◘ ALINHAMENTO DE CINCO PLANETAS SERÁ VISÍVEL A PARTIR DA MADRUGADA DESTA QUINTA FEIRA.

Alinhamento dos planetas
Superluas
O fenômeno deve se repetir por um mês e o melhor horário para observação é pouco antes do nascer do sol, às 5h40, na direção Leste para Norte do horizonte 20/01/2016

“Vênus e Júpiter poderão ser facilmente identificados, uma vez que possuem brilho muito intenso”, afirmou o astrônomo André Luiz da Silva, do Observatório Dietrich Schiel, da USP de São Carlos(Museum Victoria/Stellarium/Reprodução)

Um incrível alinhamento dos cinco primeiros planetas do nosso Sistema Solar poderá ser visto a olho nu no horizonte, a partir da madrugada desta quinta-feira (21). 

Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno estarão visíveis no céu formando uma espécie de arco entre as direções Leste e Norte no horizonte, pouco antes do nascer do Sol, por volta das 5h40 da manhã. 

O fenômeno deve se repetir por um mês e promete ser um belo espetáculo celeste.

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Este não é um alinhamento "clássico", em que as órbitas dos planetas se aproximam e eles parecem estar "chegando mais perto" no céu, quando vistos da Terra - a aproximação é sempre aparente, pois os planetas estão a milhões de quilômetros de nós. 

Dessa vez, os planetas vão parecer estar "enfileirados", um efeito visual causado pela perspectiva que temos do Sistema Solar.

De acordo com o astrônomo André Luiz da Silva, do Observatório Dietrich Schiel, da USP de São Carlos, o movimento dos planetas pode começar a ser observado do Brasil na noite desta quarta-feira. 

O primeiro planeta a aparecer no horizonte será Júpiter, por volta das 23 horas. 

Em seguida, virão Marte, às 2 horas, Saturno, que aparecerá às 3 horas, Vênus, por volta das 4 horas e, por último, Mercúrio que só deve despontar no horizonte por volta das 5h40.

"Vênus e Júpiter são os planetas mais facilmente identificáveis, pois possuem brilho muito intenso", afirma Silva.

O astrônomo ressalta, no entanto, que os observadores devem tomar cuidado com o nascer do Sol, que impossibilita a vista dos planetas. 

Como Mercúrio deve ser o último a aparecer, a dica do astrônomo é começar a observação às 5h40 e aguardar que o planeta surja momentos antes da aparição solar.

"Para a observação deste fenômeno é preciso ter paciência e um horizonte limpo. 

O que garante uma visão melhor dos planetas são locais abertos, como o campo e o litoral, mas, quem não estiver em locais como estes, pode buscar um local onde a vista não tenha prédios ou qualquer coisa que bloqueie a visão, pois os planetas aparecerão em alturas diferentes no horizonte", explica o astrônomo. 

Vale lembrar ainda que a chuva ou céu fechado também são outros fatores que atrapalham a observação.


Esta será a primeira vez que o alinhamento dos únicos cinco planetas que podem ser vistos a olho nu ocorre desde 2005. 

No entanto, André afirma que o fenômeno deve voltar a acontecer em agosto deste ano e em outubro de 2018.
Trânsito de Mercúrio
1 de 5(Foto: VEJA.com/Divulgação)

Trânsito de Mercúrio

Na manhã de 9 de maio, o céu será palco de um raro fenômeno astronômico: o trânsito de Mercúrio, nome dado à passagem do planeta entre o Sol e a Terra. O evento, que acontece 13 vezes em um intervalo de 100 anos, é como se fosse um “eclipse”. No entanto, devido ao seu tamanho diminuto e à grande distância que está da Terra, Mercúrio poderá ser observado como uma pequena bola negra passando em frente do Sol, sem encobrir o grande astro. Em 2016, o fenômeno terá início às 8h08 e terminará às 15h36. “O trânsito só poderá ser observado usando instrumentos óticos (binóculos e telescópios) e tomando as precauções necessárias a toda observação solar: observar somente pelo método da projeção – binóculos ou telescópios – ou com filtros astronômicos especiais. Em hipótese alguma se deve utilizar materiais caseiros como chapas de raios-X, filmes velados, pois podem causar danos a visão do observador. Para observar, tomando as devidas precauções, deve-se olhar para o Sol: Mercúrio aparecerá como um pequeno disco se deslocando lentamente em frente ao Sol”, diz Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).
Conjunções planetárias
2 de 5(Foto: Marcele Flores/Frame/Folhapress)

Conjunções planetárias

Durante as conjunções planetárias, dois ou mais corpos celestes aparentam estar muito próximos um do outro no céu. Em 2016, o destaque será para as aproximações de Vênus e Saturno, em 9 de janeiro, e de Vênus e Júpiter, em 27 de agosto, que poderão ser vistas de todo o país. Os planetas poderão ser vistos tanto a olho nu como com o uso de equipamentos (binóculos e telescópios). A conjunção de Vênus e Saturno acontece a partir das 4h até o amanhecer, na direção Leste do céu. Já a aproximação de Vênus e Júpiter terá início no entardecer e será visível até às 19h30.
Oposição de Marte
3 de 5(Foto: iStockphoto/Getty Images)

Oposição de Marte

Na noite de 22 de maio, a Terra estará entre Marte e o Sol, o momento mais adequado para observar o planeta da superfície terrestre. O fenômeno, chamado de "oposição", pois é o instante em que Marte e o Sol estão em posições opostas, poderá ser visto em todos os Estados brasileiros, sem o auxílio de instrumentos. “Em 2016, Marte atingirá a melhor posição de observação desde 2005, quando ficará a 76 milhões de quilômetros da Terra e atingirá magnitude -2, mais brilhante que qualquer estrela no céu”, disse Rojas. Para observar um astro em oposição, deve-se olhar, no começo da noite, na direção Leste, onde o Sol nasce. O ponto mais brilhante será o planeta, que ficará visível durante toda a noite.
Chuva de meteoros Eta Aquarídeas
4 de 5(Foto: Robert Atanasovski/AFP)

Chuva de meteoros Eta Aquarídeas

A principal chuva de meteoros de 2016 será a Eta Aquarídeas, que atingirá seu ápice em 7 de maio e poderá ser observada a olho nu de todo o país. O fenômeno está associado ao cometa 1P/Halley e é visível, anualmente, entre os dias 19 de abril e 28 de maio. “Deve-se olhar para a constelação de Aquário a partir das 3h, sendo que o melhor horário para a observação será cerca de uma hora antes do amanhecer”, diz Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Neste ano, a Geminídeas, que costuma ser a mais intensa chuva de meteoros anual, não poderá ser vista, pois será prejudicada pela iluminação da Lua Cheia.
Superluas
5 de 5(Foto: AFP/VEJA)

Superluas

“Superlua" é o nome dado ao fenômeno em que a Lua parece estar maior e mais brilhante. Ele ocorre quando o perigeu lunar – ponto da órbita em que o satélite está o mais próximo possível da Terra – coincide com a fase cheia da Lua. Nesse momento, ela pode parecer até 14% maior e até 30% mais brilhante. Em 2016, o céu terá “superluas” nos dias 16 de agosto, 14 de novembro e 14 de dezembro.

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