Publicado em 8 de dez de 2017
Uma revelação-bomba do ex-ministro
Antonio Palocci, em depoimento sob acordo de delação premiada, pode levar à
extinção do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, o ex-presidente Lula
recebeu 1 milhão de dólares em 2002 do então ditador da Líbia, Muamar Kadafi,
para sua campanha eleitoral, na época em que o petista era candidato. O
dinheiro líbio, sujo de sangue, também financiou grupos terroristas e
movimentos políticos em vários cantos do planeta. A informação é da revista
Veja, na edição desta sexta-feira (8).
A denúncia de Palocci pode culminar com o fim de Lula e do PT. De acordo com a
Lei dos Partidos Políticos, o Tribunal Superior Eleitoral pode determinar o
cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique
provado ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência
estrangeira. Em visita à Líbia, o então presidente Lula se referiu ao tirano
como "meu amigo, meu irmão, meu ídolo".
Uma foto registrada em 2009, no encontro da Cúpula América do Sul-África, Lula
e Kadafi se cumprimentam como dois amigos, com um aperto de mão informal. A
reunião aconteceu na Venezuela. Dois anos depois, Kadafi acabou deposto,
capturado e executado. Ele comandava a Líbia desde 1969, após um golpe liderado
por ele, coronel do Exército. Para quem contrariasse o regime de Kadafi, as
penas iam de punições coletivas à prisão perpétua, tortura e morte. No poder,
censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis.
Bolsnaro denunciou o caso
Há alguns anos, em 2011, o deputado Jair Bolsonaro denunciou na tribuna viagem
de Lula à Líbia para "buscar dinheiro para o PT". Um vídeo da ocasião
mostra o deputado lendo o depoimento de Mário Marcos Terena registrado em ata
da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, de abril de 2008. Na época, a
denúncia de Bolsonaro não foi levada a sério.
“Lula precisou fazer uma viagem para buscar dinheiro para o PT lá na Líbia. E
eu fui escalado para viajar com o Lula”, diz Terena em um trecho. “Eu fui com o
Lula falar com um homem chamado coronel Muamar Kadafi...”, continuou.
Palocci foi condenado a 12 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A
delação premiada é negociada há sete meses. Ele promete contar detalhes dos
crimes no qual participou em troca de redução de pena. A proposta de delação de
Palocci foi entregue ao Ministério Público.
Em setembro deste ano, após um ano preso, Palocci desfiliou-se do PT. Em carta,
ele assumiu seus erros e acusou Lula de ‘sucumbir ao pior da política’. Segundo
ele, ‘corrupção, desvios, disfunções são apenas detalhes’
"Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais
honesto do país' enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o
prédio do instituto são atribuídos a dona Marisa?", disse, em referência à
mulher de Lula, Marisa Letícia, que morreu no início do ano.
Antonio Palocci, em depoimento sob acordo de delação premiada, pode levar à
extinção do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, o ex-presidente Lula
recebeu 1 milhão de dólares em 2002 do então ditador da Líbia, Muamar Kadafi,
para sua campanha eleitoral, na época em que o petista era candidato. O
dinheiro líbio, sujo de sangue, também financiou grupos terroristas e
movimentos políticos em vários cantos do planeta. A informação é da revista
Veja, na edição desta sexta-feira (8).
A denúncia de Palocci pode culminar com o fim de Lula e do PT. De acordo com a
Lei dos Partidos Políticos, o Tribunal Superior Eleitoral pode determinar o
cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique
provado ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência
estrangeira. Em visita à Líbia, o então presidente Lula se referiu ao tirano
como "meu amigo, meu irmão, meu ídolo".
Uma foto registrada em 2009, no encontro da Cúpula América do Sul-África, Lula
e Kadafi se cumprimentam como dois amigos, com um aperto de mão informal. A
reunião aconteceu na Venezuela. Dois anos depois, Kadafi acabou deposto,
capturado e executado. Ele comandava a Líbia desde 1969, após um golpe liderado
por ele, coronel do Exército. Para quem contrariasse o regime de Kadafi, as
penas iam de punições coletivas à prisão perpétua, tortura e morte. No poder,
censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis.
Bolsnaro denunciou o caso
Há alguns anos, em 2011, o deputado Jair Bolsonaro denunciou na tribuna viagem
de Lula à Líbia para "buscar dinheiro para o PT". Um vídeo da ocasião
mostra o deputado lendo o depoimento de Mário Marcos Terena registrado em ata
da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, de abril de 2008. Na época, a
denúncia de Bolsonaro não foi levada a sério.
“Lula precisou fazer uma viagem para buscar dinheiro para o PT lá na Líbia. E
eu fui escalado para viajar com o Lula”, diz Terena em um trecho. “Eu fui com o
Lula falar com um homem chamado coronel Muamar Kadafi...”, continuou.
Palocci foi condenado a 12 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A
delação premiada é negociada há sete meses. Ele promete contar detalhes dos
crimes no qual participou em troca de redução de pena. A proposta de delação de
Palocci foi entregue ao Ministério Público.
Em setembro deste ano, após um ano preso, Palocci desfiliou-se do PT. Em carta,
ele assumiu seus erros e acusou Lula de ‘sucumbir ao pior da política’. Segundo
ele, ‘corrupção, desvios, disfunções são apenas detalhes’
"Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais
honesto do país' enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o
prédio do instituto são atribuídos a dona Marisa?", disse, em referência à
mulher de Lula, Marisa Letícia, que morreu no início do ano.
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