◘ INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO VEM DESTRUINDO TODO O PARQUE INDUSTRIAL► TRANSFERINDO-OS PARA O PARAGUAY.

Operário em fundição de aço (Arquivo)

EMPRESAS BRASILEIRAS VÃO PARA O PARAGUAY POR “SOBREVIVÊNCIA”, DIZ CONSULTOR.

A CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL DESTRÓI TODOS OS SEGMENTOS EMPRESARIAIS, MENOS O BANCÁRIO QUE MANTÉM O GOVERNO REFEM..
Após procurar o Paraguai para expandir sua produção e contornar os problemas logísticos do Brasil, hoje as empresas nacionais procuram o país vizinho por "sobrevivência", afirma o diretor do Centro Empresarial Brasil-Paraguai (Braspar), Wagner Weber.
Ele ressalta que após o fim do "boom econômico" brasileiro em 2014, quando a migração era causada pela falta da mão de obra e pelo custo da energia elétrica, as mudanças mudaram de figura:
"Com a crise brasileira, as empresas passaram a vir para o Paraguai pela necessidade de sobrevivência. 
A lucratividade caiu bastante caiu bastante no Brasil. 
Muitas empresas passaram a ter problemas de caixa, de vendas, e passaram a olhar para o Paraguai como uma salvação", afirma Weber à Sputnik Brasil.
Nos últimos cinco anos, os brasileiros foram responsáveis por 7 a cada 10 companhias abertas no Paraguai. 
O fluxo de "brasiguaios", brasileiros que moram no Paraguai, foi em grande medida estimulado pela lei da maquila — iniciativa que garante isenção dos impostos e taxas de importação para quem produzir no Paraguai e exportar seus produtos. 
Em 2017, as empresas deste regime especial, chamadas de "maquiladoras", exportaram US$ 369,5 milhões, afirma a Folha de S. Paulo
As "maquiladoras" costumam ser confecções e fábricas de brinquedos e materiais plásticos.
Uma diferença significativa entre os dois países são os direitos trabalhistas. 
Enquanto um brasileiro tem direito a 30 dias de férias por ano, as férias dos paraguaios dependem de quanto tempo têm de carteira assinada. 
Até o quinto ano no emprego, são 12 dias de descanso remunerado por ano. 
Só após uma década na mesma empresa é que o funcionário passa a ter direito a 30 dias de férias por ano. 
A jornada de trabalho no Paraguai também é diferente: são 48 horas semanais contra 44 horas no Brasil.
Weber destaca outras vantagens para os empresários:
 "Desde 1970, o Paraguai é um dos países de menor carga tributária do mundo e continua sendo mesmo antes da lei da maquila". O presidente da Braspar  afirma que a produtividade média de um trabalhador paraguaio é 30% maior do que a de um brasileiro.
"Queremos ser a China do Brasil", afirmou o ministro da Indústria e do Comércio do Paraguai Gustavo Leite à Folha de São Paulo.
O Brasil comprou US$ 1,13 bilhão de produtos do Paraguai em 2017. 
Os principais artigos comercializados foram: materiais elétricos (17%), arroz (14%), e carne bovina (9,8%). 
Já as exportações para o Paraguai somaram US$ 2,65 bilhões no mesmo período e os produtos mais vendidos foram: manufaturados (10%), adubos e fertilizantes (4,7%) e máquinas e aparelhos agrícolas (4,0%). 

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