Se Dilma cai nas pesquisas, a Bolsa sobe.

É a mais recente tendência: se Dilma cai nas pesquisas, a Bolsa sobe. Sinal de que a comunidade de negócios está abandonando a candidata Dilma
Detalhe do pregão eletrônico da Bovespa, em São Paulo: Dilma cai, os índices sobem (Reinaldo Canato)
Detalhe do pregão eletrônico da Bovespa, em São Paulo: se a aprovação do governo Dilma cai, ou se cai seu percentual de intenção de voto, os índices sobem (Reinaldo Canato)
Amigas e amigos do blog, parece inacreditável, mas é a verdade: a moda, agora, no mundo dos negócios, é que a perspectiva de uma queda de Dilma nas pesquisas de intenção de voto ou na avaliação de seu governo, faz a Bolsa disparar!
Para quem foi inventada por Lula como a “gerentona”, a imbatível executiva que faria o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) conduzir o Brasil como um míssil intercontinental econômico, poderia haver pior diagnóstico como administradora?
Isso significa que o setor produtivo do país, a iniciativa, a parte da economia que faz o Brasil andar, está deixando — de forma expressiva — de confiar na competência da presidente. A possibilidade de ela não se reeleger acende a luz dos negócios.
Pudera. Em seus mais de três anos de administração, o que aconteceu? O país…
* teve desempenho medíocre em matéria de crescimento econômico, para não dizer péssimo diante de suas possibilidades reais — índices de 2,7% em seu primeiro ano de governo, 2011, que desabaram para ridículos 1% em 2012 e foram a 2,3% no ano passado;
* foi mal das pernas com a inflação (com manobras de todo tipo para escondê-la debaixo do tapete, às custas, por exemplo, de arrochar a Petrobras e as empresas do setor elétrico — com estas, deixa um rombo de mais de 40 bilhões de reais a serem pagos pelo Tesouro… em 2015, depois das eleições);
*  desferiu caneladas e promoveu maquiagem nas contas públicas a ponto de perder posição na agência de classificação de riscos Standard & Poor’s;
* aplicou fintas na Lei de Responsabilidade Fiscal;
* fez privatizações tardias, envergonhadas e insuficientes, afugentou investimentos estrangeiros…
* viu explodir em seu colo o espantoso negócio da Petrobras com a refinaria Pasadena, no Texas, em que a estatal jogou mais de 1 bilhão de dólares no lixo sem que haja qualquer explicação plausível para o escândalo
Tem mais, se quiserem. Mas acho que não é preciso, não é mesmo?
Isso quer dizer que Dilma vai perder a eleição em outubro?
Claro que não!
Mas significa algo importante em qualquer eleição: a comunidade de negócios pode estar abandonando a candidata Dilma
Agora, leiam a significativa matéria publicada sobre Dilma cai, Bolsa sobe no site de VEJA:
BOVESPA AVANÇA NA EXPECTATIVA DE QUEDA DE DILMA EM PESQUISA ELEITORAL
Do site de VEJA
O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, fechou em alta de quase 3% no pregão desta quarta-feira diante da expectativa de nova pesquisa eleitoral que será divulgada no fim de semana.
Não é a primeira vez que o clima de eleições presidenciais dita o ritmo do mercado este ano. Na semana passada, a Bolsa brasileira se descolou do mau humor dos mercados externos e subiu na quinta-feira após a pesquisa CNI/Ibope mostrar que a avaliação positiva do governo Dilma caiu de 43% para 36%, e a negativa subiu de 20% para 27%.
Nesta quarta, o movimento de alta ainda é especulativo, mas também ligado a intenções de voto. No sábado, o Instituto Datafolha divulgará uma nova pesquisa e o mercado espera um novo tombo de Dilma. No domingo, será a vez do Ibope, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, os investidores de curto prazo têm agido com otimismo a cada possibilidade de queda da popularidade ou da intenção de voto de Dilma. ”É um recado efetivo que o mercado tem dado para o governo. Com a queda da Dilma, os investidores ficam mais confiantes em voltar a investir em empresas estatais”, comenta.
Um indicativo para tal justificativa é a falta de outros motivos aparentes que justifiquem a alta das ações de empresas como Petrobras e Eletrobras. Segundo o economista, num cenário normal, as investigações da petroleira sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, poderiam até pesar negativamente nas negociações dos papeis da Petrobras. Contudo, o fato de a reeleição estar um pouco mais distante do que se esperava, como mostrou a pesquisa Ibope da semana passada, significa menos ingerência na estatal — que é o que o mercado quer. No caso da Eletrobras, que está no centro da crise energética, a alta também demonstra que uma maior chance de mudança de governo poderá trazer efeitos benéficos para a empresa.
Mercado financeiro insatisfeito com a gestão do PT
Agostini explica que a alta dos papéis das estatais - como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras – reflete uma insatisfação do mercado financeiro com a gestão do PT. “Ao reagir dessa forma em relação às pesquisas, o mercado demonstra que não vai dar mais o crédito que o governo deveria ter se ele não mudar de posição em relação às estatais.”
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O analista Pedro Galdi, da SLW Corretora corrobora a avaliação sobre os efeitos da pesquisa eleitoral na Bolsa. Contudo, acrescenta que outros fatores contribuem para o ânimo do mercado. Galdi lembra que a o Ibovespa acumulou alta de 7% em março, depois de meses de queda dos preços das ações. “O tombo sofrido nos entre dezembro e fevereiro deixou os preços baixos e atraentes”, comenta.
Ele diz ainda que o clima de tensão da Crimeia [região da Ucrânia anexada por um dos BRICs, a Rússia, mediante um plebiscito contestado] atraiu investidores estrangeiros para o país, impulsionando as negociações no mercado doméstico.
O Ibovespa fechou em alta de 2,85%, o maior nível desde 29 de novembro do ano passado. A ação PNB da Eletrobras subiu 5,89%, negociada a 11,51 reais; a da Petrobras teve alta de 4,74%, a 16,56 reais; e o papel do BB crescia 4,17%, a 23,73 reais por ação.

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