O perigo que rondava o Tribunal de Contas:

Gim Argello (Foto: Pedro França / Agência Senado)
Gim Argello: como pode cuidar das contas públicas alguém que está sendo processado no STF por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e ocultação de bens?  (Foto: Pedro França / Agência Senado)
Informa Marcela Mattos, do site de VEJA em Brasília:
Preterido por senadores e pelo próprio presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o senador Gim Argello (PTB-DF) desistiu de tentar uma cadeira de ministro na Corte. O anúncio foi feito ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na noite desta quarta-feira, poucas horas depois de a oposição ter apresentado outro nome à vaga. A assessoria de Argello deve soltar uma nota com os motivos da desistência.
O PERIGO RONDA O TCU
Editorial do jornal O Estado de S. Paulo
Encarregado de zelar pelas contas públicas e pelo respeito ao princípio da moralidade na máquina administrativa federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) está correndo o risco de ter em seus quadros o senador Gim Argello (PTB-DF) – um político cuja folha corrida colide frontalmente com o papel que a Constituição atribui à Corte.
Com apoio declarado do Palácio do Planalto, ele foi lançado pela base governista para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Valmir Campelo, na semana passada.
Campelo só deveria se aposentar em outubro, pela compulsória. Mas, em troca de um cargo de vice-presidente do Banco do Brasil, teria antecipado a saída a pedido da base governista, interessada em indicar ministros de confiança para o TCU.
O acordo para a troca de Campelo por Argello foi negociado com o PTB pelo chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pelo ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e teve o aval da presidente Dilma Rousseff.
Eleito suplente de senador em 2007, Gim Argello assumiu o mandato quando o titular, Joaquim Roriz, renunciou para não ser cassado e não perder os direitos políticos, depois de ser acusado de envolvimento num caso de corrupção no Banco de Brasília (BRB), ocorrido quando era governador do Distrito Federal. Tanto Campelo quanto Argello, que foi deputado distrital, já integraram o grupo político de Roriz.
A biografia de Argello ficou conhecida na época em que assumiu a vaga de Roriz, em julho de 2007, e quase lhe custou o cargo, por causa dos crimes eleitorais de que era acusado à época.
Atualmente, o senador responde a vários inquéritos e ações criminais no Supremo Tribunal Federal – a maioria por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Nenhum comentário:

Postar um comentário

EM DESTAQUE

UMA HISTÓRIA DE DOR E ESPERA! 💥 MORRE POLICIAL FEDERAL PRESO PELO 8/1 QUE SÓ REAVEU BENS 48H ANTES DO FIM:

  UMA HISTÓRIA DE DOR E ESPERA! 💥 MORRE POLICIAL FEDERAL PRESO PELO 8/1 QUE SÓ REAVEU BENS 48H ANTES DO FIM:  O caso de José Fernando Hono...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS