Governo não comenta decisão do STF sobre IPI


Governo não comenta decisão do STF sobre IPI
Os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) decidiram não comentar a decisão tomada hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo até 15 de dezembro o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados ou montados no Brasil com peças importadas. A decisão do STF tem efeito retroativo.
O aumento da alíquota do IPI estava em vigor desde o dia 16 de setembro, mas a cobrança ainda não foi iniciada. Isso porque o governo fixou um prazo de 45 dias para que o MDIC defina as empresas que serão oneradas com a medida. O recolhimento do imposto com alíquota maior, em 30 pontos porcentuais, seria iniciada em 1 de novembro de forma retroativa.
O governo já havia perdido ações judiciais na primeira instância que questionavam a cobrança imediata do IPI mais elevado. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) estava recorrendo das liminares obtidas pelas empresas. A decisão do STF confirma as decisões dos juízes determinando que a cobrança seja iniciada a partir de 15 de dezembro, 90 dias após a publicação do decreto que fixou as novas alíquotas.
Quinze empresas pediram habilitação ao novo regime. Para escapar da elevação do IPI, a montadora tem que fabricar veículos com, no mínimo, 65% de conteúdo regional médio; investir pelo menos 0,5% da receita bruta total de venda de bens e serviços em atividades de inovação, de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico de produto no País; e desenvolver seis de 11 etapas em pelo menos 80% de sua produção de veículos no Brasil.
As exceções são os carros fabricados no México, Argentina e Uruguai, países com os quais o Brasil tem acordo automotivo. As novas regras de cobrança de IPI valem até 31 de dezembro de 2012.
O imposto para as empresas não habilitadas no regime automotivo ficará entre 37% e 55% para automóveis, 30% para caminhões e 34% para caminhonetes e comerciais leves. Atualmente, o IPI para automóveis varia de 7% a 25%, enquanto caminhões são isentos e caminhonetes e comerciais leves têm tributação de 4%.
O objetivo da medida é proteger a indústria nacional da concorrência de carros coreanos e chineses, muito mais competitivos. As importações de carros cresceram muito este ano em função da cotação favorável do dólar.
A indústria nacional pediu socorro ao governo. A ideia original era definir um novo regime automotivo para o País que privilegiasse a inovação e a eficiência energética. Mas a dificuldade em fechar um acordo com as montadoras fez com que o governo optasse por uma medida temporária.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

EM DESTAQUE

MADURO FOI CAPTURADO NESTA MADRUGADA PELOS "EUA", EM ATAQUE SURPRESA NA VENEZUELA.

  Explosões são sentidas em Caracas, na madrugada deste sábado, em meio ao ataque americano.  (Foto:   EFE ) EUA capturam ditador Maduro...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS