Qualquer pessoa que tenha passado algum tempo utilizando os
serviços de grandes empresas de internet nos últimos anos sabe que elas
apresentam um viés de extrema-esquerda e operam sistematicamente para suprimir
a direita.
As evidências são abundantes e irrefutáveis,
começando pelas próprias posições oficiais de tais companhias.
Pense em QUALQUER pauta da agenda
esquerdista. Com certeza, ela está contemplada nos "valores"
defendidos por tais empresas: ideologia de gênero, ambientalismo radical,
política de identidade, abortismo, feminismo, ateísmo, materialismo, etc...
Só para ficar num exemplo marcante, quando Trump venceu as eleições dos EUA, os principais executivos do Google fizeram uma reunião com os colaboradores para aplacar o pânico que se instalou.
Uma
diretora foi às lágrimas.
Esse é o nível de esquerdismo desse pessoal.
A esquerda não está brigando com essas
empresas porque elas são aliadas da direita, mas sim porque elas NÃO ESTÃO
PERSEGUINDO A DIREITA O SUFICIENTE, na visão do establishment socialista.
Além disso, o establishment não quer deixar
na mão dessas empresas a capacidade de censurar os usuários, mas sim ter esse
poder para si, diretamente.
Eis a verdade sobre o tal projeto
das "Fake News", que é claramente um projeto totalitário.
A ofensiva do establishment político
socialista é somada ao establishment midiático, Globo à frente, que observa no
projeto a oportunidade de recuperar o poder perdido para essas empresas nos
últimos anos, tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista de
influência, visto que na linha do projeto, a imprensa "profissional"
representaria "a verdade dos fatos", contra a
"desinformação" dos produtores independentes de conteúdo na internet.
E ainda por cima seria remunerada pelas
próprias Big Tech.
Finalmente, ao establishment socialista estão
unidos outros políticos e autoridades que podem até ser opositores da esquerda
em termos ideológicos, mas que não querem saber de uma internet livre, em que
as pessoas podem criticá-los e expor os crimes cometidos por esse pessoal.
Logo, quem defende a liberdade de expressão,
um sistema político livre, a liberdade de associação e de crença, entre outros
direitos fundamentais, não está defendendo as Big Tech por concordar com suas
posições políticas, ou sua forma de atuação, mas porque será AINDA PIOR se o
Estado assumir diretamente a função de CENSOR.
Uma amostra está na decisão de ontem que
obrigou o Telegram a retirar uma crítica ao projeto de censura do ar, e postar
uma a favor.
Mesmo que as empresas sejam muito poderosas,
elas ainda respondem, minimamente, ao mercado e à pressão popular, e não contam
com poder de polícia.
Um governo totalitário não responde a
ninguém, e tem todo o aparato de repressão policial nas mãos, como fica demonstrando
pelos inquéritos persecutórios, censuras e prisões dos últimos anos.
A regulação das empresas de internet deveria
ocorrer no sentido de garantir direitos aos consumidores, impedir que essas
empresas censurassem com base em ideologia, e promovesse maior concorrência no
mercado, combatendo monopólios e oligopólios.
Para ser justo, alguns artigos do projeto de lei em questão até tocam nesses assuntos, como a abertura dos algoritmos e criação de um processo para recorrer de moderações.
Mas o cerne do projeto é
totalitário ao responsabilizar empresas por conteúdo postado, sendo que há uma
jurisprudência dos últimos anos que criminaliza a própria direita, além de
exigir moderação imediata de temas que "ataquem a democracia".
Ora, para o establishment, qualquer coisa que
questiona corruptos e autoritários se encaixa nessa definição.
Para piorar, está prevista a criação de um
"Ministério da Verdade", que definirá, em tese, o que pode e não pode
ser postado nas redes, além das punições às empresas que não seguirem tais
definições.
As Big Tech estão longe de serem santas, mas
o risco totalitário oferecido pelo Estado é muito maior.

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