni-lo.
A maioria concorda num ponto: Renan só permaneceu no
comando do Senado porque a decisão de Marco Aurélio Mello era tecnicamente
fraca.
A avaliação de vários integrantes do Supremo foi de que Mello os colocou
numa enrascada.
Um ministro que defende
enterrar o assunto justifica: “O Congresso pode estar enfraquecido pelas
críticas da opinião pública, mas não está morto”.
Teme que o Judiciário seja
retaliado com a votação de medidas indesejáveis.
Ontem, deputados já
comemoraram a decisão do Supremo não por ter beneficiado Renan Calheiros, mas
porque “deuses supremos” foram desmistificados.
Os ministros do STF estavam cientes da
reação das ruas quando decidiram manter Renan Calheiros na presidência do
Senado.
“Não dava para votar só para ficar bem com as ruas.”
A aposta é de que
logo a situação se reverta.
O STF analisará se Renan vira réu em 11 processos.
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