Uma nova investigação sugere que a aspirina pode proteger, em cerca de
50%, os nossos pulmões dos problemas causados pela poluição atmosférica.
Para além de nos tirar as dores de
cabeça, a aspirina já foi associada a outros benefícios, como, por
exemplo, regenerar os dentes após cáries.
Agora, um novo estudo publicado no mês
passado na revista American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine,
sugere que este medicamento pode proteger os nossos pulmões da poluição
atmosférica crescente.
A equipa de investigadores chegou a
esta conclusão após observar os resultados de um estudo decorrente que tem
analisado a saúde de 2 mil pessoas de Boston, nos Estados Unidos, desde os anos
60. A qualidade do ar na região também foi medida regularmente, de acordo com
o Gizmodo.
Desta forma, os cientistas conseguiram
comparar os resultados de pessoas que tomaram aspirina com aqueles que não tomaram
e verificar eventuais diferenças. Como seria de esperar, as pessoas expostas a
uma maior dose de poluição atmosférica no dia em que eram testadas, tinham uma
pior função pulmonar.
Contudo, os investigadores encontraram
um senão. Quando a pessoa tomou aspirinas recentemente, os efeitos da poluição
não se faziam sentir tão intensamente. Os pulmões das pessoas que tomavam a
medicação estavam quase 50% menos afetados pelos danos da poluição do ar.
“As nossas descobertas sugerem que a
aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides podem proteger os pulmões
de picos de curto prazo na poluição do ar”, disse Xu Gao, autor responsável
pelo estudo. “É claro que ainda é importante minimizar a nossa exposição à
poluição do ar, que está associada a uma série de efeitos adversos à saúde”.
Gao e a sua equipa reconhecem, no
entanto, que são necessários mais estudos para comprovar que estes medicamentos
podem ser divulgados como auxiliares antipoluição.
Fonte: ZAP

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