
Após
procurar o Paraguai para expandir sua produção e contornar os problemas
logísticos do Brasil, hoje as empresas nacionais procuram o país vizinho por
"sobrevivência", afirma o diretor do Centro Empresarial
Brasil-Paraguai (Braspar), Wagner Weber.
Ele ressalta que
após o fim do "boom econômico" brasileiro em 2014, quando a migração
era causada pela falta da mão de obra e pelo custo da energia elétrica,
as mudanças mudaram de figura:
"Com a crise brasileira,
as empresas passaram a vir para o Paraguai pela necessidade de
sobrevivência.
A lucratividade caiu bastante caiu bastante no Brasil.
Muitas
empresas passaram a ter problemas de caixa, de vendas, e passaram a olhar para
o Paraguai como uma salvação", afirma Weber à Sputnik Brasil.
Nos últimos
cinco anos, os brasileiros foram responsáveis por 7 a cada 10 companhias
abertas no Paraguai.
O fluxo de "brasiguaios", brasileiros que moram
no Paraguai, foi em grande medida estimulado pela lei da maquila —
iniciativa que garante isenção dos impostos e taxas de importação para
quem produzir no Paraguai e exportar seus produtos.
Em 2017,
as empresas deste regime especial, chamadas de
"maquiladoras", exportaram US$ 369,5 milhões, afirma a Folha de S. Paulo.
As
"maquiladoras" costumam ser confecções e fábricas de brinquedos e
materiais plásticos.
Uma diferença
significativa entre os dois países são os direitos trabalhistas.
Enquanto um
brasileiro tem direito a 30 dias de férias por ano, as férias dos
paraguaios dependem de quanto tempo têm de carteira assinada.
Até o quinto ano
no emprego, são 12 dias de descanso remunerado por ano.
Só após uma década na
mesma empresa é que o funcionário passa a ter direito a 30 dias de férias por
ano.
A jornada de trabalho no Paraguai também é diferente: são 48 horas
semanais contra 44 horas no Brasil.
Weber destaca
outras vantagens para os empresários:
"Desde 1970, o Paraguai é um dos
países de menor carga tributária do mundo e continua sendo mesmo antes da lei
da maquila". O presidente da Braspar afirma que a produtividade
média de um trabalhador paraguaio é 30% maior do que a de um brasileiro.
"Desde 1970, o Paraguai é um dos
países de menor carga tributária do mundo e continua sendo mesmo antes da lei
da maquila". O presidente da Braspar afirma que a produtividade
média de um trabalhador paraguaio é 30% maior do que a de um brasileiro.
"Queremos ser a China do Brasil", afirmou o ministro da
Indústria e do Comércio do Paraguai Gustavo Leite à Folha de São Paulo.
O Brasil comprou
US$ 1,13 bilhão de produtos do Paraguai em 2017.
Os principais artigos
comercializados foram: materiais elétricos (17%), arroz (14%), e carne bovina
(9,8%).
Já as exportações para o Paraguai somaram US$ 2,65 bilhões no
mesmo período e os produtos mais vendidos foram: manufaturados
(10%), adubos e fertilizantes (4,7%) e máquinas e aparelhos agrícolas
(4,0%).

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