O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivan Sartori, pediu à corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon nomes e dados das investigações sobre magistrados da corte paulista e teve o pedido negado.
Segundo a assessoria de Calmon, as informações não foram passadas ao presidente do TJ, pois "dados sigilosos só são fornecidos quando formalmente solicitados".
Sartori esteve reunido com a corregedora por cerca de duas horas em Brasília.
O CNJ está no centro de uma crise no Judiciário devido à discussão sobre o seu poder de investigação sobre os próprios magistrados.
Recentemente, dois ministros do STF atenderam a ações da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entre outras entidades, e suspenderam investigações do conselho contra tribunais.
As associações de juízes também entraram com representação na Procuradoria-Geral da República contra a corregedora, para que seja investigada sua conduta na investigação sobre pagamentos atípicos a magistrados e servidores.
Para os juízes, a ministra quebrou o sigilo fiscal dos investigados, ao pedir que os tribunais encaminhassem as declarações de imposto de renda dos juízes.
Na semana passada, a corregedora do CNJ apresentou relatório mostrando que magistrados e servidores movimentaram, entre 2000 e 2010, R$ 856 milhões em operações financeiras consideradas "atípicas" pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda.
As informações são da Folha.com.


Nenhum comentário:
Postar um comentário